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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Doping, drama, regras e o campeão do Triple Crown no Supercross 2018
Publicado em: 28/04/2018

As manchetes da reta final e os pontos mais obscuros da temporada
Redação MotoX.com.br: Por Edu Erbs - Fotos: Octopi / Simon Cudby


Com somente duas provas restantes, o Monster Energy Supercross chega a sua reta final. Jason Anderson, Zach Osborne e Aaron Plessinger contam com uma boa vantagem na competição e a este ponto somente um grande desastre poderia tirar os títulos destes pilotos, entretanto o drama dentro e fora das pistas não para.

Ao invés de ser redundante e falar de resultados, eu vou partir para os principais fatos das duas últimas semanas.


Broc Tickle...

Tickle suspenso: bem, a este ponto todos nós sabemos que Brock Tickle foi suspenso por tempo indeterminado por falhar em um teste anti-doping coletado em San Diego, há mais de dois meses. A substância 5-metilhexan-2-amina, a qual não consigo pronunciar, foi banida pelo governo americano há muitos anos e era encontrada em descongestionantes nasais.

+ AMA Supercross: O bafafá entre Musquin e Tomac roubou a cena na 15ª etapa, mas Anderson é quem fica a cada prova mais perto do título inédito

Aparentemente o uso excessivo do produto poderia causar arritmia cardíaca. Resumindo, fazendo uma rápida pesquisa do produto, a "vantagem" que essa droga daria ao atleta seria aumentar a capacidade de oxigênio coletada pelos bronquios e a melhor eliminação de CO2. Trocando em míudos, este tipo de droga daria uma vantagem pequeníssima se compararmos com hormônios, esteroides ou as transfusões de sangue que são comuns em ciclistas. E vamos ser sinceros, mesmo estando com - argumentalmente - o melhor treinador de todos os tempos, Aldon Baker, com o melhor chefe de equipe, Roger DeCoster, e a bordo da motocicleta que conquistou os três últimos títulos do AMA Supercross, Broc não teve nenhum resultado acima do esperado, bem pelo contrário, na minha opinião teve resultados abaixo do esperado.


...foi suspenso por falhar em um teste anti-doping...

No final das contas, o maior problema aqui, é que o piloto e seu time ficam as escuras nestas situações, pois há uma grande barreira de comunicação entre o piloto, a FIM e a WADA que faz os testes e aplica as punições. Por exemplo, Cade Clason, que teve um problema parecido com Tickle, também foi afastado das pistas a mais ou menos um ano, se submeteu a papelada para pedir a autorização de um medicamento prescrito por um médico, mas que no final das contas não foi aceito pela WADA e ainda espera pela sentença.

Chega a ser ridículo o fato de, primeiramente, demorar 2 meses para os resultados do teste ser divulgados ao piloto. Depois disso, piloto e time tem 48 horas para fazer um apelo... mas mesmo com o apelo, o piloto já está suspenso e a punição geralmente é de 4 anos, o que no caso de Tickle simplesmente acabará com a sua carreira, assim como praticamente acabou com a carreira de James Stewart.


...e não sabe quando poderá voltar a competir

A solução do problema seria o Supercross/Motocross ter seus próprios testes, com suas próprias regras e suas próprias punições, porém as coisas não são simples assim. Infelizmente o Monster Energy Supercross tem a supervisão da FIM, que é ligada a WADA, que tem regras que em sua maioria foram criadas para evitar doping nas Olimpíadas, que só acontecem de 4 em 4 anos, e na minha opinião não deveriam ser aplicadas no nosso esporte. Então... o único jeito de isso acabar, é se a Feld encerrar a parceria com a FIM, ficar independente ou ainda voltar a total supervisão da AMA, que é ligada com a USADA, que pelo que eu entendo, faz um otimo trabalho com o Campeonato de Motocross e tem um ótimo relacionamento com os pilotos.


Jason Anderson

Penalização de Jason Anderson: pra quem não sabe, Jason Anderson foi penalizado em um dos Main Events na última etapa do Triple Crown, em Minneapolis. Depois de fazer contato com Justin Brayton, o líder do campeonato acabou saindo da pista, perdendo seis posições enquanto contornava por fora da pista até achar uma entrada entre os blocos de espuma. A AMA penalizou o piloto em uma posição, o que lhe tirou a vitória do evento, pois sem isso teria empatado com Eli Tomac, e a vitória na última bateria lhe garantiria também a vitória geral como um "tie-brake". Mais uma vez, a AMA não tem uma regra fixa para certas ocasiões, pois claramente Jason nao pulou fora da pista pra ganhar vantagem, pelo contrário, sua segunda bateria foi extramemente prejudicada pelo erro, perdendo seis posições. Fica realmente dificil de entender este tipo de acontecimento que ocorre em praticamente todas provas. As regras são claras: o piloto tem que procurar o lugar mais seguro para entrar na pista, desde que não lhe dê vantagem sobre os outros competidores, o que para mim, foi bastante claro na manobra de Anderson.


Eli Tomac

Musquin x Tomac: As manchetes da prova de Boston não deixam dúvidas, a manobra de Marvin Musquin na última volta está dividindo opiniões e dando o que falar!!! Falando em primeira pessoa, eu digo que apesar da passada ter sido - no mínimo - bastante agressiva, eu acho que pela vitória e mais 100 mil Dólares no bolso eu teria feito o mesmo. Na verdade imagino que a maioria dos pilotos que eu conheco teria executado essa passada na própria mãe, se tivessem na posição do francês. Aos meus olhos, vemos passadas como esta todas as noites, ou ainda piores... pode perguntar pro brasileiro Ramyller Alves e a sua "passada" na última curva para garantir a ultima vaga na final. O que realmente não ajuda a causa de Marvin, foi o fato que o acelerador da moto da Kawasaki acabou caindo logo na roda da KTM do francês, avariando o punho e o freio dianteiro. Além disso, na conferência após a prova, Marvin ficou apontando eventos do passado, como por exemplo o incidente com Jason Anderson e também com Weston Peick onde ele acabou levando a pior, ao invés de simplesmente assumir a culpa do ocorrido, pedir desculpas e seguir adiante.

+ A ultrapassagem - Marvin Musquin x Eli Tomac: Mergulhamos fundo nas imagens da polêmica manobra que decidiu a vitória no Supercross de Foxborough e aqui está nossa conclusão

Tomac não escondeu a sua fúria, chamando isso de golpe baixo e também trazendo o fato de que Marvin deixou ser ultrapassado em NY ano passado para que Dungey levasse a vitória a fim de estender a liderança no campeonato.

No final das contas, Marvin levou a vitória e Tomac levou pra casa uma dorzinha de cotovelo. Não há dúvida alguma que esta história não para por ai, pois garanto que Eli dará o troco com juros e correção ao piloto da Red Bull KTM.


Zach Osborne

Zacho Wacko: ao contrário do que foi revelado no ano passado, Zach Osborne defenderá o seu título do AMA Motocross em 2018. O anúncio foi feito com o press release da extensão do seu contrato com a Rockstar Husqvarna que agora tem prazo de validade até 2020. Osborne tem tudo para conquistar seu terceiro titulo consecutivo em Las Vegas no dia 5 de maio e chega como favorito para as provas outdoors. Com a contratação do piloto e a extensao também feita com Jason Anderson, a presença de Dean Wilson na equipe na temporada 2019 é bastante duvidosa já que o seu contrato expira no final deste ano.


Enzo Lopes

Enzo Lopes na JGR: pra mim esta foi a melhor noticia do mês! Fico muitíssimo feliz pela oportunidade que Enzo teve com a JGR, de fazer história sendo o primeiro piloto de fábrica do Brasil. Estou curioso para observar a performance do piloto nestas primeiras etapas. Confesso que fico um pouco apreensivo com a performance da Suzuki, sendo que pelo menos no papel é a moto mais pesada e lenta do mercado, mas não há segredo que a JGR trabalhou muito na temporada passada pra fazer um equipamento que deu uma vitória a Justin Hill, e pódios a Jimmy Decotis e mais recentemente Kyle Peters. Espero que Enzo complete o campeonato com saúde e que impressione os "olheiros de plantão" para que isso gere uma vaga definitiva no futuro do time. Uso esta coluna para parabenizar o Enzo e toda a sua equipe, pela raça, pela fé e pela conquista! Pra cima deles!!!


Kyle Peters

Kyle Peters: achei muito interessante a história do piloto e resolvi contar pra voces. Mas pra quem não sabe, a prova de Minneapolis aconteceu sob a pior nevasca que a cidade viu (pelo menos em abril) das últimas décadas, e enquanto o piloto se dirigia para a terceira sessão de treinos, ele derrapou em uma poça de gelo e acabou contudindo o joelho rompendo o ligamento cruzado. Mesmo sem poder treinar durante a semana, Peters já estava com a passagem comprada para Boston e acabou tendo o seu melhor resultado dos últimos 3 anos finalizando a prova na terceira posição. Peters pretendo correr o Showdown em Las Vegas e logo após vai para a mesa de cirurgia para reparar o ligamento.


Eli Tomac

Triple Crown: a terceira e última prova do Triple Crown series aconteceu em Minneapolis duas semanas atrás. As opiniões sobre o evento são bastante dividas. Eli Tomac e Jason Anderson concordam que três destas etapas são mais do que suficientes... e que o risco e o stress de três largadas durante a noite não funcionariam por 17 etapas. O fato de que mais uma vez tivemos seis ganhadores diferentes nas seis baterias da noite, na minha opinião ja é uma prova de sucesso. Eu concordo que se mudarmos o campeonato todo para esse formato seria uma mudança um tanto radical, mas talvez termos quatro ou cinco etapas neste formato no ano que vem, poderia ser interessante. Interessante também foi o fato de Eli Tomac receber o troféu por vencer o Triple Crown, que é um campeonato dentro do campeonato, embora isso tenha pego todo mundo de surpresa, pois nem mesmo Eli sabia que tal título estava sendo disputado. O que mais pareceu foi que a FELD decidiu inventar este prêmio e troféu na última hora, pois ninguém que eu conheço sabia do prêmio e parece que não houve nenhum tipo de compensação monetária para os pilotos.


Frase da semana
At the end of your life, you will never regret not having passed one more test, not winning one more verdict or not closing one more deal. You will regret time not spent with a husband, a friend, a child, or a parent.
Barbara Bush




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