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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Supercross no Georgia Dome? Nunca mais!
Publicado em: 02/03/2017

Dungey conquista segunda vitória da temporada na corrida de despedida do estádio em Atlanta
Redação MotoX.com.br - Por Edu Erbs - Fotos: Feld Entertainment / Ray Archer / J. P. Acevedo / Bavo / Pascal Haudiquert


Largada da categoria 450 em Atlanta


Corrida de 2017 foi a última disputada no Georgia Dome que será demolido em breve
O Monster Energy AMA Supercross Championship fez a sua última parada no Georgia Dome em Atlanta, local que será demolido no final deste ano para virar estacionamento para o novo estádio do Atlanta Falcons. Ryan Dungey fez exatamente o que precisava para alcançar a segunda vitória do ano e ampliar a sua vantagem em três pontos sobre Eli Tomac. Mais uma vez, Dungey não parecia o mesmo atleta dominante de 2016, mas fez o Holeshot e foi embora para conquistar a vitória. Por outro lado, Eli Tomac novamente foi o piloto mais rápido e surpreendente em uma pista sem muitos pontos de ultrapassagem, porém estes meros "detalhes" não são lembrados nos livros dos recordes e não contam pontos para o campeonato.

+ Resultados, mais fotos e vídeos da oitava etapa do AMA Supercross 2017

Semana passada escrevi sobre o que estava acontecendo com Dungey e todo o barulho que a imprensa está fazendo por aqui, mas apesar de não ser uma vitória esmagadora, acredito que seja o suficiente para baixar a poeira e os comentários sobre o piloto e para por uma das mãos na taça do campeonato.


Ryan Dungey voltou a vencer

Enquanto isso, Eli não tem muito a perder. Com 27 pontos de desvantagem, a cada prova o piloto tem que partir pro tudo ou nada e somente pensar em vitórias se quiser ter alguma chance de título. Porém, com a velocidade vem o risco e, com as condições das pistas deste ano, daqui a pouco é hora de Eli começar a por na balança se o risco vale a pena e se nao é hora de baixar o ritmo, se contentar com um bônus de segundo lugar e focar no Lucas Oil Pro Motocross Championship.


Eli Tomac só pode pensar em vitórias para seguir na briga pelo título

Mudando de marcha, vamos falar um pouco sobre a Costa Leste das 250s. Minhas apostas estavam em Joey Savatgy no início da temporada, e realmente o piloto saiu na frente estreando o numeral vermelho em Atlanta. Mas depois do sucesso em Minneapolis, foi impossível ignorar a velocidade de Zach Osborne, que acabou capturando a primeira vitória da carreira em Atlanta, neste final de semana, e reteve a liderança na pontuação no final da noite.

Realmente Zach parece um piloto diferente, visivelmente mais em forma do que em outros anos e esbanjando uma confiança que não demonstrava antes. Muita coisa mudou no programa do atleta, mas na minha opinião, assim como aconteceu com Ryan Dungey, o principal motivo dessa mudança é Aldon Baker, uma vez que Zach entrou no programa já testado e aprovado por nomes como o próprio líder da classe 450, Anderson e Musquin.


Zach Osborne conquistou a primeira vitória da carreira e lidera a 250 Leste

Outro nome que surpreendeu este ano foi Jordon Smith, igualando em Minneapolis o melhor resultado da sua carreira com a segunda colocação e andando na vice-liderança na maior parte da prova em Atlanta, o piloto da Troy Lee Designs KTM acabou se enroscando com o seu companheiro de time Alex Martin na última volta e passou raspando no pódio, além de perder a chance de deixar o local na frente do campeonato.

Dois pilotos que infelizmente desapontaram muita gente neste re-início de campeonato foram Alex Martin e Christian Craig. Martin teve uma prova no mínimo desastrosa correndo em casa no Metrodome. Depois de se classificar para a final via LCQ, acabou caindo novamente e não terminou a final da abertura. Já Christian Craig, que era apontado como um dos favoritos para ganhar o titulo deste ano, caiu feio em Atlanta e, com uma concussão, agora é duvida para a prova de Toronto, no Canadá, neste fim de semana. Apesar do início complicado, não se surpreedam se assistirmos até o final da temporada estes dois pilotos no ponto mais alto do pódio.


Christian Craig (48) desapontou neste início de campeonato

Mundial de Motocross 2017


Mudando um pouco de foco, como todos sabem, neste fim de semana o Campeonato Mundial de Motocross teve início no desértico Catar. Apesar da prova parecer ter evoluído bastante na minha opinião, principalmente nas condições da pista, ainda me pergunto porque (além dos milhares de dólares envolvidos) uma das principais provas do campeonato é realizada tão longe, em um país sem nenhuma tradição no esporte, com um número de espectadores que poderia se contar nos dedos?! Mas, enfim, a pista, o clima, a viagem e as dificuldades estão ali para todos e, no final das contas, as provas foram sensacionais.


Tony Cairoli conquistou duas belas vitórias nas baterias do MXGP do Catar

Como um grande fã, foi bom ver Tony Cairoli voltar a sua velha forma e dominar a prova, que foi algo inédito na carreira do piloto. Apesar da vitória do italiano, temos que dar atenção ao fato de que Tim Gajser fez uma prova excepcional estando com 40 graus de febre. Foi bom também ver que a "velha guarda" da categoria MXGP está pronta para brigar por vitórias, pois além do italiano em primeiro, o belga Clement Desalle ocupou a terceira posição. Para completar, o francês Gaultier Paulin e o russo Evgeny Bobryshev mostraram alguns flashes de velocidade.
 
+ Resultados, mais fotos e vídeos da primeira etapa do Mundial de Motocross 2017
+ Supergaleria de fotos da prova: a atmosfera e imagens únicas de um GP que pode não acontecer mais

Apesar de uma grande prova, tivemos um grande desapontamento com Jeffrey Herlings correndo com a mão esquerda recém-operada, então teremos que esperar mais algumas semanas para ver como o holandês vai se sair na classe principal diante dos pilotos mais experientes.


Tim Gajser enfrentou a prova com 40 graus de febre

Como a maioria de vocês já sabe, uma importante regra que difere o Mundial de Motocross com outros campeonatos de plena importância como o Lucas Oil Pro Motocross Championship é o fato que os pilotos só podem competir na classe de base (MX2) até os 23 anos de idade. Depois disso, eles são forçados a subir para a categoria principal MXGP.

Apesar desta regra ter opiniões bastante mistas, vejo que está provocando um resultado positivo no esporte. Foi legal ser surpreendido no Catar com nomes como Jonass, Paturel e Lieber brigando pelas posições que nos últimos anos sempre foram ocupadas pelos mesmos Herlings, Anstie e Ferrandis.
 

Pauls Jonass lidera a MX2

Eu acredito que como as crianças passam por uma evolução natural, andando de 50cc, crescendo e aprendendo a passar as marchas com as 65cc e mais tarde graduando para as 85cc, o motocross profissional deve acontecer mais ou menos da mesma maneira. Acho um pouco bizarro o fato de Martin Dávalos estar correndo na mesma classe por 11 anos. Até mesmo Osborne ou ainda pilotos como Musquin que talvez devido a preferência de continuar em sua zona de conforto, decidiram ficar na classe de base na maior parte da carreira, apesar de agora, na minha opinião, estar fazendo um ótimo trabalho na classe principal.


Benoit Paturel é um dos novos nomes da categoria para pilotos de até 23 anos

Eu acho que essa reciclagem é muitíssimo importante para o esporte. Precisamos de novos ídolos, de sangues novos nos quais as criancas e os pilotos mais jovens podem vir a idolatrar e se inspirar. Acredito que, por exemplo, um piloto de 10 ou 11 anos tem muito mais em comum com um piloto como Jorge Prado do que, digamos, um Chad Reed. Nessa nova era de mídias sociais, onde os pilotos dividem o seu dia a dia com o resto do mundo, fica mais fácil achar interessante coisas que temos em comum com nossos ídolos, seja a quantidade de filhos, hobbies fora do esporte ou até mesmo o jogo de video-game preferido.

Frase da Semana
The Internet is like alcohol in some sense. It accentuates what you would do anyway. If you want to be a loner, you can be more alone. If you want to connect, it makes it easier to connect.
Esther Dyson








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