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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Ser o mais rápido na pista muitas vezes não é suficiente
Publicado em: 18/02/2016

Desenrolar das últimas provas mostra que ser veloz nem sempre é suficiente para se dar bem
Redação MotoX.com.br: por Edu Erbs - Fotos: Garth Milan / Simon Cudby / Supercrossonline.com

Na semana passada, com a correria do dia-a-dia, não pude escrever sobre a prova de Glendale, então começo a coluna desta semana com um resumo da quinta etapa do Monster Energy AMA Supercross, que acabou com dois novos vencedores.


Pódio de Glendale - a primeira vitória de uma marca japonesa da temporada na classe 450

Com sua Suzuki, Ken Roczen colocou pela primeira vez no ano uma fábrica japonesa no lugar mais alto do pódio da classe principal – com certeza isso deve marcar algum tipo de recorde na categoria. O piloto pulou na frente, aproveitando uma rara má largada de Dungey, e liderou a prova com tranquilidade. Dungey fez o que Dungey faz: uma prova exemplar, costurando a sua Factory Red Bull KTM por grandes nomes pra continuar a sua sequência de pódios que já ultrapassa 20 consecutivos. Logo atrás veio Eli Tomac, que parecia que ia dar trabalho para Roczen no início da prova, mas acabou perdendo rendimento, apesar de marcar o seu melhor resultado deste ano, a terceira colocação, depois de um péssimo sétimo lugar em Oakland.

Veja também: resultados completos, mais fotos e vídeos da sexta etapa do AMA Supercross


Ryan Dungey

Na 250 Oeste, a história também foi outra. Christian Craig comemorou a primeira vitória da sua carreira, depois de Cooper Webb jogar a chance de vencer fora ao deixar a frente da sua YZ250F deslizar em uma das escorregadias curvas do circuito. Joey Savatgy chegou em terceiro, e assim saiu do Arizona dividindo o number plate vermelho com Webb.


Pista de Glendale

Glendale marcou a primeira etapa em uma nova localidade neste ano, e também a primeira em um estádio de futebol. Mais uma vez, gostei do design da pista, com a largada mais longa da história da categoria, com as 450s atingindo cerca de 100 Km/h (!!!), o que fez os times quebrarem a cabeça para achar o acerto de coroas e pinhões. Outra novidade da prova foi que parte do tracado passou por fora do estádio, o que lembra um pouco a tradicional prova de Las Vegas.


 


Dungey nunca começou uma temporada tão forte
Além disso, é importante destacar que a grande maioria da terra foi transferida da antiga corrida que acontecia no centro de Phoenix. Também era interessante como a terra mudava de cor em partes diferentes do traçado, fazendo o terreno ser um dos principais obstáculos que os pilotos tinham que enfrentar.

Mudando de marcha… vamos falar de San Diego 2. Por alguns motivos, a segunda prova do ano no Petco Park, na minha opinião foi muitíssimo melhor que a primeira. Primeiramente por causa da pista, apesar de ter umas partes um pouco travadas demais para o meu gosto. Estou curtindo a criatividade do pessoal da Dirt Wurx neste ano. A pista contou com a primeira curva para a direita, duas seções de costelas (de bom tamanho) e um duplo – ou triplo – que jogava os pilotos com velocidade na seção de areia, que geraram imagens sensacionais para os fotógrafos. Também acho legal que mais uma vez esse ano, San Diego foi usada para fazer uma homenagem a todos os ramos militares Americanos, mudando um pouco a plástica do evento, e atiçando a criatividade de equipes que também entraram no clima com os designs dos gráficos e equipamentos de proteção.

Mas o melhor de tudo foi que, em um ano que começou com tantas baixas, San Diego trouxe de volta à pista vários pilotos, tais quais Andrew Short, Justin Boggle, Blake Baggett e Trey Canard, o que tende a aumentar o grau de competitividade do evento.


Justin Bogle

Para comprovar esta tese, a 'Last Chance Qualifier' contou com Jake Weimer, Christophe Pourcel e Blake Baggett que acabou caindo na largada e não se classificou para o 'Main Event'. Com James Bubba Stewart fora por tempo indeterminado e Baggett claramente tendo problemas para voltar ao ritmo de prova, eu só imagino qual é o clima no box da Factory Yoshimura Suzuki.

Algumas observações da semana:


Cooper Webb e Joey Savatgy

1 - Cooper Webb: pelo terceiro final de semana consecutivo Webb caiu do seu pedestal e agora ocupa a segunda posição na classificação, logo atrás de Joey Savatgy. Penso que Webb ainda não conseguiu entender: ser o mais rápido dentro da pista, muitas vezes não é o suficiente para se dar bem. Desde o início do campeonato, o piloto da Star Yamaha vem se encrencando com outros pilotos durante os treinos, mostrando o seu dedo do meio, e em Glendale, empurrou Mike Aldredge pra fora da pista, causando a queda de ambos no cimento. Aí você me pergunta, por quê? Porque Aldredge teria atrapalhado Webb em uma de suas voltas rápidas durante os treinos. Será que isso vale o risco de machucar outro atleta ou a si mesmo?

Talvez Webb ache que não há repercurssão para os seus atos por causa do número 1 na sua moto, ou porque teoricamente já está de contrato assinado para Factory Yamaha ao lado de Reed no ano que vem, mas quem sabe somente quando oficialmente estrear nas 450s, ele terá uma íngreme aprendizagem de etiqueta dentro e fora da pista.


Christopher Pourcel

2 - Chris Pourcel: eu tinha quase certeza que o enigmático francês iria incomodar um pouco este ano, mas até agora o piloto anda bem abaixo do esperado. É difícil entender, pois ele tem velocidade para fazer voltas rápidas durante o treino e equipamento para ganhar a prova, mas não consegue ser consistente. Fiquei de olho nele neste final de semana e percebi que realmente falta explosão na sua pilotagem. Também notei que em uma das classificatórias o piloto estava mais preocupado em fechar os oponentes que vinham atrás em vez de focar nas suas próprias linhas e buscar o piloto à sua frente. Me pergunto... se as coisas continuarem deste jeito, veremos mais um drama entre piloto e equipe nesta temporada.


Jason Anderson

3 - Jason Anderson: o piloto do estado de New Mexico que se auto-intitula 'El Hombre' surpreendeu muitos em Anaheim 1 com a sua primeira vitória na classe, mas desde então não repetiu o feito. Apesar disso, Anderson é um dos pilotos que eu mais prefiro assistir, pois tem um estilo diferente, como se sempre estivesse pendurado no para-lama traseiro da moto. E, apesar de suas ultrapassagens - às vezes - agressivas demais, está conquistando o seu espaço no pelotão dianteiro, sem tomar conhecimento de nomes como Tomac, Reed e Canard. A única coisa que falta em Anderson para poder brigar por vitórias é melhorar suas largadas, pois é de praxe: ele sempre completa a primeira curva fora dos top 10.


Cole Seely

4 - Cole Seely: o piloto da HRC Honda chegou a San Diego com uma atitude completamente diferente. Era claro desde a primeira heat que Seely foi para marcar um bom resultado e, com uma ótima largada, o californiano acabou a prova na segunda posição. Foi seu melhor desempenho no ano e o terceiro pódio na temporada.

Vídeo:




Ken Roczen

5 - Ken Roczen: o alemão ganhou em Glendale e, em San Diego, terminou em terceiro, mas o seu semblante no pódio não era de muita alegria. Garanto que muitos de vocês lembram do drama que aconteceu entre o piloto, seu pai e a equipe no ano passado. Assim como comentei há algumas colunas, Roczen estaria já tentando negociar um contrato com uma nova equipe para 2016, pois rumores indicam que a RCH Suzuki tenha Jeremy Martin assinado para 2017, possivelmente assumindo a posição do alemão. Os lugares mais cotados para a ida de Ken: HRC Honda ou ainda um retorno a Red Bull KTM.

Agora, no outro lado do mundo… vamos falar um pouco da prévia do Mundial de Motocross.

Sem dúvida nenhuma é assustadora a lista dos lesionados na pré-temporada. Os favoritos Romain Febre (cotovelo) e Tony Cairoli (costelas) estão vagarosamente voltando aos treinos, enquanto Clement Desalle fraturou o braço no Motocross Internacional de Valence, na França, neste fim de semana.


Ben Townley

Entretanto o grande drama foram os comentários nas mídias sociais entre Stefan Everts e Jeffrey Herlings. Stefan indiretamente acusou Herlings de uma passada desnecessariamente agressiva em Ben Towley na Super final do mesmo evento, causando uma contusão no neozelandês. Por sua vez, Jeffrey logo revidou com um vídeo no Instagram, dizendo que a sua passagem não foi agressiva e que ele nem encostou em Townley, além de mostrar respeito pelo piloto. Mesmo em equipes e em categoria diferentes, é óbvio que Everts e Herlings ainda não podem ser considerados “melhores amigos”.

Vídeos:






Frase da semana:
“Sometimes not saying anything is the best answer. You see silence can never be misquoted”








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