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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Motocross, Supercross e MotoGP
Publicado em: 02/04/2015

Grandes eventos das três modalidades brindaram os fãs das duas rodas pelo mundo
Redação MotoX.com.br - Por Edu Erbs - Fotos: Simon Cudby, Ray Archer e Divulgação


Festa da KTM continua com vitórias de Ryan Dungey...


...e Marvin Musquin
Se pararmos um pouco para analisar os resultados do mundo motociclístico deste final de semana, talvez constataríamos um período de transição no esporte.

Como falei na minha última coluna, a cada final de semana a Factory Red Bull KTM vem escrevendo uma nova página na história da companhia, e com mais uma dobradinha de Ryan Dungey e Marvin Musquin em St. Louis, a marca já põe uma das mãos nos troféus mais importantes do motocross mundial.

Enquanto isso, no Mundial de Motocross, chega a ser até certo ponto irônica a má sorte dos pilotos da marca neste final de semana, e mesmo certas dificuldades e empasses que o time está enfrentando, pelo menos no início da temporada, já que nos últimos anos o domínio em ambas as classes, quase que imediato, era praticamente certo a este estágio do campeonato.

Mas enfim, também é bom ver novas caras no pódio, e Max Nagl e sua Husky mostraram que a vitória no Qatar não veio à toa e que eles estão ali para brigar pelo titulo. Assim como Clement Desalle, que conseguiu por as dificulades e lesões do ano passado para trás e mostrar mais uma vez que tem habilidade e equipamento para brigar pelas posições da ponta.


MXGP da Patagônia, na Argentina, foi uma das provas mais espetaculares dos últimos tempos


Ryan Villopoto
Além disso, é claro, foi legal observar a primeira batalha direta de Villopoto e Tony Cairoli, especialmente na corrida classificatória (se você ainda não assistiu vale a pena conferir clicando no link acima). Desta vez, o italiano levou a melhor enquanto Villo deixou muita gente aqui nos Estados Unidos de cabelo em pé e sem saber as razões exatas do porque não executou a prova de domingo como o esperado, depois de uma espetacular recuperação no sábado.

Às vezes é um pouco difícil escrever e relatar alguns fatos das corridas enquanto as assistimos do conforto do nosso sofá, mas enfim, tudo o que eu vi no MXGP da Patagônia me pareceu no mínimo espetacular. Começando pelo público que compareceu em massa e ficou espalhado por todo o circuito (e não "enjaulado" em uma arquibancada com a camiseta de um patrocinador). O terreno da pista, arenoso e bem tratado, e o "backdrop" da Cordilheira dos Andes ao fundo foi a cereja no topo do bolo servido pelos nossos "hermanos". Realmente impressionante, em todos os aspectos. Além disso, julgando pelos relatos das mídias sociais dos principais pilotos das categorias, todo mundo parecia estar muitíssimo satisfeito com as acomodações e a beleza natural do país.


Antonio Cairoli

Aí eu me pergunto: há anos que ouço que a "Argentina está quebrada", e como, mesmo assim, eles conseguem dar um show desses? E o nosso país, que é quase quatro vezes maior em área e tem quase cinco vezes o número de pessoas, não consegue se organizar pra oferecer uma prova? Às vezes é difícil acreditar.

Sabemos que há uma certa "politicagem" dentro da FIM e isso reflete diretamente no Mundial de Motocross. De certa forma, eu concordo com a ideia dos dirigentes do campeonato, que consideram que o "MUNDIAL" deve ser extendido por outras partes do planeta. Mas, da mesma maneira, é difícil entender algumas escolhas, como a do Qatar. Sinceramente, durante a transmissão da prova eu não lembro de ter visto espectador algum, ou ainda episódios como a Tailândia no ano passado, que por motivos legislativos, o combustível das motocicletas não pôde entrar no país, ou ainda a poeira na prova brasileira de Goiás.


Clement Desalle

Com o alto custo inicial do nosso esporte e o domínio dos principais times de fábrica, essas longas (e às vezes miseráveis) viagens contribuem para desistências e talvez uma pré-eliminação e desencorajamento das menores equipes privadas, além de dar um aspecto um tanto amador aos eventos, principalmente se compararmos com o motocross americano.


Max Nagl

Voltando aos Estados Unidos, algo que me surpreendeu essa semana foi a entrevista de James Stewart durante a prova de St. Louis, quando ele declarou abertamente que está em processo de negociação com a Suzuki para as próximas temporadas, exato... no plural, temporadassssss. Fato que me surpreende até certo ponto.

Quem acompanha o piloto pelas redes sociais, sabe que o floridiano, que está beirando os trintas, voltou às pistas e aos testes com a equipe depois de um mês e meio de férias forçadas. Rumores indicam que o principal motivo da preparação dele seria uma apelação sobre a decisão de sua suspensão, que foi feita em meados de dezembro passado, o que poderia lhe garantir o direito de competir no Lucas Oil AMA Motocross Championship, que começa na metade de maio.

Vegas x Jersey

Las Vegas, há muitos anos tem sido o palco do desfecho do AMA Monster Energy Supercross. Porém, desde o ano passado, a adição da prova em Nova Jersey, ao ladinho de Nova York, puxou toda a atenção da mídia. Com isso, provavelmente, assim como no ano passado, o campeonato terá dois campeões coroados ali. Tenho percebido que a prova de Las Vegas está perdendo um pouco do prestígio. Este ano não será diferente, principalmente porque o formato das provas da noite voltam ao estilo antigo, com as 250cc fazem somente o shootout do Leste versus Oeste, já que os campeonatos serão decididos em Jersey e Santa Clara, aqui na Califórnia, respectivamente.

Vídeo:



Outro fator é que a prova de Las Vegas é sempre feita no primeiro final de semana de maio, quando alguns comemoram o "Cinco de Maio", que é o dia da independência mexicana e que por algo é motivo de festa por aqui. Além disso, Las Vegas, naquele final de semana, sempre é palco de uma das principais lutas de boxe do ano. Este ano não será diferente, com as principais estrelas do boxe na atualidade, Manny Pacquiao e Floyd Mayweather, lutando no MGM Grand, ao mesmo tempo que a final ocorre no Sam Boyd Stadium, a algumas milhas dali. Com todos os eventos sendo realizados ao mesmo tempo, os preços das acomodações na cidade quase quadruplicam, fazendo com que muitos fãs acabem ficando em casa ao invés de prestigiar uma disputa que no final das contas não vale quase nada.

MotoGP

Fechando o giro pelo mundo, um rápido comentário sobre a abertura do MotoGP. Ao falar do Qatar, lembramos de altos custos e excelentes provas. Quem conferiu a abertura da temporada no país se deu bem, pois a competição foi fantástica. Inicialmente, acho que é impossível não ficar feliz com uma vitória do veterano Valentino Rossi, de 36 anos. Depois das Ducatis e Hondas dominarem os treinos e a classificação, as Yamahas acabaram pulando na frente na corrida, com a ajuda de um erro do atual campeão Marc Marquez que o colocou na última colocação logo na primeira volta.

Vídeo:



Além disso, um dos fatos que achei super interessante e talvez devesse ser adotado em mais esportes (quem sabe na Fórmula 1 ou até mesmo no motocross), é o fato de alguns times terem mais opções de pneus e eletrônicos para poderem competir mais de perto com os grandes times de fábrica. A Ducati tomou vantagem com a regra e acabou pondo seus dois principais pilotos no pódio, depois da fábrica não apresentar resultados expressivos desde a saída do australiano Casey Stoner, em 2009.

Feliz Páscoa a todos!

Frase da semana
A man who was completely innocent, offered himself as a sacrifice for the good of others, including his enemies, and became the ransom of the world. It was a perfect act.
Mahatma Gandhi

Vídeo:










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