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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

A edição 2018 da prova mais charmosa e tradicional do Supercross
Publicado em: 16/03/2018

Persistência para chegar ao topo. Justin Brayton faz história em Daytona
Redação MotoX.com.br: Por Edu Erbs - Fotos: Simon Cudby / Octopi / Ray Archer


Justin Brayton conquista primeira vitória em Daytona

Daytona não é somente a corrida de supercross mais charmosa do ano, mas tambem é a mais tradicional, pois para muita gente foi ali que o esporte nasceu em 1971. Este ano, a prova estava de cara nova, porque depois de quase 30 anos de parceria, a Honda não é mais a patrocinadora oficial do evento, que ao contrário das outras 16 etapas do Monster Energy Supercross Championship, não é organizada pela FELD.

+ Justin Brayton faz história em Daytona com sua primeira vitória no AMA Supercross 450. Ramyller Alves chega entre os 10 primeiros na 250 Leste


Este ano vimos algumas mudanças no evento, começando pela pista, que teve um design que proporcionou mais competitividade e ultrapassagens, já que os layouts dos últimos anos não agradaram a praticamente ninguém. O circuito desta vez era bastante longo, com longas retas com várias seções de saltos, whoops  e contando também com uma nova área de largada.  Outra grande novidade foi que, ao contrário do ano passado, as corridas adotaram o mesmo sistema das convencionais com um tempo determinado e mais uma volta, já que em 2017 Daytona foi a única etapa onde as provas tiveram um determinado número de voltas, como era no passado.


Ricky Carmichael, designer do circuito em Daytona


 
Podemos falar de mudanças, de layouts, e das particularidades desta prova, mas a única coisa que as pessoas lembrarão de Daytona em alguns dias é que Justin Brayton venceu de forma espetacular. Justin foi o sexto mais rápido dos treinos, venceu a sua classificatória e teve a primeira escolha do gate de largada. Brayton praticamente liderou a corrida toda e, tomando vantagem de más largadas, tropeços e erros dos líderes do campeonato, executou uma prova sem erros para conquistar a primeira vitória da sua carreira, consagrando-se como o piloto mais velho a vencer na classe principal. Foi também a primeira vitoria para a MCR Racing, a primeira vitória da Honda na temporada e a primeira vitória de um time privado em anos. Justin Brayton é um dos pilotos mais bem vistos no paddock e com certeza toda a indústria está feliz pela sua conquista.

A festa também aconteceu no time da Troy Lee Designs KTM, com a primeira vitória da temporada de Jordon Smith, que assim como Brayton, venceu a sua classificatória e liderou de ponta a ponta, defendendo os ataques de um renovado - e talvez até favorito -  Jeremy Martin, seguido de Austin Forkner que agora divide a liderança do campeonato com Zach Osborne.


Jimmy Decotis

Como todos nos sabemos, motocross e supercross são esportes perigosos, e até aqui, 2018 tem sido um ano daqueles! Em Daytona não foi diferente, com vários pilotos se machucando, principalmente na classe de base, onde mais notavelmente perdemos RJ Hampshire e Jimmy Decotis com sérias fraturas. Além deles, a Star Racing Yamaha perdeu Colt Nichols durante a semana, que era o último integrante da equipe já que Dylan Ferrandis saiu de contenção em Atlanta. Desta forma, assim como a American Honda e a Nut Up Suzuki, a Star Racing Yamaha terá que procurar um suplente para poder largar neste sabado em St Louis. Até Will Hahn, chefe da equipe Star Yamaha foi cotado para vestir a camisa do time, mas infelizmente o piloto não é mais elegivel para concorrer na classe de base, mesmo estando retirado das pistas há alguns anos. Com isso, quem deve assumir a vaga neste fim de semana é Thomas Ramette, francês três vezes campeão do Arenacross do Reino Unido.


Eli Tomac

Outro fato que quero comentar por aqui são as colisões que aconteceram em Atlanta, entre Zach Osborne e Austin Forkner, e em Daytona, entre Eli Tomac e Cooper Webb. Apesar dos incidentes serem bastante diferentes, o motivo foi o mesmo: "cross-jumping", que traduzinho para o bom português, seria cruzar o pulo, geralmente uma ação realizada pelo piloto da frente para proteger a sua posição. Em Atlanta, foi claro que Forkner moveu a sua Kawasaki para a esquerda causando a colisão entre os pilotos e Osborne acabou se dando mal. Forkner relatou que perdeu o freio traseiro da moto depois de atingir um bloco de espuma, e afirmou que moveu a moto intensionalmente um pouco à esquerda, mas que ela foi muito mais que o esperado e a colisão não foi intencional.


Cooper Webb

Falando de Daytona, eu acho que foi bastante visível  que Webb também colocou Tomac em perigo em uma das seções de pulos, até que o piloto da Kawasaki decidiu fazer justiça com as próprias mãos cortando a curva de areia para bloquear o rival, acabando os dois pilotos no chão. O mais engracado disso tudo é que eu imaginava que um piloto como Eli, teria um pouco mais de técnica e finesse para fazer a manobra em Webb... mas no final das contas - apesar de não parecer - ele ainda é um ser humano e, quem sabe, tem algo a aprender.


Austin Forkner e Zach Osborne se encontraram novamente em Daytona

Falando em Tomac, assim como ocorreu com Zach Osborne, ele teve uma largada bastante ruim e ambos tiveram que vir de trás para alcançarem a segunda e a quarta posições, respectivamente... mas no papel, os resultados não condizem com a excelência de pilotagem que ambos demonstraram durante as finais de suas categorias. Outro piloto que teve uma noite atípica foi Marvin Musquin. O francês largou entre os top 5 e ligeiramente alcançou e ultrapassou Justin Brayton assumindo a liderança, mas cometeu dois grandes erros. Em um deles, Musquin quase atingiu um dos mecânicos e as especulações indicam que foi causado pela perda de concentração depois que um tear off ficou grudado na sua mão esquerda.

Além de tudo isso, vale lembrar que este foi o primeiro pódio de Cooper Webb na temporada, e também que Ramyller Alves, depois de ter um difícil início de temporada, acabou Daytona entre os top 10, o que é realmente impressionante!


Largada 450


Algo também bastante interessante sobre Daytona é que o gate de largada é operado por uma bomba pneumática, e não é coincidencia alguma que os ganhadores das duas classes escolheram o mesmo gate nas finais, que se localizava logo ao lado da casinha onde ela ficava instalada. Dessa forma os pilotos conseguiam escutar a bomba funcionando uma fração de segundo antes do gate cair, o que deu a Brayton e a Smith uma pequena vantagem, mas que foi suficiente para largarem na ponta e conquistarem suas primeiras vitórias do ano.

Mundial de Motocross


Antonio Cairoli

Eu sei que ja fazem quase duas semanas que o MXGP da Patagônia aconteceu, mas não queria simplesmente deixar passar em branco. Mais uma vez tenho que aplaudir os nossos "hermanos" argentinos porque o GP parece espetacular. O layout da pista é incrivel, o visual do local também, o terreno parece agradar aos pilotos, que realmente parecem felizes de estarem lá, mesmo após terem que viajar por várias horas. Realmente esta prova oferece muito mais "glamour" à abertura do campeonato, e é claramente mil vezes melhor que aquela prova fria, escura e morta do Catar.
 
+ O que a largada da temporada pode nos dizer sobre o Mundial de Motocross 2018


MXGP da Argentina

Para completar, vimos um show de pilotagem de Tony Cairoli e Jeffrey Herlings, o que deu indícios de que este ano as coisas vão pegar fogo nos boxes da Factory Red Bull KTM. Apesar de correrem sobre a mesma bandeira, fica claro que os pilotos brigarão até a última curva pelo último ponto de cada bateria.

Assim como 99% dos leitores desta coluna, eu tambem sou um fã de Antonio Cairoli, mas tenho que ser um pouco mais frio quando escrevo e admitir que fiquei um pouco desapontado com a sua performance na segunda bateria. Em algum ponto, o italiano tinha 9 segundos de vantagem sobre o holandês, mas com uma série de erros, provavelmente causados pela fadiga, acabou entregando a vitória a Herlings na última volta. O Tony Cairoli que eu conheço normalmente não iria cometer estes erros, então eu acho que o piloto talvez estendeu as comemorações do seu nono titulo até uma boa parte da pré-temporada, enquanto Herlings parece que tomou conhecimento da competição no ano passado e talvez tenha trabalhado mais duro do que nunca para se preparar para este campeonato.


Jeffrey Herlings

Neste fim de semana acontece o GP da Europa, em Valkenswaard, Holanda, e correndo em casa e sendo um especialista na areia, eu tenho certeza que Jeffrey dará mais um show de pilotagem, mas eu estou mesmo interessado em ver qual estratégia Tony adotará para tentar parar o holandês.

Frase da semana
Intelligence is the ability to adapt to change.
Stephen Hawking




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