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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Mudanças no Supercross 2018, positivas ou não?
Publicado em: 07/11/2017

Novidades vem por aí no Monster Energy Supercross. Será que elas deixarão a temporada mais interessante?
Redação MotoX.com.br: Edu Erbs - Fotos: Simon Cudby / Pascal Haudiquert / Garth Milan

Antes de falar de provas, quero me aprofundar um pouco nas mudanças que vem aí no Monster Energy Supercross 2018. Como já tinha relatado na minha última coluna, a Feld Entertainment, companhia que organiza o evento, anunciou as mudanças alguns dias depois do Monster Energy Cup. Algumas delas eu somaria como positivas outras nem tanto, então vou relatar e opinar sobre o que será diferente em 2018.


Heats e Semis - Não veremos mais as semi (qualificatórias) na classe 450. O formato será parecido com o tipo de classificação das 250s, duas Heat-Races que classificam nove pilotos cada e uma Last Change Qualifier que qualificará mais quatro pilotos. A Feld indicou que através de testes e estudos, aprendeu que uma grande quantidade de telespectadores muda de canal depois que os principais pilotos são garantidos na final. Além disso, eles garantiram uma aumento no número de voltas nas qualificatórias para que o tempo dos pilotos na pista não diminua.

Na minha opinião, quanto mais gates caírem melhor, então inicialmente não fiquei muito satisfeito com essa mudança, porém, eu entendo o lado da organização e, no final das contas, quanto mais espectadores cativados, melhor para os patrocinadores e para indústria em geral.


As telas metálicas usadas nas largadas do Mundial de Motocross serão comuns também no AMA Supercross


Grades metálicas - A Feld adotará as grades metálicas nos gates de largada assim como o Mundial de Motocross já usou neste ano. Eu sou extremamente contra esta mudança. Hoje em dia as motos tem dispositivos de largada dianteiro, algumas equipes de fábrica tem também dispositivos traseiros, temos ECUs que controlam o RPM nas largadas, etc.. etc. e agora tiramos mais um fator da parte mais importante da prova. Pensem comigo, se temos Eli Tomac e Marvin Musquin participando da mesma qualificatória, um deles está em primeiro e o outro em quarto, sabendo que já está praticamente classificado para a final, o piloto na quarta posição não tem quase nenhum incentivo para ser agressivo e tentar buscar as posições dianteiras, já que todos os gates são praticamente iguais. Mais importante que a posição do gate em relação a primeira curva, a canaleta formada durante a noite é o fator principal que leva o piloto escolher um gate ao invés de outro, mas com as grades, estas canaletas nao existem mais. Além disso, a largada seria a parte mais perigosa da prova, onde 22 motos alinham em direção a um mesmo funil que muitas vezes tem somente 5 ou 6 metros de largura e, com essa mudança, os gates agora são iguais pra todo mundo fazendo aumentar bastante a probabilidade de um acidente na primeira curva.

Monster Energy Triple Crown - Três provas terão o mesmo formato do Monster Cup, com classificatórias durante o dia e três Main Events para cada classe durante a noite. As 450s terão três provas com oito, 12 e 15 minutos respectivamente, e as 250s terão provas com seis, 10 e 12 minutos de duração. Eu acho isso interessante, pois bons largadores como por exemplo Vince Friese, ou até mesmo outros pilotos como Justin Boggle ou Malcolm Stewart tem velocidade suficiente para vencer uma prova de somente oito minutos. Com isso podemos ver times e pilotos diferentes completando o pódio nestas provas. Mais vencedores, mais exposição para outros times e patrocinadores, e todo mundo tem a ganhar com isso. Acho a tentativa extremamente positiva.


Regra Eli Tomac? Os quatro primeiros receberão 1 ponto a mais. Do 5º ao 20º são 2 a mais a partir de 2018

Pontuação - A pontuação também mudará. Apesar da diferença não ser alterada entre os três primeiros colocados, o vencedor agora receberá 26 pontos, e a pontuação será melhor distribuída entre os 22 pilotos que compõem as provas finais. A mudança, que inicialmente não parece ser drástica, foi feita para tentar evitar que os pilotos conquistem os campeonatos com uma ou duas provas de antecedência, para que tudo seja decidido na final em Las Vegas. Mesmo que a mudança pareça ser pequena, se tivéssemos usado este tipo de pontuação em 2017, Eli Tomac seria o atual campeão do Monster Energy Supercross... e não Ryan Dungey. Interessante!

Provas amadoras - A Feld organizará quatro provas amadoras que serão realizadas no domingo depois das provas. Os pilotos utilizarão o layout de sábado a noite com algumas modificações para assegurar a segurança. Essas provas contarão para que os competidores acumulem pontos para as suas credenciais de piloto profissional, assim como o Arenacross. Como eu acho que o Ricky Carmichael Road to Supercross - que faz os pilotos competirem no Arenacross - uma péssima ideia, essa foi uma ótima ideia para reutilizar a pista e o estádio que já estão praticamente prontos.


250 East X West Showdown - Teremos duas provas com as duas costas das 250 correndo juntas somando pontos separadamente. Assim como a tradicional prova de Las Vegas, agora Indianapolis também fará parte deste formato. Com certeza acho a ideia bastante interessante e criativa para adicionar um pouco mais de drama e tempero no campeonato.

Redes - Quem assistiu ao MEC, pôde perceber que logo atrás de uma curva com paredão tinha uma rede preta de proteção. Pra quem não sabe, a Feld praticamente aboliu curvas com paredões altos que ficam apontados para as arquibancadas com medo que pilotos e motos desgovernadas possam vir a atingir o público, mas apesar de nada ser completamente oficializado, parece que a Feld usará redes de proteção nestas curvas já que as planas não oferecem as mesmas oportunidades de ultrapassagem que as curvas com bancadas.

Para resumir, eu acho que a maioria das mudanças que a Feld fez foram positivas. Pelo que entendo a ideia inicial era de fazer mudanças ainda mais radicais, entre eles posso citar o "points chase", onde a pontuação do campeonato seria resetada nas provas finais, o que na minha opinião é uma péssima ideia e poderia acabar com o nosso esporte. Acho que mudanças em geral são boas, termos que reciclar o esporte, tentar coisas novas para atrair um público diferenciado e pro campeonato não terminar um marasmo como muitos dos anos anteriores. Além disso, nada dura para sempre, se algumas destas mudanças não funcionarem como o esperado a Feld tem o poder de resetar tudo em 2019 e voltar atrás.

The Standard


Trey Canard

Trey Canard, que se retirou das pistas este ano, estava presente no Red Bull Straight Rhythm com o seu mais novo projeto que chama "The Standard". Trey acompanhou o desenvolvimento da pista, alterou certos obstáculos e conversou com a maioria dos pilotos do evento, um a um, tomando nota do que poderia ser melhorado e servindo como voz dos pilotos com os dirigentes do evento. A princípio, pelo que eu entendo, o RBSR serviu como um teste para a ideia do piloto que pretende levar o The Standard para todas as provas do circuito americano este ano, para que usem Trey como uma ferramenta de comunicação que tem como prioridade a segurança dos pilotos. Trey teve uma reunião com a Feld na semana passada para uma possível parceria e oficialização do projeto na temporada 2018 do Monster Energy Supercross, mas até este ponto nada foi confirmado oficialmente.

Mundial de Motocross


Após cinco anos, contrato com o Catar não foi renovado

Falando em mudanças, o calendário do Mundial de Motocross 2018 também apresentou um bom número de alterações este ano. Entre algumas mudanças mais importantes, destaco a saída da prova do Catar (exato! - aquela corrida noturna no meio do deserto com um total de 12 espectadores), a adição de mais uma prova na Indonésia (exato! no mesmo país onde chove até pedra e metade dos competidores não consegue terminar a prova) e é claro, a prova americana também foi removida do calendário, pois o país sedia o Motocross das Nações na metade de outubro. De certa forma eu acho que o calendário ficou um pouco melhor, com mais provas centradas na Europa, onde a maioria dos times tem base. A maior decepção pra mim foi o aumento do calendário que agora conta com 20 etapas!!! Com a Suzuki pulando fora do campeonato e a Kawasaki cortando o seu orçamento, eu acho que é claro que os times estão passando por um momento bastante difícil na Europa. Com certeza cortar algumas provas em outros continentes vem a calhar, mas a este ponto acho que é hora de repensar, reduzir, economizar e pensar nos times, ao invés de prolongar a temporada e forçá-los a aumentar seus orçamentos.

Provas

Somente para não passar em branco, vamos comentar um pouco das duas últimas provas oficiais da temporada americana, o Monster Energy Cup e o Red Bull Straight Rhythm.


A alegria do milhão, com Marvin Musquin

Com Eli Tomac caindo forte na primeira bateria do MEC, abandonando o resto da noite, Marvin Musquin executou trés provas com perfeição para levar pra casa um milhão de dólares. Realmente a corrida foi bastante monótona, com Musquin sendo o melhor piloto disparado e a falta de pilotos de calibre mais alto. Eu espero que a Monster comece a pensar e reinventar as próximas edições do evento. Apesar da oferta do Milhão de Dólares, o prêmio normal do evento é de "somente" 100 mil Dólares, o mesmo valor oferecido desde a primeira edição do evento, em 1998. Eu sei que 100 mil dolares serviriam para arrumar a vida de muita gente, mas se você é Eli Tomac ou Marvin Musquin, ou seja, pago em milhões de Dólares durante o ano, eu garanto que muitas vezes o risco que eles assumem ao correr em uma pista veloz como aquela, não faz esse prêmio valer a pena. Outro fator que já falei aqui na minha última coluna é a proximidade do evento com o Nações, fazendo bastante difícil a participação dos piloto nos dois eventos.


Ryan Morais e Ronnie Mac

Já o Red Bull Straight Rhythm ganhou força este ano com a criação da categoria destinada somente para motos dois tempos e pilotos como Chad Reed, Ryan Villopoto e o enigmático Ronnie Mac fazendo a festa para os espectadores. A classe principal também foi dominada por Marvin Musquin. Entre as 250, Shane McElrath conquistou o bicampeonato do evento e, para a surpresa de todos, Gared Steinke levou o troféu entre as dois tempos.

Silly Season


Na categoria de base, as peças finais do quebra-cabeça estão praticamente no lugar. Depois de uma surpreendente contratação de Mitchell Oldenburg pela Star Yamaha, a Rockstar Husqvarna (que parecia ter um contrado praticamente fechado com o piloto) acabou de assinar com Mitchell Harrison para competir ao lado de Zach Osborne. Na JGR Suzuki, Jimmy Decotis e Kyle Peter juntam-se a Justin Hill para reforçar o time nas 250cc. Phill Nicoletti, que já representa o time há várias temporadas, também deve ser anunciado a qualquer momento, mas parece que a equipe e o piloto ainda estão tentando finalizar as negociações.

As principais perguntas ainda pairam sobre os mesmo pilotos. Chad Reed, estava pronto para alinhar na Austrália a bordo de uma Husqvarna, mas acabou fraturando o tornozelo nos treinos do RBSR e está de fora das pistas até Anaheim I. Justin Barcia é outro piloto que ainda está esperando o telefone tocar, mas que provavelmente alinha com sua Honda privada pelos menos nas primeiras etapas do Monster Energy Supercross, e é claro, os irmãos Stewart, que rumores estão sempre ao ar, mas que ninguém neste ponto pode afirmar quais os planos dos floridianos.

Frase da semana
Life is 10% what happens to you and 90% how you react to it.
Charles R. Swindoll






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