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> Colunas > Nutrição Esportiva

Nutrição pré-competição
Publicado em: 29/09/2017

Guia MotoX de Nutrição Esportiva - segundo capítulo
Redação MotoX.com.br - Por Bernardo Starling - Foto: Ray Archer / Suzuki e Yamaha


Esporte de alta demanda física e energética, Motocross exige uma nutrição específica para as competições

Apesar de existirem poucos estudos específicos com Motocross, Supermoto ou Enduro, existe um consenso sobre a alta demanda física e energética gerada por estas modalidades. Por isto uma nutrição específica para as competições se faz necessária.

Diferentemente do nosso primeiro artigo, em que abordamos o fato de que através do controle da ingestão (no caso, o baixo consumo) de carboidratos e antioxidantes próximos ao exercício nos beneficiamos de uma melhor adaptação ao estímulo gerado, na semana anterior e no período da competição a utilização de recursos antioxidantes e o uso de carboidratos deverão ser elevados.

+ Veja também mais de 30 artigos no Guia MotoX de Preparação Física

Um conceito importante a ser analisado no consumo de energia é que o corpo, além das reservas de gorduras, também possui reservas de carboidrato, conhecidas como glicogênio hepático (fígado) e muscular. Essas reservas serão de extrema importância durante as baterias de Motocross, Supermoto, ou mesmo nas especiais de Enduro. Apesar de cada modalidade apresentar características um pouco diferentes, a utilização de estratégias visando maximizar esses estoques se mostra de grande importância para os atletas. Somente o fato de bochechar carboidrato, ao invés de água pura, apresentou uma diminuição de 3% no tempo de atletas em performance de ciclismo, o que demonstra uma possível relação entre o sabor doce geralmente advindo de alimentos que contenham carboidratos e uma menor percepção do esforço durante o exercício, ou mesmo mecanismos de motivação cerebrais ainda não estabelecidos. Uma prática comum entre atletas profissionais em esportes com tempo de competição moderado a elevado, como os aqui citados, é a utilização de um carregamento ("loading") desses estoques. Essa prática, comprovada cientificamente, se baseia no fato de que após momentos de pouca ingestão de carboidrato o corpo tende a acumular mais glicogênio. Nesse modelo então teremos uma recomendação para ingestão de acordo com os dias da semana que antecedem uma competição:


Exemplo de personalização para paciente com 2 dias de competição - D(0) e D(0)2

    Dia (-6) ao (-3) (início da semana pré-competição): dieta com baixo consumo de carboidratos;
    Dia (-2) e (-1) (quinta e sexta-feira): alto consumo de carboidratos - aproximadamente 1g/kg a cada refeição (em geral 6). Ou seja, consumo em média de 300kcal de alimentos ricos em carboidrato por refeição;
    Dia (0) e (0)2 (sábado e domingo de competição): alto consumo de carboidratos - mais especificamente em refeições antes das baterias e especiais -, buscando melhor rendimento e, após, visando à recuperação mais rápida e completa.

Como podemos ver no modelo acima criado especificamente para um atleta de 70kg, além da utilização do "loading" de carboidrato como citado acima, recursos ergogênicos - que buscam aumento de rendimento - e doses mais elevadas de antioxidantes são distribuídos durante toda a semana pré-competição e inclusive durante os dias dos eventos. A N-Acetil-cisteína, o ácido alfa lipoico, a vitamina D e a cebola se mostram como importantes alimentos/suplementos para diminuição da produção de moléculas oxidantes.


É fundamental ficar atento ao nível de hidratação do atleta, especialmente antes da prova

Já a creatina, a Mucuna Pruriens, o Tribullus Terrestris e a cafeína têm comprovação científica de aumento de performance no esporte.

Além desses, outros produtos naturais, como o uso de beterraba para alguns casos, e outros suplementos, podem levar a uma melhora de rendimento, dependendo do tipo de esporte a ser praticado e do nível e individualidade do atleta.

Pelo fato do Brasil ser um país tropical e a simples perda de 2% do peso corporal na forma de suor ter mostrado perda de rendimento, também devemos estar sempre atentos ao nível de hidratação desse atleta. E isso significa que tanto a ingestão de água quanto de eletrólitos deverá ser adequada, já que a perda de 5% do peso corporal na forma de suor não é incomum para atletas, principalmente se pensarmos na utilização dos vários equipamentos de proteção no motociclismo. Para isso, um método interessante que vem sendo utilizado é a avaliação do peso do atleta pré e pós competição, no qual a perda deverá ser considerada em sua maior parte como água corporal, podendo-se, assim, estimar a quantidade de líquido, além do habitual, que o atleta deverá ingerir nos momentos pré-competição para iniciá-la com uma "reserva" de água. De forma geral, segundo dados da IOM (Instituto de Medicina Norte Americano), homens deverão ingerir 3,7L de fluidos totais por dia (considerando também leite, bebidas esportivas, sucos, etc.) e mulheres 2,7L. Assim podemos pensar em ingerir 6L de fluidos totais para homens e 5L para mulheres no dia anterior e no dia da competição.  


Comer macarrão... este é o segredo da velocidade do multicampeão mundial Antonio Cairoli!

Além disto, em alguns casos mais extremos, como baterias de Motocross em condições de temperaturas elevadas, pode ser testado pelo atleta a utilização de mochilas de hidratação, algo visto em pilotos do Mundial quando estão competindo em países tropicais. Como citado acima, uma pequena desidratação já pode ocasionar queda de rendimento, então verificar se seu uso será benéfico no resultado final deverá ser avaliado, assim como para todas as estratégias aqui descritas, que deverão ser testadas em semanas sem competição para que assim o atleta consiga avaliar seus resultados e até mesmo "efeitos colaterais", como distensão abdominal, etc.



*Para mais informações sobre artigos e literatura utilizada neste artigo entre em contato pelo e-mail: contato@bernardostarlingnutricao.com.br

Bernardo Starling é ex-piloto, campeão mineiro de motocross e supercross, nutricionista pós graduado em nutrição ortomolecular e nutrigenômica, mestre e professor em bioquímica.

bernardostarlingnutricao.com.br
facebook.com/bernardo.starling.5
bernardo.starling (Instagram)

Referências:
Carter et al. The Effect of Carbohydrate Mouth Rinse on 1-h Cycle Time Trial Performance. 2004  
Porcari, John, Cedric Bryant, and Fabio Comana. Exercise physiology. FA Davis, 2015.
Popkin, Barry M., Kristen E. D'anci, and Irwin H. Rosenberg. "Water, hydration, and health." Nutrition reviews 68.8 (2010): 439-458.








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