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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Publicado em: 15/03/2017
Toronto X Daytona
Toronto x Daytona - Extremos de um campeonato, não apenas no mapa
Redação MotoX.com.br - Por Edu Erbs - Fotos: Simon Cudby / Garth Milan / Divulgação


Circuito de Toronto

Chega até a ser engraçado como as caracteristicas das duas provas podem ser tão diferentes. Toronto, no Canadá, é a única prova internacional do circuito, onde os pilotos enfretam temperaturas bem abaixo de zero grau; onde os times disputam espaço nas estruturas cobertas do estádio, onde a burocracia imigratória requer muito trabalho e paciência das equipes.

+ Resultados, mais fotos e vídeos da décima etapa do AMA Supercross 2017, em Daytona
+ Resultados, mais fotos e vídeos da nona etapa do AMA Supercross 2017, em Toronto

Logo depois tivemos Daytona, na Flórida, sudoeste dos Estados Unidos, onde pilotos são recebidos com um clima e umidade praticamente tropicais; e onde a prova, a pista e as obrigações contratuais são especiais devido ao "Bike Week", onde o terreno é macio e as voltas muito mais longas, semelhante a uma prova de Motocross. Além disso, Daytona é a única - das 17 provas da temporada - não organizada e supervisionada pela FELD, os próprios organizadores do Daytona Speedway fazem as honras e quem assina o cheque de patrocínio é a Honda, caso alguém não tenha percebido pela decoração da pista.


Eli Tomac

Mas enfim, a única coisa que as duas provas têm em comum é Eli Tomac, cada vez mais dominante e confiante a cada etapa, que vem tirando a vantagem de Ryan Dungey, agora resumida a 17 pontos. Posso até sugerir que a performance de Dungey também foi parecida nas duas provas, com duas más largadas que não são habituais. Dungey teve que vir de trás para brigar por pontos e conter a hemorragia na classificação geral. Especialmente em Daytona, o tipo de agressividade, urgência e o body-english do piloto no final da prova mostram que talvez não haja mais tanta tranquilidade  sobre o defesa do campeonato quanto há algumas semanas. Neste ponto, Eli Tomac controla o seu próprio destino e, se o piloto se mantiver invicto até o final da temporada, Ryan Dungey pode dar adeus ao seu número 1.


Após dois anos difíceis, Adam Cianciarulo volta ao topo do pódio

Na Lites, as coisas também mudaram bastante. Depois de se solidificar como favorito ao título da Costa Leste, vencendo duas provas consecutivas, Zach Osborne teve que brigar duro em Daytona depois de uma queda no início da prova. O piloto da Rockstar Husqvarna garantiu somente a quinta posição, mas ainda mantém a liderança do campeonato chegando em Indianápolis. Além de Joey Savatgy, Osborne agora também tem que se preocupar com Adam Cianciarulo, que depois de vencer sua primeira prova desde 2014, se solidificou na terceira posição do acumulado com nove pontos de diferença em relação ao líder.

Algumas notas sobre Daytona:


Jeremy Martin surpreendeu na estreia com a 450

- Jeremy Martin fez a sua estreia nas 450 a bordo da CRF450R de Ken Roczen da HRC Honda. O piloto mostrou que estava pronto para o desafio, mostrando velocidade desde os treinos até a final, em que terminou com um surpreendente segundo lugar.


Justin Bogle
- Justin Boggle não tem tido uma temporada fácil e Daytona não foi diferente: depois de uma ida a LCQ, o piloto largou mal e não conseguiu se classificar para a final.

- Alex Ray estreou com as cores da CycleTrader Rockriver Yamaha tomando lugar do veterano Tommy Hahn que machucou o joelho e decidiu seu aposentar. Kyle Cunningham também estreou casa nova com a JGR Suzuki, depois do divórcio entre ele e a Slater Skins Yamaha.

- Colt Nichols tem feito uma temporada supreendente se contarmos que o piloto quebrou o fêmur em dezembro, na pré-temporada. Infelizmente sua sorte acabou quando fraturou o joelho e a perna durante os treinos na semana passada. O piloto da Star Racing Yamaha promete voltar às pistas ainda este ano.

- Com tempos bem acima de um minuto, Daytona usou o formato antigo: provas contadas por número de voltas. Em Indy, neste final de semana o formato deve voltar ao normal.


Dylan Ferrandis saboreia o primeiro pódio nos EUA

- O francês Dylan Ferrandis veio aos Estados Unidos para dar trabalho. Depois de mostrar velocidade (e agressividade) em Toronto, o piloto confirmou a boa forma com o seu primeiro pódio da carreira na América, um terceiro lugar em Daytona.


Marvin Musquin não se deu bem nas duas etapas mais recentes

- Já o outro francês, Marvin Musquin, chegou em Toronto com a vice-lideranca do campeonato, porém uma gripe que lhe causou uma febre acima de 40 graus lhe rendeu somente a 13ª posição. Em Daytona, não foi diferente, ficando preso no gate, Musquin cometeu muitos erros, terminando a prova somente em 15º e agora ocupa apenas a quarta colocação em pontos, ultrapassado por Eli Tomac e Cole Seely.

Aperto de mão!

Algo que achei extremamente interessante foi a coletiva de imprensa feita pela MX Sports - empresa que organiza o Lucas Oil Pro Motocross Championship - e David Luongo, filho de Giuseppe, diretor da Youthstream que organiza o Mundial de Motocross. A coletiva de imprensa anunciou uma parceria entre os dois orgãos, em que a MX Sports ajudaria a Youthstream na promoção e organização da etapa norte-americana do Mundial de Motocross, e em contrapartida a empresa europeia  garantiu a vinda do Motocross das Nações aos Estados Unidos em 2018, e a volta do evento ao país a cada quatro ou cinco anos daqui por diante.


 

Achei a ação de ambas companhias uma excelente ideia, buscando a unificação e globalização do esporte, mas com certeza muitas coisas vieram à mente quando eu li o press-release. Confesso que fiquei com uma pulga atrás da orelha. No final do ano passado, escrevi umas duas colunas sobre uma possivel aliança da Youthstream e da FELD, que teoricamente prolongaria o calendário do Supercross com 20 a 25 etapas, estendendo a série na Europa - com a ajuda da Youthstream -, e fazendo com que o calendário do Supercross interferisse nas provas de abertura do AMA Motocross, até mesmo ameaçando a extinção do campeonato. Tudo isso poderia ser (ou não) também ser uma estrategia de marketing da Monster Energy que além de patrocinar o Mundial de Motocross e o AMA Supercross também poderia forçar um corte de orçamento para alguns times, forçando-os a desistir de competir no AMA Motocross.

Por esses e outro motivos, fico pensando no que aconteceu, e o que a gente não sabe, que fez um homem movido a poder (e muito dinheiro) como Giuseppe Luongo mudar de ideia e buscar as pazes e uma aliança com seus arquirrivais? Onde ficaria a possível aliança entre Youthstream e a FELD? O que a Red Bull acha da MX Sports ajudar a promover corridas com as garras da Monster Energy?


Acordo pode levar o USGP a circuitos tradicionais dos Estados Unidos, mas será que não haverá um conflito com patrocinadores?

Talvez tudo isso seja coisa da minha cabeça, mas eu tenho um pequeno presentimento que é somente a ponta do iceberg. Vou estar tunado para ver o que acontece entre esta nova aliança e ver se finalmente os GP's ganham um pouco de tração aqui nos Estados Unidos nos próximos anos. Temos que ver para crer.

Frese da Semana
Learn from yesterday, live for today, hope for tomorrow. The important thing is not to stop questioning.
Albert Einstein






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