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>Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Segundo colocado ou primeiro perdedor?
Publicado em: 11/10/2013
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Como foi a repercussão do Motocross das Nações 2013 nos Estados Unidos
Redação MotoX.com.br - Por: Eduardo Erbs - Fotos: Ray Archer / Sarah Gutierrez


Antonio Cairoli: invicto nos dois últimos Nações


Confira 5 vídeos do evento na MotoX TV
Com o fim do AMA Motocross e do Mundial de Motocross, eu também tirei algumas semanas de folga do teclado e me concentrei um pouco nos projetos pessoais, especialmente pelo fato de que a "Silly Season" - principalmente a americana - anda muito devagar. Porém, esta semana, volto a escrever, desta vez, sobre o que, na minha opinião, seria a prova mais importante do ano, o Motocross das Nações.

Pelo terceiro ano consecutivo, o time brasileiro passou raspando na classificação para a final, participando da repescagem no domingo de manhã, que contava com times como Porto Rico, Japão, Irlanda, Canadá e a Letônia, que além de ter levado a última vaga para a final, será a sede da competição em 2014. Quero evitar bater na mesma tecla sobre a escolha do time brasileiro e de onde poderíamos estar se fôssemos mais organizados. Vou simplesmente parabenizar mais uma vez a iniciativa do nosso amigo Cacau, que fez o time brasileiro ser concretizado e, é claro, aos pilotos Hector Assunção, Rafael Faria e ao meu amigo semi-conterrâneo Anderson Cidade.

Bem, a este ponto, todos vocês já sabem os resultados das provas, e que a Bélgica deixou de ser somente uma ameaça, para conquistar pela 15ª vez o Chamberlain Throphy e, mais do que nunca, provou que esta competição não é baseada em talentos individuais, mas sim em uma performance coletiva e consistente de todo o time.


Van Horebeek perseguindo Jordi Tixier. Mesmo sem ter uma posição de destaque nas corridas o belga foi crucial na vitória de seu time. Na segunda bateria recuperou-se de uma queda na segunda curva para a sétima posição

A pista de Teutschenthal, na Alemanha, recebeu um bom público de 80 mil pessoas durante todo o final de semana, porém, sendo uma área relativamente pequena, a impressão era que havia um ainda mais gente. A pista, que durante a classificatória parecia bastante macia, foi secando e formando canaletas bastante profundas, que não foram tratadas para a prova de domingo. Em algumas partes, ela parecia ser bastante dura. Alguns pilotos reclamaram da falta de linhas de ultrapassagem, além dos americanos admitirem que a pista acabou ficando mais difícil que uma do Ama Motocross.

Team USA: Sinceramente, o time USA foi o maior motivo de eu não ter escrito nada antes sobre o Nações, pelo simples fato de que estou cansado das frases: "Nos Nações, temos uns alvos nas costas." Ou ainda: "EUA versus o resto do Mundo", citadas em qualquer artigo relacionado à prova. O que acho extremamente ridículo, desnecessário e inválido.


 

Com isso em mente, na minha opinião - extremamente pessoal - foi por uma combinação de azar, excesso de confiança, quedas e uma má atuação de Ryan Dungey, que o time simplesmente foi inferior à Bélgica e perdeu a competição pelo segundo ano consecutivo, e desta vez, eles não podiam culpar a pista ou falha mecânica.


 Ryan Dungey
O que mais me impressionou foi a franqueza na resposta de Roger DeCoster sobre a atuação de Ryan Dungey para uma entrevista concedida ao website MX Vice:

MX Vice: "Nós notamos Dungey fazendo muitas mudanças na moto durante o final de semana, mais especificamente no amortecedor traseiro. Ele estava tendo dificuldade no acerto durante os dois dias?"

DeCoster: "Ryan pensa que a moto é o problema, mas o problema está nele. Mentalmente, ele não estava concentrado em achar a melhor solução na pilotagem, e achar as melhores linhas no traçado. O problema não é a moto. O problema não era o acerto - ele usou o mesmo set-up que o Ken Roczen. O Cairoli estava em uma 350, e ele tinha as mesmas opções. Ryan precisa olhar a si mesmo, neste momento, e no fundo ele sabe disso."

Aqui nos Estados Unidos, todo mundo está tentando achar o porquê da derrota e dedos estão sendo apontados para todos os lados, desde o estilo da pista, a temperatura do local ou ainda as duas últimas etapas do Lucas AMA Motocross - que foram horríveis e, é claro, os pilotos. Mesmo se você analisar o desempenho dos pilotos, Eli Tomac foi o mais rápido do final de semana, porém, sua espetacular queda acabou lhe deixando na 16ª posição. Ryan Dungey, com certeza, não impressionou a ninguém, porém, seus resultados combinados foram os melhores dos três pilotos, e ainda Justin Barcia, que participou do "bolo" na primeira curva da última bateria, foi forçado a fazer uma corrida de recuperação e, no final das contas, ainda foi o melhor piloto na MX3. Então, de quem é a culpa? Eu, sinceramente, acho que os reais culpados da derrota são três pessoas com sobrenomes DeDycker, Desalle e VanHorebeek.

Para finalizar sobre o time americano, só queria destacar a má atuação desportiva do time no pódio, com os pilotos com caras mal-humoradas. Eles, nem mesmo estouraram as chapagnes para o público. Isso é motocross. Às vezes ganhamos, às vezes perdemos, porém, pilotos deste calibre não podem desrespeitar os organizadores, patrocinadores e, principalmente, os fãs desta maneira.


Belgas e italianos comemoram. Os norte-americanos deram no pé rapidinho...


Ken Roczen
"You gotta be in it to win it": Esse é um famoso ditado americano, que traduzido para português, significa: "Você tem que estar lá, para ganhar", e quem não esteve lá foram Ryan Vilopotto e Jeff Herlings. Outra coisa que chega a me incomodar um pouco, é o título do piloto "mais rápido do Mundo", em que as opiniões se dividem no dois lados do Atlântico. Mas, no final das contas, Antonio Cairolli saiu do segundo MXdN invicto, vencendo as duas baterias com autoridade, em uma moto com 100cc de "desvantagem", e com isso, eu espero que o italiano ganhe um pouco mais de respeito da imprensa e do público, especialmente norte-americanos.

Outro piloto que merece destaque é Ken Roczen, que agora tem o recorde de quatro vitórias consecutivas na categoria MX2, e que realizou o feito de vencer uma das baterias em uma 250F. Kenny teve trabalho para segurar seu arqui-inimigo Eli Tomac, mas são impressionantes as perfomances que o alemão tem feito nos últimos MXdN, e em especial este em sua terra natal.

Entre os destaques do dia, além de Eli Tomac, Dean Ferris merece respeito, depois de fazer o holeshot nas duas provas que disputou, a bordo de uma 250F. Ainda quero destacar Tommy Searle, que acabou na segunda posição no geral na MX1, atrás de Cairolli.

Outros pilotos não tiveram finais de semana memoráveis, entre eles posso destacar, Evgeny Bobryshev, que sofreu com duas falhas mecânicas em sua Factory Honda. Clement Desalle, que mesmo com a vitória, acabou deslocando o ombro na bateria final, e Jordi Tixier, que pareceu quase "invisível" durante as provas.

Silly Season:


Chad Reed
Nestas últimas semanas, tivemos algumas confirmações de times, equipes e novos patrocinadores para novos pilotos, porém, a peça final do quebra-cabeça seria o paradeiro de Chad Reed. Ele declarou em um entrevista na semana passada, que os rumores de um possível contrato com a Factory Husqvarna estão fora de questão neste momento, e que a única certeza que ele tem a este ponto, é que ele trabalhará com Mitch Payton e a Pro Circuit na próxima temporada. Reed, que está sempre conectado às principais redes sociais, tem tentando confundir o público com algumas fotos de partes de motocicletas e das pistas e dizendo que vem testando o novo equipamento - que provavelmente suas cores originais são verde e preto – porém, na segunda feira passada, o piloto twitou uma foto de seu mecânico Lars, trabalhando em uma Honda. Já na quarta feira, Reed publicou um vídeo andando em uma moto toda branca, de longe, o que eu identificaria como uma Kawasaki.

Alpinestars: A companhia italiana que é conhecida mundialmente por suas botas, assegurou esta semana que Eli Tomac usará os equipamentos da marca dos pés ao pescoço, assim como Justin Barcia. Tudo indica que James Stewart também irá assinar algum tipo de contrato com a marca, já que a Nike estaria deixando o esporte, como podemos notar nas botas Fox de Ryan Dungey, durante os MXdN.

Os veteranos Kyle Reagal e Jimmy Albertson, depois de uma temporada muito difícil em 2013, anunciaram a volta ao circuito profissional no time privado Merge Racing. Ainda sobre os pilotos privados, posso destacar a confirmação de Jake Canada na 51-Fifty Racing, pelo menos na Costa Oeste das 250.

A JGR Yamaha também assinou novamente com Justin Brayton e Josh Grant para 2014. O time pretende estrear a nova YZ450F no Monster Enegry Cup, dia 19 de outubro.

Malcolm "Mookie" Stewart continua na Troy Lee Designs Honda em 2014, representando a equipe na classe 450cc.

Quem não estará de volta em 2014 será Christian Craig e Lance Vicent, que decidiram pendurar as botas mais cedo e se voltarem aos estudos e a uma nova carreira profissional.

No velho continente, várias mudanças ocorrerão para 2014. Com a ida de Steve Frossard para a Factory Kawasaki, a Steve Dixon Yamaha irá promover o australiano Dean Ferris para a MXGP, dando seu posto nas 250cc para o inglês Max Anstie.

A equipe STR KTM acabou renovando com Mattis Karro para 2014, porém, a novidade no time será o inglês Jake Nicholls, que substituirá o espanhol Jonathan Barragan, na classe MXGP.

O belga Clement Desalle se submeteu a uma cirurgia no ombro que deslocou na última bateria do MXdN. O piloto deve ter uma recuperação completa no prazo de um mês.

Red Bull Give Me Five

Ryan Dungey teve sua pequena revanche particular contra Tony Cairoli uma semana depois de Teutschenthal no Red Bull Give Me Five, um evento patrocinado pela marca de energéticos com eliminatórias e finais todas disputadas em apenas cinco voltas.



Prêmio

Quero parabenizar o pessoal da Romagnolli Promoções e Eventos por ganhar o prêmio de melhor promotor do Grand Prix em 2013. De lambuja, nós brasileiros ganhamos mais uma etapa do Mundial de Motocross, que será realizada no Estado de Goiás e encerrará o campeonato de 2014.

X-Games: A organização do evento divulgou esta semana, mesmo depois do sucesso do X-Games Global, feitos no Brasil, Alemanha, Espanha e França, que em 2014, o evento voltará para sua programação original, com o X-Games de inverno em Aspen, no Colorado, e o X-Games de verão estreará em Austin, no Texas.

Frase da semana:

"Can't win the #MXON on the ground..." (Ricky Carmichael via twitter durante a prova).






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