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Adeus Southwick - Maior pista de areia do AMA Motocross deixa o calendário
Publicado em: 11/07/2013
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Southwick e Reeeeeed Buuuuuud - duas etapas decisivas na temporada 2013
Redação MotoX.com.br - Eduardo Erbs - Fotos: Simon Cudby / Divulgação Fábricas


Motocross patriótico em Red Bud 


Ryan Dungey
O AMA Lucas Oil Motocross Championship passou da metade da temporada e, agora, aponta para a reta final, com uma semana de folga para pilotos e equipes, que se direcionam novamente para a Costa Oeste dos Estados Unidos, para a prova de Washougal, no Estado de Washington. Nos últimos dois finais de semana, tivemos duas das mais tradicionais provas do calendário, que foram Southwick, em Massachusetts, e a famosa Red Bud, em Michigan.


As duas provas foram emocionantes dentro e fora da pista, começando pela arenosa Southwick que dá adeus ao calendário do campeonato, com um recorde de público, devido ao aumento exorbitante do preço do aluguel da propriedade. No mesmo final de semana, o veterano John Dowd, de 47 anos, também se despediu, em sua última prova como profissional e a tentativa de assegurar o número 16 por mais um ano. Porém, uma falha mecânica em sua Kawasaki, na primeira bateria, não permitiu que isso acontecesse. Com a abolição do evento no próximo ano, já são levantadas hipóteses para as potenciais pistas, que poderiam ser promovidas ao evento em 2014, porém, de um jeito ou de outro, a MX Sports, organizadora do campeonato, já sofre criticas pela prova que ainda não foi realizada em Utah, que criou uma pista dentro de um circuito de asfalto. Pela parte dos pilotos, ainda não há muita especulação, no entanto, a maioria gostaria de ver outra pista de areia no circuito.


Red Bud, é conhecida por sua audiência, constituída pelos fãs mais inusitados da temporada, com carros, motorhomes e corpos pintados de azul, branco e vermelho. Não é uma simples coincidência que a prova sempre seja realizada no feriado de 4 de julho, que comemora a independência americana. Com fortes chuvas durante o inicio da semana, Red Bud se tornou - no meu ponto de vista – provavelmente, a pista mais técnica até então, com canaletas ainda mais profundas do que Budds Creek, com uma grande seção de costelas em areia e, de quebra, o maior salto da temporada, o famoso "La Rocco's leap", para testar a coragem e o equipamento dos pilotos.


 


Ryan Villopoto
Dentre as 450cc, Southwick teve como destaque um renovado James Stewart, que poderia muito bem ter ganho uma das baterias, antes de cometer mais um de seus inúmeros "erros", porém, Ryan Dungey acabou ganhando embalo no campeonato, vencendo a segunda prova consecutiva, tirando cinco pontos de Villopoto e empatando com o mesmo em número de vitórias. Mas, Red Bud trouxe muita frustração ao piloto que, com uma falha mecânica na primeira bateria e uma incrível queda na segunda, acabou perdendo 30 pontos sobre o outro Ryan, e agora depende de pelo menos um DNF de Villopoto para manter suas chances reais no campeonato.

Nas 250cc, as duas etapas serviram para mudar bastante o perfil do campeonato, com Eli Tomac e Ken Roczen, respectivamente, vencendo as provas. Agora, cada um com duas vitórias na geral, e deixando Marvin Musquin - que passou Bagget - 42 pontos atrás da liderança. Outro fato curioso foi que Tomac e Roczen trocaram de papel, sendo que Eli dominou as primeiras baterias e Ken as segundas, ao contrário de todo o início do campeonato.


Eli Tomac

A "bruxa" está solta: Motocross é um esporte de homem e máquina. É comum vermos alguns homens-de-aço como Villo e Dungey, porém, as falhas mecânicas também fazem parte do nosso esporte. Nestes últimos dois finais de semana, esses problemas vieram bastante à tona. Na Geico Honda, Will Hahn não terminou a primeira bateria e, na segunda, sua CRF250R apagou logo na volta de apresentação. Justin Boggle foi outro que teve problemas na segunda bateria em Southwick. A Yamaha de Cooper Webb também lhe tirou de contenção na segunda bateria, assim como a Kawasaki de John Dowd na primeira. Apesar de eu estar esquecendo de mais uma meia dúzia de DNFs, ainda posso citar a fumaça na Pro Circuit Kawasaki de Justin Hill, em Red Bud, e é claro, a pane elétrica na KTM de Ryan Dungey, que muda bastante o cenário do campeonato até então. Ryan Dungey não é "estranho" a este tipo de problema, pois em 2011, ele acabou perdendo o campeonato para Villopoto, devido à gasolina ter evaporado no Texas e a sua RM-Z, da época, deixá-lo fora da largada em Southwick.


James Stewart


 
Silly Season: Depois de uma temporada de "silly season" bastante conturbada no ano passado, parece que este ano o quebra cabeça de pilotos e equipes está tomando forma mais cedo. A noticia da semana, com certeza, foi a confirmação de Eli Tomac e Will Hahn na Geico Honda, em que os pilotos estrearão a temporada 2014 à bordo de uma 450cc. Vale lembrar que, com a falta de vagas nas equipes daqui, o canadense Cole Thompson dá adeus aos Estados Unidos, e volta à correr em sua terra natal à bordo de uma KTM. Weston Peick, que teve um grande início de campeonato, está agora na Austrália, assim como Garret Swanepol, que ocupará o posto de Ben Towley, na Carlton Dry Honda. Dentre os grande nomes, James Stewart e Ryan Dungey me vêm um pouco à mente.

Não é segredo para ninguém que James está tendo uma temporada menos que espetacular e que o seu contrato com a Suzuki era de somente um ano. Já Ryan Dungey está se aproximando do fim do contrato de dois anos com a KTM, e na indústria daqui, alguns rumores já vêm a aparecer, pois a fábrica já renovou com Cairoli, Herlings, Everts e De Coster. Então, ainda não se sabe o porque de não terem batido o martelo com Ryan. Sinceramente, acredito que muitos destes boatos seriam "intriga da oposição", pois o casamento Dungey x KTM tem provado ser algo extremamente positivo para ambos e os números não mentem. Com o campeonato terminando mais cedo este ano, acredito que nas próximas semanas, teremos mais informações.


Jeremy Martin


Veja o vídeo em xgames.espn.go.com.
Dentre os destaques da coluna desta semana, quero lembrar a segunda posição na primeira bateria de Andrew Short, em Southwick - que vem sofrendo este ano com as mudanças de equipe - o sólido quarto lugar de Brett Metcalf em sua breve visita aos Estados Unidos, o pódio de Bubba e Josh Grant, em Budds Creek, e é claro, o primeiro pódio do novato Jeremy Martin, nas 250cc em Budds Creek.

Tarah Gieger: A piloto porto-riquenha, que recentemente trocou o WMA pelos X-Games, e a Troy Lee Honda pela Red Bull KTM, esta semana deu o que falar, depois de um ensaio fotográfico para a revista ESPN, em que usou somente suas Tech 10s.

Na minha opinião, Tarah sempre foi uma das pilotos mais atraentes do motociclismo, porém, esse ensaio vem dividindo opiniões. Confira no link: http://xgames.espn.go.com/video/9460514/tarah-gieger



Old World:


 

Como comentei na minha última coluna, venho prestando um pouco mais de atenção nos GPs, graças a minha TV à cabo, que decidiu transmitir as provas em pura alta definição. Nestas duas últimas semanas, algumas coisas me chamaram atenção.

GP da Suécia: apesar do belíssimo cenário nos arredores do circuito, a pista da Suécia foi uma das piores que eu poderia recordar, em um cenário de motocross mundial. Lisa e molhada em algumas partes, seca e cheia de poeira em outras, é difícil entender como a Youthstream permite esse tipo de evento em um campeonato tão importante. Antônio Cairolli não reclamou, pois conquistou a 60ª vitória em sua carreira.

GP da Letônia: com certeza, a pista que misturava areia com hard-pack, apesar de plana, apresentava uma plástica (e condições) bem melhores do que as do final de semana anterior. Vale à pena lembrar que a pista será a sede do Motocross das Nações em 2014!

Husky: a Husqvarna confirmou oficialmente a presença na temporada de 2014 no Mundial de Motocross, inicialmente com dois times oficiais. O veterano, ex-campeão mundial, Jacky Martens já tinha sido confirmado anteriormente como chefe da equipe na MX2, porém, agora, Pit Beirer confirmou a ICE1 Racing como a equipe oficial na classe MXGP.

Linha de montagem: como a maioria de vocês sabem, as regras do Mundial de Motocross são bem diferentes das regras de "produção" do AMA Motocross. Alguns fatos me chamam atenção:

- As equipes Honda World MX e CLS Kawasaki estão usando um novo dispositivo de largada que trava e abaixa a parte traseira da moto, em combinação com o tradicional dispositivo de largada dianteiro. A JGR Yamaha já estava usando algo parecido com Bubba no ano passado. Será que essa moda vai pegar?


 

- Percebi que a Honda World MX adotou um modelo um pouco mais "padronizado", mais parecido com as motos americanas, adotando é claro, o novo design com duas ponteiras para a CRF450, porém, pude notar que o time não está utilizando o mesmo estilo de motor do início do ano ou do ano passado, que é facilmente notado pela curva do escapamento que sai na parte direita do cabeçote, ao invés do modelo invertido das motos de série.


 
- Achei um pouco estranhas as mudanças na YZ 250F 2014. Primeiramente, pelo desenho do motor com cabeçote virado pra trás não ter agradado a gregos e troianos e, além disso, pelo fato da Bike-it Cosworth Yamaha ter praticamente redesenhado o motor antigo da moto, com um novo cilindro, cabeçote e injeção eletrônica, que já estariam "aprovados" diante dos melhores competidores do planeta. Será que a equipe vai se adequar os novos modelos da fábrica para 2014?

Depois de um final de semana de folga para uns e de testes e reabilitação para outros, as próximas paradas do AMA Motocross serão em Washougal, na casa de Villopoto, e Spring Creek, na casa de Dungey. Villopoto não tem um histórico muito bom correndo em casa, ao contrário de Dungey que tem sido praticamente imbatível em sua terra natal. Será essa a combinação que Dungey precisa para dar uma virada nesse campeonato?

Frase da Semana

Racing is the constant search for the weakest link
Duane Bailey






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