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> Colunas > Direto dos EUA - Edu Erbs

Reta final do AMA, novas motos e a indefinição para o Nações
Publicado em: 08/08/2017

Musquin surpreende na reta final do campeonato, novas motos e as dificuldades dos EUA com o Nações
Redação MotoX.com.br: Edu Erbs - Fotos: Simon Cudby / Ray Archer / Divulgação Fábricas

Enquanto alguns já coroavam Eli Tomac como campeão no Lucas Oil AMA Motocross, Marvin Musquin deixou muitas dessas pessoas boaquiabertas vencendo as quatro últimas baterias do campeonato até aqui. Mesmo que as chances de título sejam remotas depois da contusão no joelho e o abandono (DNF) em Southwick, quando falamos em Motocross, tudo pode acontecer.


Marvin Musquin


Marvin Musquin
Alguns podem atá achar que Eli Tomac está simplesmente controlando o campeonato, porém eu não concordo com essa teoria. Com fortes chuvas, Millville se transformou em uma pista bem diferente do normal, tornando-se bastante técnica, fazendo a escolha do traçado algo muito importante. Talvez este fato seja um dos principais motivos de uma performance não tão boa de Eli, pois o passado nos prova que este estilo não necessariamente combina com sua pilotagem.

Já em Washougal, Eli e Marvin foram para uma batalha mano a mano, e até se chocaram acidentalmente. Mas quando Marvin sentiu Eli por perto, ele simplesmente enroscou o cabo e deixou o adversário para trás, como um outro piloto qualquer. Querem prova disso? O francês constantemente virava 2min11seg a cada volta enquanto o rival estava na casa dos 2min13seg na maior parte da prova.

Na Lites, foi a vez de Joey Savatgy supreender com dois overalls seguidos. De acordo com o piloto, a Pro Circuit Kawasaki aproveitou a pausa para fazer novos testes e ajustes na máquinas. Não é segredo que o time tem tido um pouco de trabalho em acertar esta moto nova. O esforço gerou resultado e, claramente, Savatgy parecia mais fluido mesmo contando com um pouco de sorte em Washougal ao vencer com uma sétima e uma primeira colocações. Uma vitória é uma vitória e ponto final.


Joey Savatgy

Falando nisso, não só de talento se vence um campeonato, um pouco de sorte também é essencial. A Factory Husqvarna de Zach Osborne comecou a fumar feio em Millville, resultado de uma junta de cabeçote estourada. Ainda assim, o piloto terminou a prova em oitavo, mesmo com a moto avariada, brigando por posições e terminou o dia no pódio, estendendo sua vantagem na pontuação.

Com Alex Martin fora de Washougal por conta de uma contusão e Jeremy Martin longe de uma temporada memorável, Osborne lidera o campeonato com 74 pontos de vantagem e provavelmente garantirá o título por antecipação em Budds Creek.


Zach Osborne

Enfim... vamos deixar as provas um pouco de lado e falar de outros fatos que estão acontecendo por aqui e pelo mundo.

Primeiramente quero comentar um pouco sobre os brasileiros em Loretta Lynn's. Para ser sincero, não sigo muito o circuito amador; não por falta de interesse, mas por falta de tempo mesmo. Durante a semana, tentei acompanhar os resultados de algumas provas e fiquei até um pouco surpreso - e bastante feliz - pelos resultados de Enzo Lopes e Ramyller Alves, mostrando competência para brigar por pódios com pilotos que contam apoio de fábrica e já têm contratos para correr profissionalmente.

Eu sinceramente espero que essa boa performance sirva de trampolim para que Enzo e Ramyller possam representar o Brasil em campeonatos de prestígio mundial em um futuro bem próximo. Meus parabéns!!

Lançamentos

A maioria das fábricas lançou grandes novidades em suas motocicletas este ano. A Suzuki foi talvez o lancamento mais esperado, já que todos sabemos que desde 2008 - quando a fabrica lançou a primeira motocross injetada - o modelo continuava praticamente o mesmo e precisava urgentemente de novidades. Esta semana a fábrica convidou a imprensa especializada para o lançamento da moto na sede da Joe Gibbs Racing, na Carolina do Norte. As impressões iniciais da moto foram boas, pois aparentemente conseguiram manter algumas propriedades da motocicleta antiga que eram seus pontos fortes, focando bastante na potência e ciclística.


Suzuki RM-Z 450 2018

A nova máquina foi introduzida com a suspensão dianteira Showa com molas, ao invés de ar que tem sido bastante criticada nos últimos anos, e não contou com partida elétrica como alguns rumores indicavam. Apesar do design da moto ficar bem mais bonito e agressivo, a Suzuki provavelmente continuará sendo a moto mais pesada do circuito.


Yamaha YZ 450F 2018

Depois da Suzuki, a Yamaha era uma das máquinas que também precisava de um upgrade, pois não é novidade pra ninguém que as 450s foram criticadas por muitos pilotos nos últimos anos. Aparentemente os japoneses foram pro caminho certo, fazendo a moto entrar em uma dieta, perdendo peso e trabalhando bastante no setor ergonômico. Além disso, a Yamaha entrou na onda da partida elétrica, algo que suas motos nos GPs já gozam há muitos anos. Para completar, os nerds de plantão podem baixar um aplicativo nos seus Iphones ou Androids e "tunarem" os mapas de injeção de suas motos via Wi-Fi.


Honda CRF250R 2018

Depois do lancamento da nova CRF450R no ano passado, a Honda também estreou a sua filha menor nesta última semana. De todas as motos modelo 2018, foi a que sofreu o maior número de mudanças, com um motor completamente novo, agora com dois comandos e o paralama traseiro encaixado dentro do subquadro. Ambas as mudanças bem parecidas com as KTMs. Os japoneses prometem grandes ganhos de cavalaria com este novo motor que conta com um escapamento duplo que se inicia desde o cabeçote. Apesar da novidade agradar muita gente, ao meu ver, o ganho de peso do design, e o alto custo de um upgrade de titânio, podem falar alto na hora da escolha da moto por um piloto amador.

MXoN

Times de vários continentes ja nomearam seus pilotos para as Olimpíadas do Motocross, que este ano acontece em Matterley Basin, nos arredores de Winchester, na Inglaterra. Neste próximo fim de semana, Roger DeCoster deve anunciar o time dos EUA na prova de Unadilla, como acontece de costume.


Roger DeCoster tem um problemão para resolver até sábado

O grande problema é que mais uma vez Eli Tomac, que seria a óbvia escolha de capitão do time, já anunciou que estará fora da competição em razão de seu calendário que tem como prioridade o USGP na Flórida, no final de semana de 3 de setembro, e o Monster Cup, no dia 14 de outubro.

Mesmo Eli não tendo uma prova marcada para aquele mesmo fim de semana, o MXoN acontece um mês após o final do Lucas OIl Pro Motocross Championship, o que significa que o piloto teria que continuar treinando e se preparando durante o unico mês de "férias" que os pilotos têm durante o ano, e teria também menos de duas semanas para testar o equipamento para o Monster Cup.

Se formos pela lista de pilotos na tabela do campeonato:

- Blake Baggett - Está correndo com o ligamento do polegar direito rompido e tem cirurgia marcada para logo depois do campeonato;
- Marvin Musquin - Francês, também esta fora do evento para reparar uma lesão no joelho;
- Dean Wilson - Escocês/Canadense - ainda poderia participar do evento por um dos dois países;
- Cole Seely - Seria a próxima escolha, porém Seely não tem experiência no Nações e faz uma campanha fraca no campeonato;
- Jason Anderson - Irá tirar uma placa do pé logo depois da final do campeonato;
- Justin Bogle - Provavelmente estará desempregado pois a RCH está fechando as portas;
- Martin Dávalos - Equatoriano.

Alem destes, temos Justin Barcia que tem experiência na competição, mas sofreu uma séria concussão em Washougal. Depois dele Cooper Webb também teve uma boa representação no evento, porém não é segredo que o piloto está sofrendo com o acerto da moto durante toda a temporada e provavelmente também terá que passar por cirurgia para reparar o joelho na pré-temporada.

Para a vaga da MX2, Zach Osborne é o pleno favorito e o piloto já deixou claro que estaria disponível para o evento. Também há a possibilidade de levar Jeremy Martin para andar na MX1, já que o piloto pretende competir na classe principal do AMA Motocross 2018, e ainda a possibilidade de Alex Martin ser promovido ao piloto da MX2 e colocar Osborne na categoria Open.

Agora, a minha opinião

É realmente difícil culpar Eli Tomac, ou qualquer outro piloto, por querer tirar algumas semanas de folga depois de 9 meses de treinamento e de provas. Realmente o calendário norte-americano, que conta com um total de 29 provas em 9 meses, não motiva times e piloto a participar do evento. Em cima disso, me parece que a YouthStream tem puxado as datas do Mundial de Motocross e consequentemente o MXoN para mais tarde do que em anos anteriores, quando o evento caia na metade de setembro. Este ano está marcado para o primeiro dia de outubro.


Motocross das Nações 2016

Como espectador e fã do esporte, gostaria de ter um evento em praticamente todos os finais de semana do ano, mas pensando em uma forma menos egoista, não é dificil entender as limitações do corpo humano e a pesada carga de treinamento que estes pilotos têm que enfrentar semanalmente para poderem se manter competitivos e seguros que estarão em seu melhor para quando o gate de largada cair.

Por mais que, de certa forma, eu deteste ter que dizer isto, se tivessemos campeonatos um pouco mais curtos por aqui, quem sabe 14 corridas de Supercross e 10 de Motocross, não teriamos pilotos pendurando as botas com apenas 26 anos de idade. Quem sabe teríamos o prazer de ainda estarmos assistindo pilotos como Ryan Dungey, Ryan Villopoto ou Trey Canard brigarem por vitórias nos nossos finais de semana. Porém, infelizmente, tudo aponta que o esporte vai para o lado inverso, e que talvez em 2019 vejamos o Monster Energy Supercross com ainda mais provas, talvez até começando um pouco mais cedo (em dezembro) e com provas internacionais.
 
Além disso, espero que com a nova aliança entre a YouthStream e a MX Sports, possa haver uma comunicação melhor entre as entidades, que os calendários possam ser melhor estudados e que haja um pouco mais de atrativos (quem sabe financeiro) para que os pilotos tenham mais motivação para competir no que uma vez foi a prova de maior prestígio do motocross mundial.


Motocross das Nações 2016

Se eu fosse Roger DeCoster, simplesmente tiraria o ano de folga do evento. A YouthStream não exitou um minuto em tirar a prova inicialmente programada para Glen Helen este ano, então, já que "nós" não temos um time "A" ou mesmo um time "B" este ano, que os americando fiquem em casa, e venham com tudo pra reconquistar o troféu Chamberlain no ano que vem em Red Bud.

Frase da semana:
You gotta take the good with the bad, smile with the sad, love what you got, and remember what you had.
Unkown







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