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Corridas mais longas, pistas mais complicadas
Publicado em: 23/02/2017

As regras implementadas neste ano podem inaugurar uma nova fase nas pistas de Supercross  
Redação MotoX.com.br - Por Edu Erbs - Fotos: Garth Milan / Feld Entertainment / Simon Cudby


 

Marvin Musquin, em Arlington, se tornou o quarto piloto a vencer na temporada 2017 de Supercross, esquentando ainda mais a briga pelo campeonato e, depois de uma uma falha mecânica, Eli Tomac retomou as rédeas da vitória com mais um convincente triunfo em Minnesota. Na Lites, a Monster Energy Pro Circuit Kawasaki acumula agora cinco vitórias consecutivas com  vantagem por conta dos problemas mecânicos de Shane McElrath. Parece que este ano Mitch Payton mata a sede de um campeonato, conquistado pela última vez em 2011.

Nesta coluna, ao invés de me ater a detalhes, quero focar em algo que na minha opinião vem afetando muito os resultados finais das provas. Em minha ultima aparição por aqui, escrevi que Arlington seria o teste final para Eli Tomac, pois a prova sendo realizada em um estádio coberto, prometeria uma pista dura e escorregadia. Bem... Tomac falhou no teste devido a uma queda e um subsequente problema no freio dianteiro da sua Kawasaki, porém o que eu estava redondamente enganado era sobre as condições da pista.


Eli Tomac

Devido ao novo formato que a organização implementou este ano, as finais são constituídas por 20 minutos mais uma volta para as 450 e 15 minutos mais uma volta para as 250, com isso, em Arlington por exemplo, Marvin Musquin completou 26 voltas e Justin Hill 20. Quando a regra foi implementada, a maior questão era sobre o preparo fisico dos pilotos e como isso afetaria as últimas voltas das provas; mas em tempos como os de agora, em que os principais pilotos de ponta são como máquinas esculpidas por milhares de dólares em treinamento, a maioria de nós não pode prever a rápida e cruel deterioração da pista, que na minha opinião foi o fator decisivo em alguns dos resultados finais, principalmente entre as 450.

Alguns pilotos como Cole Seely e Jimmy Albertson, estão até usando as mídias sociais para expressar o problema com as pistas, que muitas vezes podem oferecer um risco desnecessário e também pelo fato de que alguns estádios podem ser melhor aproveitados. As duas últimas etapas servem como prova disso, pois são dois dos maiores e mais modernos estádios da temporada e mesmo assim as voltas ainda ficaram ao redor dos 50 segundos.


 

Olhando por outro lado, um grande fator destes problemas é a limitada fonte de material para construir a pista. A terra usada em cada ano é armazenada e reutilizada a cada nova temporada. Com certeza nesse processo se perde um pouco de terra, seja aquela impregnada nas motocicletas ou mesmo perdida no transporte, mas se a FELD continuar com as corridas por tempo nos próximos anos, a companhia terá que desembolsar uma boa quantidade de fundos para adicionar terra em quase todos os circuitos da temporada. Outro importante fator é que cada vez mais os promotores do evento buscam a transmissão das corridas ao vivo, o que limita o tempo das interrupções e as provas têm que começar no horário exato para cumprir com suas obrigações com a TV. Assim, a Dirt Wurx tem um tempo extremamente limitado para a reconstrução e manutenção da pista entre as provas.


Pista de Arlington

Trocando em miúdos, acho que uma série tão elitizada hoje em dia - como é o Monster Energy AMA Supercross Championship - realmente tem que zelar pela segurança dos pilotos e não pode deixar a pista se deteriorar até o piso do estádio, com pedaços de madeira se transformando em obstáculos. Entretanto, entendo que se a Feld se prontificar a investir em mais materiais para a confecção das pistas, possa melhorar a situação, mas não irá parar completamente a deterioração do piso. Talvez tenhamos que encarar isso como uma mudança ou até uma "evolução" do esporte, que na verdade voltará um pouco às suas raízes, quando as pistas não eram tão limpas e velozes como as das últimas décadas.


Joey Savatgy manteve a sequência de vitórias da Pro Circuit

Com esse novo cenário das pistas - como falei anteriormente - acredito que os resultados das provas têm sido bastante afetados, pois, aos meu ver, esses circuitos mais técnicos dão certa vantagem para alguns pilotos, e não é coincidência alguma que Eli Tomac e Marvin Musquin têm tido excelentes performances. Eli se parece mais como um touro, que não vê problema em nenhum obstáculo que aparece em sua frente, sem medo de correr um pouco mais de riscos do que a maioria, com isso essa deterioração da pista tem se tornado sua aliada.


Marvin Musquin

Já Marvin Musquin tem um estilo bastante único, utilizando partes do traçado que outros pilotos não usam, geralmente ganhando tempo nas costelas, que para ele são como uma seção de saltos. Em Minneapolis, Marvin iniciou a final na nona posição, para acabar logo atrás de Tomac, depois de passar e abrir vantagem sobre o seu teammate, algo que não vimos anteriormente... o que nos leva à seguinte pergunta: o que há de errado com Ryan Dungey?

O que há de errado com Ryan Dungey?

Está aí a principal questão do campeonato. Visivelmente Ryan teve grandes atuações em San Diego e Anaheim II, mas desde então não vem sendo o mesmo piloto, apesar de sua consistência, mais uma vez, lhe pagar dividendos. Mesmo com somente uma vitória, ele conseguiu abrir vantagem na pontuação nas seis primeiras etapas, graças aos problemas e más atuações de Musquin e Tomac.


Ryan Dungey


Por aqui, várias teorias têm vindo à tona, entre elas pode se destacar a queda de Ken Roczen mexendo com a sua cabeça, a lesão do seu pescoço no ano passado, o aumento do grau de periculosidade das pistas e até mesmo os rumores de que deve pendurar as botas no final desta temporada, ou ainda que somente está administrando o campeonato.

Infelizmente, mesmo quando você está liderando o campeonato por 16 pontos, neste esporte, você somente é considerado tão bom quanto sua última corrida e se me perguntarem, não sei se concordo com muito com o que tem sido comentado.
A começar pela queda de Ken Roczen: claramente todos os pilotos pareciam um pouco assustados na sala de imprensa depois da prova e Dungey revidou drasticamente quando um dos repórteres comentou que o campeonato já estaria praticamente ganho. É claro que o acidente de Kenny mexe um pouco com todos, mas esta não é a primeira vez que esses atletas lidam com este tipo de tragédia e eles são mentalmente preparados para lidar com situações assim.


Roger de Coster e Ryan Dungey

Sobre a moto, este é o terceiro ano da 450 SX-F Factory Edition, e claramente Marvin Musquin tem tido atuações excelentes no mesmo tipo de equipamento. Mesmo que o piloto pendure as botas no final deste ano, acho que Ryan não deixaria milhares de dólares e dois campeonatos para trás, pensando na aposentadoria.

Sinceramente, acredito que até o final do campeonato veremos Ryan Dungey voltar ao normal. Também creio que nenhuma destas razões citadas acima sejam completamente verdade, mas da mesmo forma, todas estas teorias são válidas e talvez um pouquinho de cada uma delas venha afetando o atual campeão nestas quatro últimas etapas. Para mim, pilotos de motocross têm como maior virtude a vontade de vencer e de superar barreiras; então um piloto condecorado e preparado como Dungey sucumbiria a alguns dos problemas que esteja (ou não) enfrentando neste momento? A questão não é "SE" Ryan voltar a vencer, mas somente "QUANDO", pois com certeza é só uma questão de tempo.

Frase da Semana
Our greatest weakness lies in giving up. The most certain way to succeed is always to try just one more time.
Thomas A. Edison







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