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Mudança de rumo no campeonato
Publicado em: 26/01/2017

Anaheim 2 deu uma guinada nas expectativas do AMA Supercross 2017
Redação MotoX.com.br - Fotos: Garth Milan / Simon Cudby / Divulgação


A segunda visita do ano ao Angel's Stadium em Anaheim realmente deu o que falar. A2 com certeza muda completamente o rumo do campeonato, obviamente pela perda de Ken Roczen, porém outros fatores também contribuem para uma guinada nas expectativas. Mais uma vez Ryan Dungey se encontra em uma posição um tanto confortável, com sete pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe Marvin Musquin e 18 sobre o terceiro colocado Cole Seely. Apesar da possibilidade permanente de nosso esporte surpreender num piscar de olhos, o passado nos revela que Dungey sabe como administrar pontos, eliminar grandes erros e vencer um campeonato. Se Dungey conquistar mais este título, somará um total de quatro na classe principal, sendo que três consecutivos, um feito que somente foi conquistado antes por Ryan Vilopoto e o Rei do Supercross Jeremy McGrath.

+ Resultados, mais fotos e vídeos da terceira etapa do AMA Supercross 2017


Ryan Dungey, agora favorito disparado.

Não é necessário salientar que, infelizmente, o campeonato perde um pouco a graça, já que Dungey está em um patamar, e claramente Marvin Musquin está um pouco abaixo, porém ainda acima dos outros pilotos da classe. Os dois treinam juntos, são grandes amigos, e ambos sabem dos seus dia a dias, assim como seus pontos fortes e fracos. Então eu acredito que não veremos nenhum tipo de drama vindo dos pits da Factory Red Bull KTM. Além disso, outros dois pilotos que poderiam brigar pelo título, vão dando adeus a quaisquer chances neste ano: Jason Anderson foi desclassificado depois de agredir Vince Friese (mais a seguir), e Eli Tomac teve uma performance horrivel, com somente a oitava colocação, o que em três etapas, o deixa com 25 pontos de desvantagem em relação a Dungey. Será a moto, será o piloto, ou uma combinação dos dois? Do jeito que as coisas vão, e com o contrato firmado até o fim deste ano, imagino que Tomac estará procurando uma nova casa para 2018.


Ken Roczen


 
Ainda sobre Roczen, tenho que admitir que eu assisti ao vídeo da sua queda pelos menos umas 15 vezes para tentar dissecar o que aconteceu ali. A princípio, pensei que o alemão cometeu o mesmo erro que no Monster Energy Cup, quando perdeu um pouco o timing em uma seção de saltos, ocasionado a sua ejeção. Além de assistir o vídeo, li algumas entrevistas de outros pilotos, e alguns deles, como Marvin Musquin, admitiram que havia um acúmulo de lama entre os saltos, fazendo aquela parte ficar bem mole, e ocasionando alguns buracos nas entradas dos obstáculos, o que provavelmente ocasionou o piloto a ser lançado daquela forma.

Além disso, na minha opinião, a extrema urgência de Roczen também pode ser contada como um fator do incidente, pois era visível que ele andava em seu limite. Talvez essa urgência seja a maior diferença entre pilotos como Roczen e Dungey. Eu acredito que na posição de Roczen, Dungey teria optado por uma prova um pouco mais cautelosa, devido as condições da pista e uma má largada, e estaria contente com uma posição no pódio, pois sabe que o campeonato é longo e tudo pode acontecer. Já Roczen achou que a sua invencibilidade com a Honda duraria para sempre, e que faria mais uma pilotagem heróica rumo a terceira vitória do ano, mas infelizmente, desta vez, as coisas não aconteceram como o planejado.


Com bom humor, o piloto tem relatado sua rotina no hospital via Instagram.

Infelizmente para Kenny e todo time Honda, a lua de mel acabou cedo, e até então, o que se sabe é que o alemão terá que passar por pelo menos por quatro cirurgias para reparar o braço esquerdo, algo que pelas minhas contas também lhe tira do Lucas Oil AMA Motocross Championship e praticamente elimina quaisquer chance de acabar com a seca de títulos da esquadra vermelha, que viu uma taça da classe principal pela última vez em 2003 com Ricky Carmichael.


Marvin Musquin poderá incomodar Dungey na briga pelo título?

Não sou a favor da violência, especialmente porque a segunda vez que Anderson agrediu Vince Friese foi na frente das crianças que corriam o KTM Junior Supercross Challenge. Porém acho um absurdo a AMA penalizar mais uma vez um piloto, e o denominador comum de outros atos como este é sempre Vince Friese. Eu sou a favor de boas batalhas, e não acho que Vince tem que simplesmente abrir a porta para todo piloto de fábrica que aparecer atrás dele, porém acho que tem que haver um pouco de senso por parte dele, pois seu estilo de pilotagem é muitas vezes desnecessário e a colisão que teve com Anderson poderia ter tido consequências muito piores para ambos. Acho que está na hora da AMA tirar as vendas e, pelo menos, repreender Friese.



Apesar da 450 perder um pouco de vapor, a classe de base começou a pegar fogo com Justin Hill mantendo o altíssimo nível de pilotagem que exibiu em San Diego para vencer a sua primeira prova do ano, seguido pelo principal candidato ao titulo Aaron Plessinger e Shane McElrath que parecia estar num dia menos inspirado que nas duas primeiras provas do ano. Com o resultado McElrath ainda lidera o campeonato com seis pontos de vantagem sobre Plessinger e sete sobre Hill.


Justin Hill

Um piloto que merece um pouco de destaque é Jeremy Martin. De casa nova na Geico Honda, tem sido constantemente um dos pilotos mais rápidos do dia, fazendo a pole position durante os treinos em A2 - sem falar que escapou de uma terrivel queda em San Diego - mas que infelizmente tem por caracteristica ser um mal largador, e tem tido dificuldades para se encontrar no pelotão da frente. Eu estou um tanto curioso pra ver como Martin se sairia com uma largada dentre os top 5, e quem sabe ser um coringa para o futuro do campeonato.


Shane McElrath

Fashion


Motocross é um esporte para macho! E machos não estão nem aí com a aparência...certo? Errado!!! Todos nós secretamente queremos sair bonitos na foto. Seja com um capacete novo, com a bota mais cara ou com a aquela roupa edição limitada que você viu o seu piloto preferido estrear em Anaheim 1. Fox, Troy Lee, Fly, Oneal, Shift, Thor....as opções são infinitas hoje em dia. E a cada vez que folheio uma revista encontro uma marca nova, seja Shot, Vexea ou Fasthouse.

Acho interessante o que algumas marcas estão fazendo, tentando reinventar o look do esporte, assim como a Seven começou a fazer há alguns anos e algumas companhias seguiram o exemplo. Agora mesmo a própria Fox criou um novo departamento dentro da empresa chamado Moto Lab, que criará peças novas e mais ousadas, visando criar tendência. Essa divisão foi responsável pela criação da serie Shift Blue Label, que Ken Roczen vem usando em 2017.

Apesar de algumas marcas realizarem um trabalho excelente, outras estão deixando a desejar. Ou talvez depois que passei dos 30 a minha cabeça e meus gostos mudaram um pouco... mas alguém pode me explicar o conjunto de Aaron Plessinger? A primeira coisa que me veio à cabeça foi o palhaço Bozo, porém lembrei o figurino do personagem é somente branco e azul, o que cairia bem melhor com a Star Racing Yamaha do piloto.


Weston Peick

Temos também Weston Peick. O piloto tem feito uma boa atuação durante as provas com a sua JGR Suzuki que já não é a moto mais atraente do paddock e, mesmo sabendo que o cara é gigante, insistem em vesti-lo com um conjunto amarelo fluorescente. Daria para confundi-lo com um dos tratores Caterpillar que fazem a manutenção de pista.

E para finalizar, Malcolm Stewart, para variar, está com uns quilinhos a mais e o pessoal poderia ter escolhido qualquer outra cor que não branco para a estreia do piloto em Anaheim 1.

Por meio deste eu faço um apelo (caso algum dos responsáveis pela apresentação dos pilotos profissionais leiam isso): por favor, tenham como exemplo pilotos como Chad Reed, James Stewart ou Ken Roczen e façam os seus pilotos e as suas marcas darem um bom exemplo aos pilotos amadores e as crianças que são o futuro do nosso esporte.

Europa x USA. Carne x Moto

A batalha Estados Unidos versus Europa sempre é pauta do Motocross das Nações em setembro, porém desta vez há uma batalha comercial acontecendo que pode vir a afetar bastante o mercado motociclístico norte-americano. Trocando em miúdos: a Europa está tentando barrar a carne bovina estadunidense que entra no continente devido ao alto nível de hormônios para crescimento, como retaliação os produtores de carne fazem um grande lobby para que o governo norte-americano sobretaxe diversos produtos europeus, a maioria alimentícios. Por alguma razão colocaram as motos no meio e a solicitação é de simplesmente taxar em 100% as motocicletas europeias até 500 cm3, o que poderia comprometer marcas como a KTM, Husqvarna, Gas Gas, Vespa, Aprilia e muitas outras. O mercado motociclístico está se unindo em peso para que o ato político não se concretize, pois isso pode acabar com milhares de empregos no país.

Frase da semana
Success is not final, failure is not fatal: it is the courage to continue that counts.
Winston Churchill








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