X Fechar
foto
Salvar nos Favoritos

X Fechar
foto
Clique e saiba mais
Clique e saiba mais
Clique e saiba mais
Clique e saiba mais
Clique e saiba mais
Clique e saiba mais

Edgers Racing

KTM Sacramento

Toro Sports

SP Race Park

JPS Racing

MotoX Pneus

Arenafama

Clique e saiba mais

> Competição > Brasileiro de Supercross

1ª etapa - Casimiro de Abreu - RJ
Publicado em: 12/09/2008

Balbi vence em seu retorno ao Brasil. Campeonato começa com polêmicas na categoria principal
Texto e fotos: Maurício Arruda


Pista de Casimiro de Abreu


Veja também: Galeria de Imagens da Prova com 560 Fotos!
A temporada do Campeonato Brasileiro de Supercross teve início em Casimiro de Abreu, RJ, no dia 06 de setembro. O campeonato nacional renasceu no ano passado com a organização da Dunas Race que em 2008 novamente realiza a competição. Estão programadas 5 etapas passando além do Estado do Rio de Janeiro por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

A organização divulgou para este ano um aumento de 15% na premiação, um estímulo para trazer novos competidores em uma época em que existem muitos pilotos competindo no motocross, mas ainda uma quantidade abaixo do ideal - menor do que em outros tempos do nosso motociclismo - para encarar a radicalidade do Supercross. Por falta de um grande campeonato não é, pois a competição possui grande estrutura e atrativos para fortalecer a modalidade. A classe SX2 reuniu 20 pilotos e a categoria SX1, a principal do campeonato, não chegou a atingir gate completo já que apenas 15 competidores se inscreveram para a prova.

O circuito preparado para esta primeira etapa foi bastante técnico, com obstáculos variados e alguns trechos com duas opções divididas em retas paralelas. Recebeu elogios dos principais pilotos, mas ao mesmo tempo foi criticado. A reclamação recorrente foi o acabamento da pista que para os atletas deixou a desejar e poderia provocar acidentes. Alguns realmente ocorreram já durante os treinos. Marcello Ratinho Lima nem chegou a participar das baterias, caiu e fraturou o antebraço esquerdo. Massoud Nassar também abandonou a disputa após uma queda deixando o cicuito com dores nas costelas. 


Largada SX2


Antônio Jorge Balbi
Apenas duas categorias disputam a competição. A SX2 precisou de baterias classificatórias para definir os 16 pilotos da corrida final. Na primeira delas vitória de Swian Zanoni que conquistou também um ponto extra pelo resultado. Jean Ramos e Thales Vilardi chegaram na sequência, em segundo e terceiro.A segunda bateria classificatória foi dominada por Lucas Moraes que venceu com boa vantagem sobre Rodrigo Selhorst e César Popinhak. Quem não se colocou entre os sete primeiros destas baterias disputou as duas últimas vagas na repescagem. Quem venceu foi Rafael Zenni, piloto que estreava em nova equipe, a Suzuki Petrobras. Zenni havia caído em sua classificatória, mas desta vez garantiu sua vaga sem problemas seguido por Hector Assunção, também qualificado. Gabriel Montenegro e Roger Hoffmann perderam nesta bateria a última chance de competir no evento principal.

Com todos pilotos classificados na SX1 as duas baterias serviram como um bom aquecimento para a prova principal, além de dar um ponto aos vencedores e definir a entrada dos pilotos no gate de largada. Mas com as provas da categoria principal tiveram início também as polêmicas. Antônio Jorge Balbi, o piloto brasileiro que fez uma temporada histórica este ano competindo nos Estados Unidos, voltou com força total para disputar a temporada do Supercross Brasileiro e partiu na frente na primeira bateria. Balbi liderava com alguns segundos de vantagem (aproximadamente 8) sobre João Marronzinho, o atual campeão nacional no motocross, quando errou um salto saindo fora da pista. 


Largada SX1


Leandro Silva
Em uma manobra ao meu ver normal, Balbi retornou a pista alguns obstáculos depois, passando por fora de uma curva e sem percorrer os obstáculos de um trecho. O piloto não se beneficiou da manobra, pelo contrário, perdeu tempo voltando para o circuito no próximo ponto seguro para isto, como é praxe nas competições da modalidade. No entanto o árbitro da prova considerou a manobra ilegal e, apesar de receber a bandeirada na frente Balbi foi desclassificado da bateria ficando com a última posição para alinhamento. Marronzinho ficou com o ponto extra pela vitória seguido do veterano Milton Chumbinho Becker e do jovem Heinz Crispim. A segunda classificatória da SX1 foi dominada por Leandro Silva. O piloto da Honda venceu com tranquilidade seguido por Wellington Garcia e Kurtt Rocha.

Na hora da bateria final da SX1 outra polêmica antes mesmo da largada. Balbi deveria ter a última escolha de gate, já que havia sido desclassificado de sua bateria, mas um jogo de equipe modificou totalmente esta condição. Na hora do mineiro escolher sua posição no gate, que estava restrita a poucos lugares direcionados para o lado externo da curva, Wellington Garcia retirou sua moto do alinhamento cedendo a posição. Ora, independentemente da punição a Balbi ter sido justa ou não, o piloto havia recebido uma penalização que o obrigava a ser o último a alinhar. Neste caso, com o jogo de equipe, técnicamente ele teve a quarta escolha entre os quatorze competidores. Não julgo os pilotos que fizeram a mudança, pois eles certamente usarão todas as armas que lhes forem permitidas em busca da vitória, mas a direção de prova aceitar mudanças deste tipo é algo inaceitável e perigoso para a credibilidade do esporte. Afinal você já viu algum esporte a motor onde um piloto pode reservar o lugar para outro na largada? 


João Marronzinho


Kurtt Rocha
Discussões a parte, na largada da final da categoria SX1 quem pula na frente é o próprio Balbi, enquanto Leandro Silva e Marronzinho se tocam na reta e o catarinense acaba no chão enroscado com Chumbinho. Na ponta Balbi ganha vantagem rapidamente com Kurtt Rocha em segundo e Pipo Castro em terceiro. Ainda no início da prova Roosevelt Assunção cai e, assim como Chumbinho, abandona a bateria. A recuperação de Leandro Silva e de Marronzinho é avassaladora e na quinta volta os dois estão na segunda e terceira posições.

Na prova final pelo menos três pilotos foram penalizados - com parada de 5 segundos no pit stop - por saltos em bandeira amarela. Ser rigoroso neste aspecto, que está diretamente relacionado a segurança, é um ponto positivo da direção de prova. Um dos penalizados foi Leandro Silva, e Marronzinho aproveitou o momento para ganhar a segunda posição. Leandro discordou da decisão: "Não concordei com a punição. Mas vou continuar trabalhando forte para vencer as próximas etapas", afirmou o piloto que fez a volta mais rápida da prova. 


Pódio SX1


Swian Zanoni
Leandro já lutava novamente pela vice-liderança e conseguiu retomar definitivamente a posição quando Marronzinho errou um salto. "Acabei errando no triplo e sai da pista, perdendo a segunda colocação. Resolvi me poupar e terminar bem a prova", disse o catarinense que fechou a bateria na terceira colocação. Balbi venceu a prova com folga e de ponta a ponta, mas afirmou que não foi uma conquista fácil. "Não foi uma prova fácil, de maneira nenhuma. Tive um problema na classificatória que me deixou bem chateado, mas procurei não deixar a raiva tomar conta de mim e juntamente com a Honda, minha equipe, consegui mais uma vitória", falou o piloto mineiro.

O quarto e quinto colocados, Kurtt Rocha e Pipo Castro, também foram penalizados com paradas no pit-stop. Pipo foi por duas vezes, e assim como Leandro Silva, considerou uma delas injusta. "Fui prejudicado por duas punições. A segunda não considerei justa, tendo em vista que não era possível ver a bandeira amarela. Acho que a organização da prova pecou. Mas tenho quatro etapas para conseguir meu objetivo que é ser campeão", explicou o catarinense, atual vice-campeão brasileiro da modalidade. O atual campeão Wellinton Garcia chegou a ocupar a quarta colocação, mas deixou a corrida com dores na perna que ainda está em recuperação. O sexto colocado da corrida foi Heinz Crispim. Mariana Balbi também competiu em Casimiro conquistando a décima posição da categoria. 


Jean Ramos


Rodrigo Selhorst
A categoria SX2 teve sua primeira largada anulada (o gate demorou muito a cair provocando indecisão nos competidores). Na nova largada Thales Vilardi repetiu o desempenho da primeira conquistando novamente o holeshot e o prêmio de R$ 1.000. Mas o paulista não resistiu ao assédio de Swian Zanoni que durante a primeira volta fez a festa da torcida conquistando a liderança da bateria. Apesar da prova mais coesa que da classe principal, não foi o suficiente para impedir o domínio de Swian na modalidade onde mostra-se mais a vontade. O piloto radicado no Rio de Janeiro venceu praticamente de ponta a ponta fazendo a alegria do público. "Estou muito feliz pela vitória e ainda mais pela reação do público que me incentivou do começo ao fim".

O segundo lugar foi extremamente disputado. Thales teve a posição nas primeiras voltas com Rodrigo Selhorst logo atrás até que o rondoniense errou caindo para a nona colocação. A pressão foi então de Jean Ramos que após alguma insistência conseguiu a ultrapassagem. Lucas Moraes vinha no mesmo ritmo do paranaense e, repetindo o adversário, deu início a uma disputa com Thales pelo terceiro lugar. Lucas ganhou a posição e aproveitou-se de uma bobeada de Jean para subir ao segundo lugar quando este deixou o motor de sua moto apagar. Thales aproveitou a oportunidade para chegar ao terceiro lugar, mas permitiu a recuperação de Jean pouco depois. 


Thales Vilardi


Pódio SX2
A surpresa ficou por conta do erro de Lucas Moraes quando restavam apenas duas curvas para o final. Com a queda o piloto Yamaha perdeu posições para Jean, Selhorst e Thales. Jean finalizou a prova em segundo e Selhorst encerrou uma prova de recuperação em terceiro, superando Thales (4º) poucas voltas antes da bandeirada. Lucas ainda fechou a corrida no pódio, na quinta colocação. O sexto lugar foi de Anderson Cidade.

A segunda etapa do Brasileiro de Supercross está programada para o dia 4 de outubro no Rio Grande do Sul. A organização ainda não divulgou oficialmente a cidade que sediará a competição.

Resultados

Pos. SX1 Dif M Volta Equipe
1 Antonio Jorge Balbi - 51.853 FoxASWHonLaquadiFiore
2 Leandro Nunes da Silva +8.440 50.884 Hon/ASW/MRPro/MXparts
3 João Paulino da Silva Junior +20.327 50.956 ProTork, Rinaldi,TBT,Moto
4 Kurtt Airton Rocha 1 Volta 54.648 ProTork/Farma/Total
5 Cristopher Castro +1.116 53.729 Pauta/Controlflex/Yam
6 Heinz Whynther Dollinger Chrispim 2 Voltas 57.109 M3-P.Caieiras-MRPro-DirtAction
7 Raul Guilherme Gehren +13.527 58.665 Race Tech/Motorex/Vort-X/
8 Higor Merizio Passos +17.129 59.348 Dash-ims-Castelinho-Morma
9 Cesar Adrian Cantero Antes +35.607 58.729 ProTork/Rinaldi/Balbi
10 Mariana Napolis Balbi 4 Voltas 1:03.997 ProtorkLaquadifioreCiaAt
11 Sandro Botelho Silveira da Rosa +36.290 1:08.425 Dash e Caminhão do Gaúcho
12 Wellington Garcia Matos 15 Voltas 55.471 Hon, ASW,Fox, Mobil, P
13 Roosevelt de Freitas Assunção Jr 18 Voltas -.--- ProTork
14 Milton Becker - -.--- ProTork/TBT
15 Massoud Nassar Neto - -.--- KTM/ProTork/e-mx/Motul
Pos. SX2 Dif M Volta Equipe
1 Swian Zanoni - 51.068 KTM/Oásis/Fox/Benazi
2 Jean Carlo Ramos +27.937 50.091 Hon/Mobil/Pirelli/Jmr
3 Rodrigo Clemente Selhorst +35.440 51.889 KTM
4 Thales Vilardi Felix da Silva +42.839 51.923 Hon/Mobil/Pirelli/ASW
5 Lucas Moraes +48.703 51.233 Dunas Yam USA Connection
6 Anderson Hauptli Cidade +59.615 52.797 ProTork/TBT
7 Eduardo Ferreira Lima 1 Volta 52.288 Hon/Mobil/ASW/Pirelli
8 Rafael Zenni +2.935 53.729 SuzPetrobrasZenniprep
9 Rodrigo de Castro Rodrigues +20.297 54.218 ProTork
10 Gabriel Gentil +37.437 53.556 Motoshop/Shift/Orbital
11 Cesar Augusto Popinhak 2 Voltas 54.403 Suz,Petrobras,Oneal
12 Gustavo Pereira do Amaral +5.795 56.866 Suz/Petrobras/Vortx
13 Paulo Cesar Stedile +7.835 57.165 Multiloja, ProTork, Mitas
14 Hector de Freitas Assunção +20.691 54.510 Hon,Mobil,ASW,DID,NGK,O
15 Alexandro Valerim Martins 3 Voltas 1:00.567 Toque de Pele intima
16 Douglas Scartazzini Parise 15 Voltas 53.942 ProTork



Curso MotoX
JPS Racing

© 2000 - 2018 MotoX MX1 Internet