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ABPMX tem novo presidente e nova diretoria
Publicado em: 20/12/2007
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Coluna ABPMXEntidade têm novo presidente e nova diretoria 
Por Marlon Olsen - Fotos: Maurício Arruda / Arquivo MotoX


Ric Raspa é o novo presidente da ABPMX
No último dia 15 de dezembro, a ABPMX (Associação Brasileira de Pilotos de Motocross) teve eleição do presidente e diretoria para 2008. O novo presidente é o piloto Ricardo Raspa, ficando os pilotos Rafael Ramos como tesoureiro e Cauê Aguiar como secretário da entidade. 

A nova diretoria já está em contato com o presidente da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) Alexandre Caravana, para finalização dos regulamentos de 2008, e têm reunião de diretoria marcada para o início de janeiro. 

"A vinda da ABPMX para São Paulo mostra o seu comprometimento com todos os pilotos, e será uma ótima oportunidade para unirmos forças com a CBM para melhorarmos todos os campeonatos estaduais", diz o presidente eleito Ricardo Raspa.

Confira abaixo uma entrevista com Marlon Olsen, que após anos batalhando para o crescimento da entidade e dos pilotos deixa a presidência da ABPMX.

Entrevista Marlon Olsen – Ex presidente da ABPMX 


Nesta entrevista Marlon Olsen faz um balanço da atuação da ABPMX desde sua fundação
Fazendo um balanço dos últimos 4 anos, você acha que a ABPMX está conseguindo cumprir com os seus objetivos?
 

Com toda certeza, as nossas conquistas durante esses 4 anos de trabalho foram significativas. Mesmo não sendo do conhecimento da maioria das pessoas, participamos ativamente das decisões mais importantes relacionadas ao motociclismo nos últimos 4 anos.

Quais foram as principais conquistas da ABPMX nesse período? 

1) Conseguimos ter uma maior atenção por parte da maioria dos organizadores de provas de MX e SX pelo Brasil, para com os itens relacionados à segurança dos pilotos.(Com exceção de alguns estados, que serão trabalhados com mais rigidez a partir de agora).

2) Em conjunto com as Federações Estaduais de Motociclismo, evitamos a monopolização do nosso esporte por alguns dos dirigentes da CBM, que além de nunca terem respeitado a opinião dos pilotos e não terem a mínima estrutura, criaram uma empresa promotora e forjaram uma licitação onde teriam autonomia para definir o rumo do Motocross, da Motovelocidade e do Supermoto por no mínimo 10 anos.

3) Efetivamos a ABPMX como representante oficial dos pilotos junto à CBM, onde agora seremos integrantes do Conselho Nacional de Motocross, que é o órgão da CBM responsável pela elaboração e homologação dos regulamentos dos campeonatos nacionais de motocross e supercross.

4) Conquistamos prestígio junto a vários órgãos públicos do nosso país, como Ministério Público Federal, Câmara de Deputados Federal, Governos Estaduais e Senado Federal, onde, como todos sabem, entrará em tramitação um projeto para isenção dos impostos de importação das motos de competição.

5) A mais importante de todas as nossas conquistas, foi provarmos que com a união, dedicação e um pequeno sacrifício de cada um de nós, é possível mudar tudo aquilo que está errado.Pois 30 ou 60 minutos participando de uma reunião significa muito pouco em nosso tempo, mas significa muito em nosso futuro profissional.

A ABPMX enfrentou muita resistência no início das suas atividades? 

Enfrentamos e sempre enfrentaremos. O motociclismo envolve interesses comerciais dos mais variados. Tivemos que aprender a conviver com diferentes tipos de pressões, mas sem dúvida alguma, a parte mais difícil de todas será conviver com o comodismo por parte de alguns pilotos, que muitas vezes não participam, achando que alguém está fazendo as coisas no seu lugar, ou porque o seu patrocinador diz que isso não vai levar a lugar algum. O que é um grande erro, pois a participação de todos é fundamental para que consigamos valorizar os pilotos a altura da dedicação e dos riscos envolvidos no esporte, sejam esses pilotos privados ou representantes de alguma equipe.

Os pilotos estão mais profissionais hoje em dia? 

Mais profissionais e responsáveis. Nos últimos anos, o esporte se profissionalizou, e hoje todos os envolvidos tiveram que seguir a mesma linha. Patrocinadores, imprensa, promotores e equipes, todos eles estão representados por pessoas extremamente profissionais e competentes, o que também obrigou os pilotos a se organizar e se profissionalizar.A criação da ABPMX é um exemplo disso, pois mesmo com um atraso de mais de 20 anos, hoje toda a classe de pilotos de motocross e supercross têm a quem recorrer para garantir que os seus direitos sejam respeitados.

Você acredita que a isenção dos impostos de importação será concedida? 

O não nós sempre tivemos, precisamos ir atrás do sim. Acredito que a situação nunca esteve tão favorável como agora. Se não fosse pela participação da ABPMX no processo de intervenção e sucessão da CBM, com certeza esse processo de isenção de impostos estaria até hoje empoeirado em uma gaveta da CBM, por culpa da antiga diretoria da CBM e dos seus apoiadores, que são os mesmos que mesmo sabendo da má fé na licitação e criação da empresa Fatto, não tomaram nenhuma providência na ocasião.

Qual a relação da ABPMX com a nova diretoria da CBM? 

A melhor possível, pois o Alexandre Caravana pensa como piloto, e têm a consciência que o esporte existe apenas porque existem pessoas que o praticam. Admiro muito o Alexandre, pois ele teve a coragem de seguir em frente após a perda irreparável em sua vida (de seu filho, Daniel Guelman), e hoje têm a responsabilidade de ter em suas mãos o futuro de todo o motociclismo nacional. Temos a obrigação de ajudá-lo nessa tarefa.

Porque relação entre a ABPMX e a antiga diretoria da CBM era tão difícil? 

Eu particularmente sempre tive uma boa relação com o ex-presidente Lincoln Duarte, que apesar dos seus erros, foi o presidente que mais trabalhou pela CBM até hoje. Em relação à ABPMX, posso dizer que infelizmente ele confiou nas pessoas erradas e pagou um alto preço por isso.

Como você vê o motocross hoje no Brasil? 

Acho que estamos no caminho certo. Com todos os envolvidos se profissionalizando cada vez mais. O motocross sempre conviveu com altos e baixos.Mesmo com todos os problemas econômicos enfrentados pelo País, conseguimos alcançar excelentes níveis técnicos tanto com nossos pilotos como em nossos eventos. Se não fosse pelo investimento feito por todos os pilotos, promotores, patrocinadores e equipes desde os anos 90 até hoje, o nosso esporte estaria correndo um sério risco de ficar sem nenhuma projeção, o que faria o mesmo ter um grande atraso em seu desenvolvimento.

Você acha que o pior período para o esporte já passou? 

Acho que sim. Graças a todos que acreditaram e lutaram com dificuldades nos momentos mais difíceis, época em que não havia patrocinadores e tão pouco um calendário anual de provas. Graças a paixão pelo esporte, o investimento por parte dos pilotos permaneceu e o esporte teve a sua continuidade garantida, o que permitiu o surgimento dos grandes campeonatos e equipes existentes no momento. Graças ao sacrifício de várias pessoas e famílias como os Lima, Negretti, Balbi, Assunção, Miranda, Saçaki, Vilardi, Silva, Garcia, Guelman, Becker, Ramos e muitas outras famílias, e pilotos do sul ao norte do Brasil, que se dedicaram anos ao esporte.

Vocês tiveram o apoio de todos no meio do motociclismo? 

Tivemos o apoio de muita gente, inclusive de outras modalidades. Gostaria de aproveitar e agradecer a todos os pilotos e pais dos pilotos que se filiaram a ABPMX no decorrer desses anos. 

Agradecer também as pessoas e empresas abaixo:
 
Secretário fundador: Celso Melo. Nosso apoiador incondicional: Tiãozinho (Race X). 

Diretores: Chumbinho, Saçaki, Pipo Castro, Kristofer Florenzano, Alexandro Martins, Marcelo Silvério, Ricardo Sebbê, Massoud Nassar. 

Pilotos colaboradores: Leandro Silva, Elievan Silva, Lucas Moraes, Rafael Ramos, Richard Berois, Douglas Parise, Marcelo Lima, Rodrigo Selhorst, Uyran Carlos, Gabriel Gentil, Cássio Garcia, Gabriel Montenegro, Elton Becker, Welington Waladares, Roger Hofman, Ricardo Raspa, Cauê Aguiar e Ademir Todeschini. 

Amigos e colaboradores: Todos os mecânicos, Deputado Federal e Secretário de Infra estrutura de Santa Catarina Mauro Mariani e seu assessor Élcio Munhoz, Governador de Santa Catarina Luiz Henrique, Vice Governador Leonel Pavan, Senadores Cristovam Buarque e Valdir Raupp, Marcos Moraes - Dunas, Lê - MRP, Léo Lopes, Dawson Martins - ENZO, Rogério – Motoshop, Márcio - MR Pro, Sérgio Melo, Maguila, Luiz Cláudio - Circuit, Hugo - CTI, Clóvis - Oásis, Paulo Pércio e Dimas Mattos ASW/Fox, Márcio - MCR, Zelão, Orbital, Marlon e Seu Altair - Protork, , Carlinhos Romagnolli, Maurício e Lucídio Arruda - MotoX, Celestino e Johanes - Dirt Action, Cézinha - Mxracing, Paulo Sebben, Ramon, Gui Lima, Césinha – Fast Racing, Vipcomm, Tucano, Donato e equipe, a todos os presidentes das federações estaduais de motociclismo.

Peço desculpas para aqueles que não tiveram seus nomes citados e que foram igualmente importantes para as nossas conquistas, e aqueles que não estão mais conosco, mas sempre estarão em nossas lembranças, que estejam em Paz onde quer que se encontrem. São eles: Daniel Tolentino, Daniel Guelman, Jaques Pich e Fábio Andolhe.

Qual mensagem você gostaria de deixar aos pilotos? 

Gostaria de pedir a todos os pilotos, que se esforcem para não deixar que os interesses comerciais se sobreponham ao respeito e a amizade que existe entre eles, pois esse é o maior prêmio que eles podem levar até o final das suas carreiras, pois os troféus com o tempo se perdem, a amizade e o respeito permanecem.

Sabemos que o motocross como outros esportes, depende da competição entre os seus atletas, o que invariavelmente acaba colocando-os em situações de conflito.Mas esses conflitos podem ser facilmente resolvidos com um simples pedido de desculpas, um abraço ou um aperto de mão, pois o clima familiar e de amizade que o motocross possui sempre deverá prevalecer.

Ao final de nossas carreiras, não seremos mais conhecidos como “O piloto tal” e sim como “Fulano de tal”. Não seremos mais avaliados pelos nossos resultados nas pistas, e sim pelas nossas atitudes fora delas.

Todos os pilotos nascem com o dom de pilotar uma moto, e nós sabemos que ninguém é melhor do que ninguém. O que faz a diferença entre ganhar ou perder, é apenas a dedicação, o investimento e hora de vôo que cada um têm em cima de uma moto.

Marlon Olsen
marlonolsen@hotmail.com






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