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Jonny Walker fala sobre o Red Bull Minas Riders
Publicado em: 18/03/2016

Brasil abre a temporada do Hard Enduro Series com novo evento em Belo Horizonte
Redação MotoX.com.br: Lucidio Arruda - Fotos: Marcelo Maragni / Kin Marcin / Lukasz Nazdraczew / Nuri Yilmazer / Red Bull

O Brasil entra definitivamente na rota do enduro extremo mundial entre os dias 17 e 20 de abril com a disputa do Red Bull Minas Riders. Serão quatro dias de prova com cerca de 100 km por dia. O que podemos esperar do percurso? Bom, o responsável pela escolha das trilhas é ninguém menos que o "romaníaco" Martin Freidanemetz. Aquele mesmo, o organizador do legendário Red Bull Romaniacs. Então, os pilotos podem esperar pauleira pela frente.


Jonny Walker

O Minas Riders incorpora o espírito de "Hard Enduro Rally", ou seja, uma prova mais longa dividida em vários dias cuja a navegação e o uso do GPS são primordiais, apesar da sinalização durante o percurso. É um conceito diferente de outras provas da série como o Enduro de Ezberg (Áustria), o Megawatt (Polônia) ou o Sea to Sky (Turquia) cuja corrida decisiva é disputada em poucas horas no mesmo dia. O formato do Minas Riders se assemelha muito mais ao próprio Romaniacs (Polônia) ou Roof of Africa (Lesoto).

Grandes nomes da modalidade já confirmaram presença como o britânico Graham Jarvis, o espanhol Alfredo Gomez, o sul-africano Wade Young e o austríaco Lars Enöck. Teremos também a presença do britânico Jonny Walker, atual líder do Mundial de SuperEnduro. Aos 25 anos o piloto acumula pódios nas principais provas de Hard Enduro, além de vitórias no Romaniacs, Megawatt e Erzberg. Vamos conhecer o que ele espera do Red Bull Minas Riders.


 

Quais são suas expectativas para competição?

Não vejo a hora de competir. Não sei exatamente o que esperar, porque é uma competição nova, mas tenho certeza que, com o Martin e todo o time da Red Bull na organização, vai ser uma corrida incrível. Com certeza estou ansioso, mas não sei muito bem o que esperar.

Qual será seu maior desafio ao competir no Minas Riders?

Acho que o maior desafio será não saber o que vai acontecer. Ninguém correu a corrida e ninguém sabe o que esperar. É uma prova de quatro dias, com centenas de quilômetros por dia, então essa vai ser a coisa mais complicada. Começar a competir sem saber muita coisa, sem saber quão longe está o fim. Normalmente, a gente sabe o que esperar e, desta vez, vamos correr às cegas.


Piloto treinou em Rio Acima antes da etapa brasileira do Mundial de SuperEnduro

Você já venceu o Romaniacs. Para você, qual a maior diferença entre o Romaniacs e o Minas Riders?

Não sei exatamente quais são as diferenças porque ainda não corri, mas por enquanto me parece que são competições bem parecidas. Acho que o calor pode ser um fator. Vou deixar a moto boa para correr e tentar vencer como normalmente.

Você tem alguma preparação diferente para uma competição indoor (SuperEnduro) e uma competição de hard enduro?

Sim! Meu treino e tudo mais muda completamente. Minhas corridas indoor duram apenas alguns minutos, enquanto as corridas externas têm umas sete horas. Acho que é bom mudar, e acho que tenho uma boa média de mudanças, corro indoor e outdoor, então isso me ajuda e me faz querer continuar competindo. Eu não faço a mesma coisa o ano todo: mudo, troco de moto, é algo totalmente diferente.

Tem uma estratégia diferente para cada dia de competição ou a estratégia é só ir o mais rápido que você pode?

Meu objetivo principal é só ganhar. Mas claro que tem algumas estratégias, como tentar não bater, não se perder e tentar ter um dia perfeito, sem pequenos erros, para conseguir ficar à frente dos outros pilotos. Pilotar com segurança, sem bater, é minha maior estratégia.

Existem muitos iniciantes aqui no Brasil participando de uma competição de hard enduro pela primeira vez. Que dicas você daria a eles?

É muito legal ver um monte de competidores iniciantes. Acho que o importante é não ir rápido demais, porque, no final das contas, são quatro dias de corrida, provavelmente vamos correr durante 20 horas ao total. Dar muito gás nas primeiras horas não é uma boa ideia. É melhor manter certo ritmo durante os dias e, no final, acelerar.


No Red Bull Sea to Sky na Turquia


 
O que o levou a competir no hard enduro?

Eu costumava a andar em trilhas e decidi começar no motocross. Estava participando de campeonatos europeus de enduro, e um dos pilotos comentou de um campeonato de hard enduro. Eu e meu empresário na época resolvemos que eu ia participar, e acabei ficando em terceiro lugar, foi quando consegui o patrocínio da KTM Factory e tudo mais. Isso já faz uns cinco anos. Meio que caiu do céu, não foi algo que eu sempre imaginei fazer.

Como é o esporte na Inglaterra?

O hard enduro na Inglaterra é muito conhecido. Tem muito lugar para pilotar. O clima lá é totalmente diferente, temos muitos dias de chuva, acho que isso acaba criando pilotos mais "casca grossa". Tenho amigos que são pilotos nos EUA, em Dubai, onde é quente o tempo todo, e às vezes eu acordo, vejo que está chovendo e chamo eles pra andar mesmo assim. Eles falam ‘nós vamos mesmo sair pra andar?!’. Eu respondo ‘claro que vamos’. Se tivéssemos que esperar por dias de sol, nunca andaríamos de moto. Acredito mesmo que isso faça com que os pilotos sejam ainda melhores. Pilotar na chuva é muito mais difícil do que em condições secas, então te torna melhor.

Você teve um ano espetacular em 2015. É claro que haverá comparações entre este ano e o último. Em termos de resultados, o que você quer alcançar agora?

Ano passado foi um ano realmente bom pra mim. Não tenho nenhuma reclamação. Meu objetivo principal é fazer a mesma coisa. Já ganhei o primeiro campeonato de hard enduro que tivemos este ano, então... Fiquei feliz com isso, porque eu não estava treinando pra isso. Vencer em 50 minutos, que foi o tempo que eu fiz, é uma grande marca. Então, quero continuar treinando, trabalhando duro para vencer mais corridas este ano.

O que acha do Brasil no calendário de hard enduro?

É muito interessante vir para um lugar como o Brasil. As outras corridas eram na Europa, nós não saímos muito de lá, mesmo para as corridas do mundial de indoor. Viajar para o México, a Argentina e o Brasil é muito legal, conhecer pessoas novas, mostrar quem você é. E essa última coisa é demais, porque as pessoas desses lugares nunca te viram antes, mas sempre leram sobre você na internet. Vir para o Brasil para uma corrida outdoor é com certeza muito bom, inclusive para os próprios brasileiros. Vai ajudar o esporte a crescer. Espero voltar durante muitos anos, sei que vai ser um sucesso.


Vitória no Red Bull Megawatt

As pessoas brincam muito com o seu nome por causa da bebida? Qual a coisa mais engraçada que já fizeram com você?

Sim, brincam muito! Ouço brincadeiras o tempo todo. Sempre ‘ah, é o whisky?!’. Acontece sempre, mas as pessoas acham que é a primeira vez que alguém fala isso, tipo ‘você é o criador do Jonny Walker, o whisky?’. Acham que eu nunca ouvi, mas isso acontece todo dia. Bem que queria ter criado o whisky... Mas aí não estaria mais correndo.

Se pudesse escolher uma de suas vitórias, qual seria a mais importante?

A vitória mais importante na minha opinião foi Erzberg Red Bull Hare Scramble, da segunda vez. Quando ganhei, eu detonei. Venci com 20 minutos de diferença para o segundo colocado, algo assim, uma marca que ninguém tinha feito. Ninguém tinha vencido com esse tempo antes. Então ganhar dessa forma foi a melhor vitória, e minha família sabe disso. Eles não têm o costume de ir assistir às minhas corridas, então o fato deles estarem lá naquele dia mostra o quanto foi importante.



 

Quantas horas você treina por semana ou por dia?

Depende... Vou bastante à academia. Vou à academia na terça, quarta e quinta. Ando de moto umas três vezes por semana. Conheço muitos pilotos que andam de moto todos os dias, mas não entendo o ponto disso, sinto que você perde a paixão. Ando quando eu quero. Se acho melhor eu não andar, fico sem pegar a moto durante duas semanas. E aí na semana seguinte ando todo dia. Então depende de como estou me sentindo. Mas se começar a chover... Eu vou me molhar!

Você se lembra de algum obstáculo de alguma prova que tenha sido muito difícil?

Lembro de participar do Erzberg no ano passado e passar por uma dificuldade, na qual todos nós tivemos que ajudar uns aos outros, nunca vou esquecer isso. Pensava ‘por que a gente se quer correu este ano? Isso não é divertido’. Mas é claro que depois que você termina a prova, fica tudo bem.

Em termos de terreno, o que você esperar encontrar aqui no Brasil?

Não sei, mas dando uma olhada parece bastante com a Romênia, bem seco. Mas não sei de mais nada sobre a corrida...

Os brasileiros estão mais acostumados com corridas tradicionais de enduro. Como fazer essa adaptação para o hard enduro? Qual o passo mais difícil?

Acho que é a parte técnica. No enduro normal tem toda a questão da velocidade, e quando você chega num ponto de dificuldade da prova de hard enduro é muito difícil, porque você encontra pedras e coisas assim. Mas acho que terão brasileiros muito bons competindo.


 

Está pronto para correr aqui no Brasil?

Mal posso esperar!

Qual será a maior dificuldade do percurso no Brasil? O clima, a umidade?

Acho que o mais difícil é não saber o que esperar, mas é claro que o clima pra mim, que venho da Inglaterra, vai ser complicado. Geralmente, quando corremos na Romênia é verão por lá, às vezes faz muito calor, mas o segredo é se manter hidratado.

Quem serão seus maiores rivais?

Estava pensando mais nos meus adversários, como o Graham, mas agora quando corro, me sinto confiante, sinto que posso vencer. É só treinar. Mas tem o Graham, o Gomez... e muitos garotos que estão surgindo agora, que são como eu era, mas agora já estou com 25 anos, então tenho que continuar treinando.


 

Para mais informações sobre o Red Bull Minas Riders acesse o site oficial do evento.



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