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Conheça Alex Salvini, rosto da Borilli Racing no Mundial de Enduro
Publicado em: 19/09/2020
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Italiano acumula experiência do motocross ao enduro e participará do desenvolvimento de pneus brasileiros
Redação MotoX.com.br: Carolina Arruda - Fotos: B. Arena Photo


Alex Salvini, em Taperaja (RS), em visita à Borilli Racing

Mesmo entre contratempos e reajustes de rotas, esse ano entrou para a história da fábrica brasileira de pneus Borilli Racing. A marca de Tapejara (RS) agora não só patrocina um dos principais atletas do circuito, com dá nome ao campeonato que passa a ser “FIM Borilli Enduro World Championship”.

Com o calendário de provas limitado por conta da pandemia de coronavírus, a temporada 2020 do Mundial começa neste final de semana, dias 19 e 20 de setembro, em Requistá, na França. O Brasil estará representado também nas trilhas com o piloto Bruno Crivillin, que treina com Alex Salvini, o rosto da marca não só no Brasil, mas mundo a fora...

O piloto e a fábrica brasileira estabeleceram uma relação que vai além do patrocínio, entrando também nos desenvolvimentos de produto. A parceria gera expectativa de frutos para o cenário do esporte no País. Mas a pergunta que fica na para muitos é: afinal, quem é Alex Salvini?

Confira a entrevista com o italiano:

Como foi seu primeiro contato com o off road? O que ou quem o inspirou a andar de moto?
AS: Felizmente, aconteceu ainda criança. Meu pai não ficou muito contente com isso (risos). Ele também não tinha muitas condições financeiras de apoiar. Quem deu a minha primeira moto foi meu tio. Ele também corria. Então foi ele quem apoiou e me colocou em cima das motos. Meu pai era jogador de futebol, eu também joguei...mas...meu DNA foi para as motos, com certeza. Felizmente, tive a sorte de ter um tio que me deu a possibilidade de correr.


"Obviamente, meu objetivo é ganhar o campeonato. Nos últimos sete, oito anos eu sempre terminei entre os primeiros, brigando pelo título. Se não, porque acordar e treinar todos os dias?"
E qual foi sua primeira moto? E qual idade?
AS: Foi uma Lamb 50cc. Provavelmente, você não conhece porque é uma marca italiana de mini motos. Eu já estava grandinho quando ganhei, tinha cerca de 10 ou 11 anos. E minha primeira moto de verdade, para corrida, foi uma TM 85cc com 12 anos.

Salvini, ouvimos que seu quintal de casa é um verdadeiro parque de diversões para pilotos. Como funciona a Salvini Land?
AS: Salvini Land era um sonho desde criança. A chance de ter meu parque de diversões no quintal de casa... Assim, comecei a planejar e com os anos fui comprando terrenos. Agora tenho mais de três pistas (enduro, superenduro, motocross), uma academia, minha equipe e minha oficina. Até agora é algo que faço por mim. Ajuda muito no meu trabalho. Ajuda com meu desenvolvimento, já que posso treinar todos os dias e nas condições que eu quero.

É aberto ao público ou apenas convidados podem pilotar lá?
AS: Não é aberto ao público ainda. No momento, é privado. Estou trabalhando para abrir todas as pistas, mas agora estou planejando experiências apenas para convidados. Já fiz no último ano e farei novamente nesse. São três ou quatro dias de testes e treinos, em que a estrutura é aberta para outras pessoas.

Tem também a Salvini Factory Experience. Recebo convidados, que podem experimentar minha moto e minhas peças. É um dia comigo para ajudá-los a ter uma nova experiência do que é ser um piloto de fábrica.

Pode contar um pouco mais da Salvini Factory Experience?
AS: Os participantes poderão testar todas as minhas peças e equipamentos, incluindo minhas motos. Tudo que eu uso. Também poderão treinar e conversar com meus mecânicos e minha equipe, para acertar ajustes de suspensão por exemplo. Enfim, poderão testar tudo. E se gostarem, no final, terão a possibilidade de adquirir as peças. Eu vejo que muitos pilotos passam a competir, sem entender de mecânica. E começam a comprar, a comprar... Isso deixa a pilotagem perigosa e desconfortável. A minha preocupação é fazer com que as pessoas tenham acesso à informação e produtos de qualidade, assim ter mais propriedade para saber como investir.

Esse é um projeto. E no futuro tenho mais ideias, para quando parar de competir. Gostaria de ter mais para frente um Academia de Pilotos, algo como uma escola...e talvez com sedes em outros lugares do mundo para cursos.


Vista área de parte da Salvini Land.

Não te incomoda abrir as portas assim?
AS: Não, não fico preocupado. Primeiro porque a minha moto é feita para mim, para o que preciso. O objetivo da experiência é que a pessoa ande em uma moto de fábrica e saiba como é. Essa pessoa não vai saber reproduzir o motor ou a moto por conta própria, sem ter os conhecimentos. Esses ajustes e acertos levam anos e anos de desenvolvimento com as marcas. São peças únicas. O que pode acontecer é que as marcas que eu trabalho produzam edições limitadas dos meus equipamentos. Então é interessante para os fabricantes também. Essa troca de informações é o maior benefício.

Colaboração entre as pessoas é sempre o melhor caminho. Não tem como fazer nada sozinho. Mesmo sendo piloto, que é um esporte individual, se eu não tiver uma boa equipe por trás, não alcanço resultados. Então, é sempre sobre colaboração entre as pessoas. É a chave de tudo, eu penso. Não fico assustado com a ideia do público testar minhas peças e equipamentos. Fico feliz de mostrar às pessoas o que construí até aqui. E se isso for ajudar outras pessoas, é melhor ainda.


"Acredito que as habilidades do motocross são a base. Quando você é jovem, a competitividade entre os pilotos te levam um nível acima."

Recentemente houve uma divisão no Enduro, com equipe importantes abandonando o Campeonato Mundial a favor do Hard/Extreme Enduro. Qual sua opinião sobre isso e como você vê o futuro do EnduroGP?
AS: Com certeza não vai ajudar o mundo do enduro. A KTM é uma das maiores fabricantes e não ter a fábrica presente no Campeonato Mundial não é legal. Mas o Mundial é o Campeonato Mundial e o WESS é outro campeonato, conhecido por provas extremas. O Mundial não vai virar o "Campeonato Extremo do Mundo", é de enduro. Do meu ponto de vista, eu não gosto de corridas extremas. Prefiro permanecer no enduro tradicional, como 90% das equipes. A KTM fica à parte e todos os outros times correm o mundial.

O WESS não é um campeonato mundial. Para mim, empurrar a moto não é uma prova de enduro. É legal ter desafios extremos em alguns trechos, mas não a ponto de empurrar a moto por muitas horas. Esse tipo de prova é sobre quem sobrevive, não sobre quem é o melhor piloto. Tem pilotos que gostam disso, e respeito. Mas, durante toda minha carreira, o mais rápido é o melhor e quem vence. Não quem sobrevive à corrida. É um mindset diferente de competição.


"A pressão não vem de fora, vem de dentro, de mim mesmo."
Como foi o começo de carreira no enduro? A transição foi por conta da sua primeira participação no Six Days? 
AS: No primeiro dia, foi terrível. Devo ter caído dez vezes. “Róia”! (brincado) E no dia seguinte estava liderando a prova. E eu fiquei me perguntando “como assim? Sério?”. Em seguida cai de novo! Mas ao final do Six Days terminei em terceiro na minha categoria (E1), finalizei em primeiro no último dia e ganhamos o título para a Itália. Depois disso ainda continuei no motocross por alguns anos. E em 2009 e 2010 me ligaram para fazer o Six Days de novo. E nos dois anos terminei no top 5 da geral. Foi assim que me interessei em fazer o Mundial de Enduro, porque minha experiência no Six Days foi muito positiva.

No Mundial de Enduro, percebi que eram provas muito diferente do Six Days. Na primeira prova, tive três tombos grandes. Digamos que meu primeiro ano, foi pesado para a parte física... foram muitas concussões (risos). Mas no final desse ano já comecei a me sair bem, com dois ou três pódios, e comecei a ganhar todas as provas na Itália, me tornei o estreante do ano. No ano seguinte, ganhei o Campeonato Italiano e no terceiro ano de enduro veio o título mundial.

Você é um piloto com bastante experiência no Motocross e no Enduro. Quais são as principais habilidades desenvolvidas no Motocross que o favorecem no Enduro. E quais habilidades do Enduro ajudam um piloto de motocross?
AS: Acredito que as habilidades do motocross são a base. Quando você é jovem, a competitividade entre os pilotos te levam um nível acima, você sempre é desafiado por outros pilotos, então essa pegada de “guidão com guidão” te ajuda a melhorar. E no enduro é completamente diferente. Você precisa mudar sua mentalidade e suas habilidades. Porque sim, o motocross te dá habilidades, mas o enduro é mais completo. Você aprende a pilotar de forma diferente e muda a forma de pensar. Correr no enduro com a mentalidade do motocross é um tanto perigoso. Por isso que meu primeiro ano no enduro foi difícil (risos). Você acaba se acostumando a correr a 100% da sua capacidade, mas no enduro não dá para correr assim. Porque você nunca sabe o que vai acontecer no minuto seguinte, por isso a forma de pensar é diferente.

Sobre o título no Mundial de Enduro em 2013, qual foi o momento que você realmente sentiu que o título seria seu? Houve algum momento especial ou etapa que definiu o campeonato?
AS: Com certeza, 2013 foi um ano incrível porque eu ganhei praticamente tudo. Ganhei o Italiano de Enduro, minha classe e a overall, ganhei o Mundial, também na minha classe e na geral. Só me atrapalhei no Six Days por causa de uma lesão que comprometeu meus resultados, mas estava liderando na prova antes disso. Com certeza, vencer o Mundial te dá motivação para continuar depois de todos os sacrifícios durante a carreira. E também quando você é uma criança e pensa em ser um piloto, seu sonho é se tornar campeão mundial. Então, ganhar o Mundial é realizar um sonho.


É possível conhecer mais do Sanvini Land, acessando o site oficial do piloto.

Você disputou o título do Mundial de Motocross MX3 2010 com o Carlos Campano. O que você me diz dessa temporada e o que faltou para o título?
AS: Sim, sou amigo do Carlos (Campano). Sei que ele corre há um bom tempo aqui no Brasil e ganhou o Brasileiro de Motocross. Ainda nos falamos de vez em quando. Com certeza, eu seria mais feliz vencendo esse campeonato (risos), em vez de perder. Mas corridas são sempre assim. Tive problemas mecânicos que comprometeram meu resultado, então fico um pouco chateado. De qualquer forma, ele é um ótimo piloto. Com certeza ficaria mais feliz vencendo...mas o que dizer, né?! (risos)


Alex Salvini já disputou o Mundial de Motocross com Carlos Campano e não foge de uma possível revanche em solo brasileiro.
Que tal uma revanche aqui no campeonato Brasileiro de Motocross?
AS: Ah, nunca se sabe! Às vezes as coisas acontecem! Acho que seria legal correr uma prova de motocross... ou eu faço uma prova de motocross e ele faz uma prova de enduro. Trocar as modalidades! Fico tranquilo por que sei correr em ambas! (risos)

Salvini, no enduro as dois tempos ainda estão presentes, enquanto no motocross é o contrário. Por que acontece isso?
AS: Depende de muitas coisas, por exemplo, de como é o layout da pista e da prova. Nos últimos anos as trilhas estão ficando estreitas. Também tem outra grande diferença: no enduro é muito difícil exigir 100% da moto, porque você não tem plena certeza de onde você está indo. Enquanto no motocross, você faz volta atrás de volta e alcança o limite da moto. No enduro, é o contrário: você passa uma vez e já vai embora, segue para outro lugar. Então a gente não coloca a moto nesse nível de estresse. Outra coisa no motocross é que as pistas estão cada vez mais rápidas também. E no enduro é diferente, o espaço é apertado, uma moto 4t é pesada para mover e a potência do motor é maior do que precisamos. Essa combinação faz as 2t permanecerem competitivas no enduro.

Qual seu tipo de terreno preferido?
AS: Outback, com certeza. Com pedras. Na Itália, tem bastante. Com certeza, para ser um piloto profissional você tem que ser bom em todos os tipos de terrenos. Mas se tiver que escolher, prefiro outback.

De onde partiu a conversa com a Borilli?
AS: No último ano, conheci a Borilli através do Renato. O Renato me ligou e perguntou se existia a possibilidade de trabalharmos juntos em 2020. Na verdade, nos próximos anos. De primeiro momento, não estava completamente convicto em torno do projeto. Não conhecia a marca, nem o pneu. Depois, nos conhecemos pessoalmente e pudemos falar mais sobre a ideia e então combinamos alguns dias de teste dos pneus. Os pneus são uma parte importantíssima para o esporte. É a conexão entre o acelerador, o motor e o chão. É uma das escolhas mais importantes.


Piloto italiano participará dos desenvolvimentos de pneu da Borilli Racing.

E como aconteceram os testes?
AS: O primeiro teste foi apenas uma aproximação, para conhecer o feeling dos pneus. Foi em outubro (2019), na minha casa. Já era final da temporada. Depois planejamos um teste de verdade, com quesitos técnicos e tempos cronometrados, em novembro. Comparamos os pneus que eu estava usando antes, com os Borilli. Testamos nas mesmas condições e tipos de terreno. Ainda não estava seguro com a possível mudança e nesse teste mudei completamente de ideia. Porque me senti muito bem com os pneus, muito melhor do que eu esperava.

No fim do dia, comparamos os tempos. Ai foi a hora da surpresa! Sentia que estava mais rápido de Borilli, mas não sabia os tempos. Foram meus mecânicos e técnicos da equipe que cronometraram e, sim, eu estava mais rápido de Borilli. Depois do teste, vimos os tempos e as reações de Borilli foram melhores. O pneu se comportou melhor em todas as condições. Então a equipe se surpreendeu também.

Quais são as principais desafios para testar e desenvolver um novo pneu?
AS: É...podemos chamar de desafio. É legal fazer parte de um projeto novo. E também é legal trazer a minha experiência para ajudar o projeto a crescer. Acho que a Borilli já tem uma mentalidade muito boa para competições e isso deve ser a chave do desenvolvimento de produtos.

Trabalhei no desenvolvimento de muitas marcas. A comunicação com a equipe técnica sempre é difícil, para fazer eles entenderem o que está na minha cabeça. Na hora dos testes, preciso mudar de mentalidade e pilotagem. Porque você não tem que ser rápido, você tem que pôr a moto nas piores condições. E tem que ser preciso, passar sempre no mesmo traçado e reproduzir várias vezes os mesmos movimentos, para poder sentir as diferenças das alterações. Se surtiu efeito ou não... Então é sempre um desafio fazer bons testes de produto.

E também estou feliz de vir aqui e poder conhecer todo o trabalho em torno dos pneus. Eles me mostraram todas as etapas e processos de desenvolvimento e fabricação. Agora posso entender melhor onde estão os quebra-cabeças e problemas para resolver. No passado, nenhuma marca me colocou tão por dentro do processo. É a primeira vez que tenho toda essa percepção para auxiliar no desenvolvimento.

Com o Renato, também posso ligar diretamente, falar o que está errado e ter uma resposta imediata. Com outras fábricas, isso pode levar meses. E em um ambiente de competição, você não pode esperar. Se algo está errado, você precisa da solução o mais rápido possível. E se está dando certo, é aprimorar. Essa proximidade com a fábrica ajuda em resultados mais rápidos.

E quais são os objetivos para esse ano?

AS: Obviamente, meu objetivo é ganhar o campeonato. Nos últimos sete, oito anos eu sempre terminei entre os primeiros, brigando pelo título. Se não, porque acordar e treinar todos os dias? Por dois anos, perdi o campeonato por problemas mecânicos e foi difícil de aceitar.

Então trabalho para dar o meu melhor e ser o melhor que posso ser. Porque já ganhei corridas e fiquei chateado porque não tinha pilotado tão bem. E já aconteceu de não ganhar e ficar feliz, porque sabia que tinha dado 100% de mim. O melhor cenário para mim é dar o meu melhor e estar em paz comigo mesmo. Claro, estou no melhor patamar que podia: com os melhores técnicos, melhores mecânicos e patrocinadores. Tenho tudo para estar no topo. E todos nós queremos estar no topo. Como piloto, não diria que isso é uma pressão. A pressão não vem de fora, vem de dentro, de mim mesmo.


"Das expectativas que eu tinha...é completamente diferente do que encontrei. Eu encontrei uma fábrica muito bem estruturada."

Como é a relação com o Bruno Crivillin? Vem parceria por aí?
AS: Eu gosto de ajudar jovens pilotos porque me ajudaram quando eu era mais novo, Andrea Bartolin me ajudou, me deu a chance de ser um piloto profissional. Então sinto que se posso, devo ajudar pilotos mais novos a encontrarem seus caminhos. No Chile, fiquei muito feliz com as vitórias da Enduro Júnior, porque eu estava ajudando Matteo Cavalo, Andrea Verona e Rui Barbosa nos treinos. Trouxe eles para minha casa. E durante o inverno, treinamos juntos. Ensinei muita coisa a eles e agora são pilotos da minha equipe. Naquele ano Matteo venceu o campeonato europeu e Verona venceu o Six Days. Foi um ano incrível. Isso me deixou muito feliz porque vi meu trabalho ajudando esses meninos.

Então em 2018, eu conheci o Bruno Crivillin, conheci nos primeiros GPs, na Espanha. Ele foi muito legal, conversamos bastante. Depois da etapa de Portugal, ele me ligou e perguntou se tinha chances de ter minha ajuda para continuar a correr o Mundial de Enduro. Então coloquei ele em contato com a minha equipe e encontramos uma solução. Ele também veio à minha casa para treinar. Acompanho o trabalho dele, gosto dele como pessoa e como piloto. Agora ele vai fazer toda a temporada na Enduro Júnior. Com certeza, será difícil, porque é diferente das provas brasileiras. Gosto de manter os pés no chão, mas acredito na possibilidade de pódios para ele.

E você encontrou o que esperava? O que está achando?
AS: Das expectativas que eu tinha...é completamente diferente do que encontrei. Eu encontrei uma fábrica muito bem estruturada. E uma das coisas que mais gostei de ver são as pessoas envolvidas no projeto. Elas estão 100% focadas em fazer o melhor. Todas elas, do escritório até a recepção, do desenvolvimento à produção. E isso é algo que me dá motivação extra. Eu entendo que não sou só eu que estou comprometido, mas todos os envolvidos. Isso é muito legal.






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