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Glenn Coldenhoff
Publicado em: 03/03/2016

Piloto comenta a chegada na nova equipe ao lado de Antonio Cairoli
Redação MotoX.com.br - Fotos: Taglioni S./ J. P. Acevedo / Ray Archer


Glenn Coldenhoff chega à KTM após uma temporada na Suzuki MXGP

Nos boxes das etapas brasileiras do Mundial de Motocross, Glenn Coldenhoff se deixava passar praticamente despercebido. A explicação veio adiante na entrevista: gosta de ficar nas sombras. Discreto e tranquilo, o holandês de 25 anos deixa a agressividade para as pistas, mas oscila entre pódios e resultados ruins. Mesmo com esse fator, a KTM resolveu apostar no piloto para integrar o time de Claudio de Carli, ao lado de Antonio Cairoli.

Se o investimento valerá a pena, vai demorar um pouco mais para a equipe saber; no entanto, "The Hoff" não deixa às sombras a vontade de estar entre os primeiros. Confira bate-papo com o piloto, momentos antes das baterias oficiais na abertura do Mundial de Motocross, no Qatar. 


Você venceu seu primeiro GP com uma KTM. Então, na hora de ir para a equipe de fábrica, já tinha uma ideia de como seria correr e fazer parte desse time?
Glenn Coldenhoff: Sim, com certeza. Acho que tem uma diferença grande entre as motos japonesas e as austríacas. Pude sentir isso na hora. Na MX2, competi de KTM em outra equipe e foi quando comecei a me sair bem. Foi nesse momento que obtive resultados, ou seja, com uma moto boa e rápida. Acho que foi um grande passo para a minha carreira e agora espero que seja outro grande passo!


Estar na equipe de fábrica significa que você terá todo o suporte necessário, mas também quer dizer mais pressão, não? Como vimos com Tommy Searle em 2015, você não pode ser dar o luxo de desperdiçar bons resultados.

GC: Talvez isso seja verdade, mas eu assinei por dois anos e acho que todos temos os mesmos objetivos. Treino todos os dias para estar no topo da categoria.

E da equipe em si, não tem pressão. Todos estamos buscando pelo melhor. No inverno, fizemos muitos testes em busca da moto perfeita. Sempre estive de olho na KTM. Jeffrey Herlings chegou nessa posição muito cedo e, nos últimos anos, suas motos eram todas inacreditáveis. Então, estava muito animado quando assinei o contrato e mal podia esperar para começar.

Como foram esses primeiros meses? Você precisou participar de muitos testes e decisões com a equipe mecânica?
GC: Na verdade, não. Comecei com o set-up do Tony Cairoli e para ser sincero me senti bem de imediato. A base da moto já veio muito boa e o motor é muito forte. No final, fizemos mais testes nos últimos dois meses do que no início, então pudemos fazer ajustes mais drásticos.


Principalmente com a suspensão?
GC: Testamos principalmente a suspensão! Gosto de ser preciso nesta parte da moto. Não mexemos muito no motor, porque gostei do jeito que estava desde o início. Brincamos com alguns novos escapes da Akrapovič e isso ajudou também com o controle de aceleração.

Você fez a mudança na hora certa, porque parece que este é o melhor protótipo de 450cc que a KTM preparou...

Sim! Mas nunca testei a antiga 450SX-F quando estava na MX2...nem mesmo a 350 SX-F. Todo mundo me perguntou se eu competiria com a 350. Mas na equipe não teve nem conversa, fui direto para a 450 e me senti ótimo.

Você sempre esteve em equipes holandesas ou belgas. Como é agora em uma equipe italiana?

GC: Bom..., mas eles têm um estilo de vida diferente! Principalmente com o jantar, muito tarde. Estou sofrendo um pouco com isso. Estou acostumado com café da manhã, então almoço ao meio dia e jantar às seis. E eles não jantam antes das oito! É a única coisa que preciso me acostumar. A equipe é bem tranquila e não tem estresse, gosto bastante.


É seu segundo ano na MXGP. Em 2015, você estreou com uma meta modesta de chegadas dentro do top 10, algo que aconteceu. Mas seus resultados variaram desde de chegadas fora do top 10 até vitórias e pódios. Também precisou lidar com duas lesões...
GC: É verdade que tive altos e baixos. Comecei mal, com dedos quebrados em cada pé, e se você não estiver 100% em uma classe forte, a coisa complica. Tive alguns bons picos em 2015 e este ano vamos tentar repeti-los mais. Não mudei muito meus treinos ou estilo de pilotagem. Temos trabalhado treinos de explosão e baterias mais longas, enfim, um pouco de tudo. Estou trabalhando com Joel Smets e mantemos a mesma rotina de exercícios também.

Da última vez que você começou uma temporada 100% foi em 2014 e conquistou três pódios nas primeiras cinco etapas. Alguma chance de repetir o feito na MXGP?
GC: Com certeza. Vai ser mais difícil porque a classe é mais difícil, mas qualquer coisa pode acontecer. Nestas três primeiras baterias de treino fora da Europa, não me sai tão bem, porque tive câimbra e me distanciei alguns segundos dos caras da ponta, o que na verdade já é muita coisa. Mas esse é justamente o GP mais diferente. E os treinos são para adaptação com a pista e o clima daqui. Veremos...

(O desempenho do piloto não foi dos mais brilhantes: Coldenhoff ficou com a nona posição do GP no Qatar.)  


Você não é exatamente um “superstar” e alguém que goste de estar sob os holofotes. Então é bom ter o Toni Cairoli ao seu lado tendo a maior parte da atenção? Você pode fazer suas próprias coisas...
GC: Sim, acho que sim. Ele é muito famoso, principalmente na Itália e é algo louco de ver. Gosto de ficar um pouco na sombra, então posso continuar meu trabalho. Sou feliz assim.

Ultimamente, a KTM sofreu uma invasão holandesa! Três dos cinco pilotos da equipe de fábrica são da Holanda...
GC: Sim! E para ser honesto, eu gosto. É bem legal. Ter três holandeses no melhor time do mundo é especial. Meu mecânico também é holandês e o cara que trabalha com o Davy Pootjes também é.


Se Herlings se sair bem esse ano, então há sérias chances de um time bem forte no Motocross das Nações.
GC: Seria muito bom três caras da mesma equipe em um time só na competição. Se todos nós estivermos fortes no momento, acho que é algo que vai acontecer.






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