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O motocross e seus campeões no Irã
Publicado em: 31/10/2014

Assista três vídeos que sintetizam o esporte no país
Redação MotoX.com.br: Maurício Arruda 

Modalidade tem praticantes apaixonados na Ásia Ocidental

Imagino que fora da Ásia Ocidental, ou até mesmo nela, poucas pessoas tenham ideia de como é o motocross no Irã, ou melhor, de que a modalidade exista no país. Digamos que nosso querido esporte não está entre os mais populares, mas isto não impede que em Parand, uma cidade a cerca de 35km de Teerã, nas montanhas que circundam a capital iraniana, exista uma grande pista, larga e cheia de saltos, onde os pilotos locais podem treinar e competir. Algumas provas são realizadas lá anualmente, como o Iran Held Motocross, tema da reportagem do primeiro vídeo da série que ilustra esta matéria. Nem mesmo o forte embargo comercial imposto ao país, que dificulta o acesso aos equipamentos, impede que o esporte sobreviva com praticantes apaixonados. 



Curiosamente, o campeão nacional, e também da Asia, Amir Reza Sabeti Far não é o piloto iraniano mais conhecido no mundo, como veremos a seguir. Mesmo sem ser famoso, Amir tem estilo, como mostra principalmente nos saltos do segundo vídeo publicado aqui, um registro feito no ano passado. Após cerca de 1min20segs com caras e poses do campeão exibindo seu lado modelo, a ação começa efetivamente com um 'whip' sensacional abrindo a parte do clipe que interessa.

Mas, se o campeão não é o mais citado mundo afora, quem é a principal estrela do esporte? A resposta é Noora Naraghi, 26 anos, a primeira campeã feminina de motocross do Irã. No país, onde mais de 90% da população é muçulmana, existem muitas restrições as mulheres, por isso o fato surpreende. Elas não podem, por exemplo, dirigir motocicletas em vias públicas. Desde criança, Noora foi incentivada a pilotar pelo pai, Mehrshad, que já competia. Aos quatro anos ela ganhou a primeira moto. Hoje, além dela e do pai, o irmão mais novo, a mãe, Shahrzad Nazifi, e o marido, Hadi Moghaddas, praticam motocross.



O que fez Noora ganhar notoriedade no exterior foi uma viagem aos Estados Unidos, em 2010, ano seguinte ao da conquista de seu primeiro título. Fã da campeã norte-americana Ashley Foilek, a iraniana enviou um e-mail a um patrocinador da atleta contando da sua admiração e um pouco de sua história no esporte. Junto com a resposta veio um convite para conhecê-la pessoalmente. O sonho virou realidade e com um bônus espetacular, a oportunidade de disputar uma etapa do WMA, o campeonato feminino dos Estados Unidos. Foi um aprendizado inesquecível para ela. Noora ainda voltou à América em outra oportunidade para uma série de aulas com a campeã mundial Stefy Bau.

Em um dos poucos registros em vídeo da jovem, feito há cerca de dois anos, ela aparece treinando com outras três pilotos do Irã. Chama a atenção o uso do chador (veste feminina semelhante a burca, mas que expõe um pouco mais o rosto) junto aos equipamentos de proteção, uma regra mantida pelas mulheres muçulmanas até mesmo na hora de pilotar.










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