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> Reportagens > Especial

Um novo desafio: Villopoto a caminho da Europa
Publicado em: 09/10/2014

Piloto comenta em seu site oficial a mudança para a Europa
Redação MotoX.com.br - Fotos: Divulgação Kawasaki / rv2.com

O tetracampeão do AMA Supercross finalmente falou sobre os planos para o futuro em seu blog pessoal. Em carta direcionada aos fãs, Ryan Villopoto fala francamente sobre o momento da carreira e os porquês da mudança para a competição do Mundial de Motocross no próximo ano. Confira:


 Durante o GP da Alemanha em 2014

"Um novo Desafio - A caminho da Europa

Olá a todos,

A essa altura vocês provavelmente já sabem que estarei correndo no Mundial de Motocross na próxima temporada. É um alívio finalmente poder falar, tirar o nó da garganta e compartilhar com todos vocês. Sei que o suspense estava enlouquecendo alguns, mas tinha que manter o sigilo até o contrato com a Kawasaki norte-americana expirar. Juntos tivemos bons momentos e ótimas memórias, mas agora é hora de tocar em frente e tentar algo diferente.


"Nesse verão pensei em mudar para quatro rodas. Este sou eu com Ken Block durante o Rallycross próximo a Long Beach há algumas semanas"
Sei que muitas pessoas apostaram que eu me aposentaria, e para ser honesto, considerei essa ideia. A vida de piloto profissional de motocross pode ser muito difícil - especialmente se você cai bastante. Me perguntava se eu queria encarar toda essa escalada de novo. Recuperar a forma? Não tinha certeza se queria passar por tudo isso de novo. O que já aconteceu em dois momentos - retornar de lesões complicadas. Nesse ponto, ainda são cinco meses ou mais até o gate cair no Catar...

Assim que consegui analisar a ideia e considerar com 'ok, vamos tentar', é definitivamente um trabalho que leva tempo. É engraçado porque apesar da Kawasaki ser uma companhia, KMC (EUA), KME (Europa) e KHI (Japão) são três entidades distintas. Então tínhamos que relacionar e direcionar tudo no caminho certo...tentando conseguir alinhar todas as partes. Realmente, levou um tempo.

E então tem a questão do meu aspecto físico: não é como se eu estivesse saindo de uma temporada inteiro e retornando após duas semanas de descanso. Você não perde muito dessa maneira. Definitivamente, o desafio é mais complicado pelo caminho que estou enfrentando.

Tem algumas coisas que me deixam nervoso. Uma delas, obviamente, é viajar por diferentes países. Alguns lugares são um pouco mais rudimentares, então são pontos que preciso me preocupar. Aprender os costumes locais. E tenho que aprender muito rápido. Coisas como tomar água da torneira, e ai ficar doente - esse é o tipo de coisa que vou precisar aprender depressa. Ou seja, evitar cometer erros assim.

Quando o assunto são as motos, as pistas - são as coisas onde eu realmente sou bom. Tenho uma boa base adquirida da KMC. Nossa moto de fábrica é uma das melhores. E a Kawasaki da Europa tem motos tão boas quanto. A boa notícia é que será essencialmente a mesma moto - com algumas peças e acerto um pouco diferentes. Sei como pilotar minha moto e já tenho ela ajustada, então planejo usar o mesmo acerto.

Já competi o Motocross das Nações, mas é uma corrida difícil de avaliar. É como Anaheim 1 - não é o melhor lugar para suposições. Sinto que Tony Cairoli provavelmente será um dos meus rivais mais fortes. Você não pode deixar de pensar que ele será o cara - já venceu oito anos seguidos! E também tem pilotos como Gautier Paulin e Steven Frossard. Será difícil competir contra os europeus. Imagino que eles me surpreenderão em alguns pontos e eu, em outros.

Voamos para Bruxelas no dia 10 de outubro para encontrar a equipe. Já conheci alguns caras e visitei a oficina, que fica na Holanda, a cerca de 40 milhas onde meu amigo e collega de time Tyla Rattray vive - basicamente na região de Lommel. Ele vai fazer alguns testes em Saint Jean (D’Angely). O lugar de minha última corrida no Nações em 2011.

Acima de tudo, só espero ir para lá e realmente aproveitar este último ano. É uma chance única. Vou encerrar minha carreira, com vitória ou derrota, depois dessa temporada...mas adoraria vencer e terminar no topo. Não vou dizer que será mais fácil ou mais difícil - com certeza, será diferente. Reconheço que muitos dos meus fãs estão desapontados porque não estarei competindo o Supercross ou o (AMA) Motocross, mas espero que se animem e me acompanhem ao longo dos GPs, será uma jornada que você não vai querer perder".

Ryan Villopoto









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