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Stefany Serrão
Publicado em: 29/08/2014

Paulista de 18 anos é campeã latinoamericana de Motocross Feminino
Redação MotoX.com.br - Carolina e Maurício Arruda - Fotos: Arquivo Pessoal


Stefany Serrão comemorando no centro do pódio o título de campeã latinoamericana de Motocross Feminino

A paulista Stefany Serrão, de 18 anos, trouxe ao Brasil o título inédito de campeã latinoamericana de Motocross Feminino. A conquista foi garantida no dia 17, em Tangancícuaro, no México. A piloto era a única representante brasileira na competição e, logo nos treinos, quando foi a mais rápida, foi apontada como a grande favorita na disputa.

A vitória foi debaixo de chuva, mostrando ainda mais a habilidade e preparo de Stefany para a competição. Apesar de breve, a experiência acrescentou muito na carreira da piloto, que pretende crescer ainda mais na modalidade e cumprir novos objetivos.

Confira como foram as disputas nas palavras da piloto:


Etapa única da competição foi realizada no México


A brasileira concentrada antes de entrar na pista
MotoX: Parabéns pela conquista. Uma vitória internacional está longe de ser questão de sorte. Como foi a preparação dentro e fora das pistas, antes de chegar ao título no Campeonato Latino-Americano de Motocross Feminino?
Stefany Serrão:
Obrigada. Bom, eu venho treinando intensamente há algum tempo já, mas em específico, este ano contei com o auxílio dos meus companheiros de equipe, principalmente o Jean (Ramos), que me ajudou bastante. Além disso, tenho investido muito na parte física, que fica por conta do meu personal Roberto (César de Oliveira), que tem a coluna de preparação física aqui mesmo no site.

MotoX: Você começou cedo no motocross, pratica a modalidade desde as categorias de base. Tudo era como uma brincadeira ou desde o início você pensou em uma carreira profissional no esporte?
SS:
Começou como uma brincadeira de criança. Meu pai tem negócios no meio e me levou para assistir a uma corrida. Foi paixão a primeira vista (risos).

MotoX: Em algum período você pensou em parar de competir?
SS:
Acho que todo atleta tem altos e baixos. Já pensei sim, quando operei o meu joelho pela segunda vez em 2012.

MotoX: Ao ter o primeiro contato com a pista de Tangancícuaro, quais foram as impressões? Havia muitas diferenças em relação às pistas brasileiras? Algum choque?
SS:
Nossa, eu fiquei impressionada. Eu sabia que teria que dar o meu melhor desde o início, pois o chão arenoso é algo que eu não tenho aqui, e isso me impressionou bastante, mas o estilo me agradou muito, bem natural.


A Honda CRF 250R com a qual Stefany disputou a competição


A piloto fazendo graça pra foto ao lado do pai, Dener Serrão, durante a viagem
MotoX: Você competiu com uma moto alugada. Como foram os ajustes do equipamento para as corridas e como era a estrutura de apoio e equipe que você pôde contar durante esse final de semana?
SS:
Contei com uma CRF 250 2014. Um mecânico me deu o suporte lá, mas eu corri com a moto toda original.

MotoX: Conte um pouco sobre as corridas. Como foram as largadas, ultrapassagens, etc.?
SS:
Eu larguei muito mal. Era no asfalto. Saí no segundo pelotão, mas tinha estudado muito bem a pista e sabia onde fazer as ultrapassagens corretas. Na primeira bateria alcancei a liderança na segunda volta. Dei um tiro e depois mantive a distância para vencer sob um forte calor, com 20 segundos de vantagem.

Na segunda, consegui largar um pouco pior (risos). Quase me envolvi em um acidente logo no início e saí bem para trás. Na terceira volta, alcancei a líder hondurenha e já ultrapassei, liguei o modo turbo e fui até o final. Tomei uma picada de vespa a três voltas do fim, começou a chover e graças a Deus eu estava bem na frente. Consegui vencer com quase 50 segundos de vantagem.

MotoX: Desde os treinos você impôs um ritmo bem superior ao das adversárias. Apesar disso, você ficou insegura em relação à conquista do título em algum momento?
SS:
Se eu falar que não, vou estar mentindo. De sábado pra domingo, fiquei bem ansiosa, afinal, não adiantava nada fazer todos os primeiros tempos e perder as corridas. Mas, logo depois do warm-up, me soltei mais ainda e percebi que era o meu dia, o meu momento. Parei e pensei: eu dei muito duro pra chegar até aqui, a minha hora é agora, não vou amarelar nem a pau, não vou errar, vou ganhar! Então, me foquei ao máximo para as duas baterias.


A campeã aguardando o momento da vistoria na sua moto


As credenciais de acesso ao evento
MotoX: Você sentiu diferença do seu estilo de pilotagem em relação ao das outras concorrentes?
SS:
Um pouco, eu tenho um jeito mais suave, elas não, é mais agressivo. Isso varia também de piloto para piloto.

MotoX: Das concorrentes, alguma te impressionou ou chamou atenção?
SS:
A Alexandra (Lopez, de Honduras, vice-campeã da competição) e a Maria (Lorca, da Venezuela, terceira colocada) são ótimas pilotos, sabem andar de moto muito bem.

MotoX: E fora da pista, como foi o contato com as outras pilotos?
SS:
Comecei a me enturmar depois dos treinos. Não poderia ter sido melhor, fiz uma grande amiga, a argentina Dalila Hidalgo, que me ajudou bastante, mas o restante das meninas me acolheram muito bem também.

MotoX: Você conheceu pilotos de diversos países na competição. Ao seu ver, como está o motocross feminino na América Latina?
SS
: Está caminhando, numa crescente evolução. Se você for ver, a (Mariana) Balbi competiu em alto nível no Mundial, fez bonito, ou seja, o nível está alto.


Banner da prova com o nome da brasileira junto com a bandeira nacional

MotoX: O que falta para o motocross feminino se fortalecer no nosso país?
SS:
Falta apoio por parte da fábricas, dos patrocinadores, mas principalmente da Federação. Para você melhorar, tem que correr, competir. Ter uma etapa no ano valendo o título não é correto, não é assim que vamos melhorar, falta união também.

MotoX: De volta ao Brasil, o que você trouxe de aprendizado na bagagem para colocar em prática nas pistas?
SS:
Eu trouxe a experiência, ter que me virar em condições difíceis.


Pista "La Quebradora" foi palco do campeonato

MotoX: Já está de olho em outra competição internacional?
SS:
Por enquanto não, meu foco é aqui.

MotoX: Quais são os planos para o término da temporada 2014 e para 2015?
SS:
Tentar subir ao pódio na MX3, vencer a MXF na Copa Minas Gerais de Motocross e brigar pelo titulo feminino no brasileiro.


Stefany foi mais rápida que as adversárias desde os treinos

MotoX: Stefany, parabéns e muito obrigado!
SS:
Gostaria de agracer a vocês por desde o início me ajudarem bastante, meus patrocinadores, a Honda, IMS, Vulcano, General e LS2, agradecer aos meus pais, minha família, equipe, Frank Galvão (mecânico e preparador), Jean e aos meus amigos pela força. Sem vocês eu não teria chegado até aqui! Valeu!

Assista ao vídeo com as corridas:




Mais uma imagem do circuito mexicano


Chuva deixou o traçado mais difícil no momento das corridas


Área de box da brasileira, ao lado de uma concorrente de Porto Rico








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