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Carlos Campano
Publicado em: 30/01/2013

Espanhol se prepara para defender título no Campeonato Brasileiro de Motocross
Redação MotoX.com.br - Texto e fotos: Maurício Arruda


Carlos Campano


Espanhol disputou em 2012 sua primeira temporada no Brasil
Não é de hoje que o motocross no Brasil fala outras línguas. A primeira invasão estrangeira nas competições nacionais ocorreu na década de 80, quando nomes como Rodney Smith, Kenny Keilon e Jordi Elias, entre outros, eram presença frequente no pódio. Atualmente o esporte em nosso país passa por uma nova fase na qual os gringos se destacam. Na última temporada, um espanhol ganhou os holofotes da categoria MX1 (450cc) com um início fulminante, repleto de vitórias e que acabou com conquistas importantes como os títulos no Campeonato Brasileiro de Motocross e na Superliga Brasil de Motocross. O nome dele? Carlos Campano, 27 anos, natural de Sevilha e dono de um currículo que incluí a conquista do Mundial de Motocross na categoria MX3.

Com contrato renovado para mais uma temporada pela equipe Geração Yamaha, Campano está na Espanha onde se dedica ao tratamento de uma lesão sofrida na final do Arena Cross. Na entrevista abaixo, ele fala das conquistas obtidas, das dificuldades de correr em um país continental, de adversários, do trabalho na recuperação, da relação com a equipe e da vida que leva na cidade de Florianópolis, Santa Catarina.

MotoX: Em seu primeiro ano competindo no Brasil você foi o piloto com mais vitórias. A adaptação foi tranquila? O que você conhecia do país antes de aceitar a proposta para correr aqui?
Campano: Foi um ano bom para o meu rendimento. Me senti muito bem com a moto e em um grande nível. Ganhei a maioria das baterias. No começo, tive que me adaptar aos circuitos, ao tipo de competição, à maneira de trabalhar das equipes e aos organizadores, mas em geral foi positivo. Desde 2009, quando corri no Mundial em Canelinha, fiquei encantado com o país e comecei a acompanhar pilotos e campeonatos brasileiros.


Piloto defende a equipe Geração Yamaha


"Quando corri no Mundial em Canelinha, fiquei encantado com o país e comecei a acompanhar pilotos e campeonatos brasileiros".
MotoX: Foi uma temporada quase perfeita para você, com os títulos no Brasileiro e na Superliga, mas que acabou com um acidente na final do Arena Cross. O que aconteceu naquela corrida e qual a sua condição física atual?
Campano: Na Superliga foi tudo muito bem e ganhei com uma boa margem de diferença, mas no Brasileiro, ainda que tenha ganhado a maioria das baterias, tive problemas mecânicos, que junto a uma atitude um pouco antidesportiva de Chatfield na penúltima corrida em que fraturei um dos dedos (NDR: incidente que rendeu uma reclamação formal enviada à direção de prova pela equipe de Campano), ganhei com muita dificuldade.

O Arena Cross é um campeonato com circuitos pequenos, em que há pouca diferença entre os pilotos. Estou contente porque venci mais baterias que nenhum outro piloto, mas, um abandono em Balneário Camboriú, depois de quebrar um guidão, fez com que tivesse muita desvantagem. Ainda assim recuperei os pontos e na última corrida tinha chances de ganhar o título, mas a IMS (equipe de Adam Chatfield) contratou pilotos que não disputavam nada, somente para me frear, e isso fez com que eu acabasse no hospital com a tíbia fraturada.

MotoX: Você já voltou aos treinos com moto? Como está sendo sua pré-temporada?
Campano: Estou trabalhando muito, todos os dias vou à reabilitação e já posso nadar e pedalar. Está sendo muito duro, mas vou cumprindo os prazos e os médicos estão muito contentes. Minha pré-temporada com a moto vai ser muito curta, mas espero chegar em um bom nível e estar 100% depois de duas ou três corridas.


Campano é o atual campeão brasileiro de motocross na categoria MX1


Rivalidade com Adam Chatfield rendeu momentos polêmicos
MotoX: Quando pretende retornar ao Brasil?
Campano: Assim que eu puder subir na moto e tiver boas sensações, voltarei ao Brasil para trabalhar com toda minha equipe, sob minha direção, nas motos novas.

MotoX: Em 2013 segue tudo igual? Mesma equipe, mesma moto, mesmos patrocinadores, mesmo mecânico?
Campano: Minha equipe será novamente a Geração Yamaha e mudaremos poucas coisas. Tudo estará melhor organizado, vamos crescer bastante e teremos alguns novos patrocinadores. Mas é importante que a convivência da equipe seja tão boa como em 2012, para que não mudemos a filosofia do time.

MotoX: Este ano não haverá Superliga de Motocross e as competições nacionais serão o Brasileiro de Motocross e o Arena Cross. A previsão de menos provas prejudicou a sua negociação para permanecer no Brasil?
Campano: A Superliga era um grande campeonato e é uma pena que não seja realizado em 2013, mas a Romagnolli e a CBM não chegaram a nenhum acordo e a situação de 2012 em que os dois campeonatos se organizavam em semanas seguidas, com corridas a três mil quilômetros de distância... Era impossível para as equipes. Nem competindo em um Mundial completo uma equipe tinha que fazer a quantidade de quilômetros que fizemos em 2012 no Brasil. O Arena não é meu objetivo, mas, se interessa a minha equipe, tentaremos ganhar, no entanto, para mim o importante é o Brasileiro de Motocross.

MotoX: Se pudesse dar uma sugestão para os campeonatos do Brasil, qual seria?
Campano: Para mim, alternar provas do Brasileiro de Motocross com provas do Arena Cross é um grande erro. O calendário deveria ter um campeonato e depois o outro, não alternar dois tipos de competições tão diferentes quanto à preparação de pilotos e das motos. Deveriam escutar aos pilotos e às equipes. Temos boas idéias que melhorariam o esporte no Brasil.


"Alternar provas do Brasileiro de Motocross com provas do Arena Cross é um grande erro. O calendário deveria ter um campeonato e depois o outro".


A conquista do título no Mundial de Motocross MX3 rendeu uma oportunidade na equipe oficial Yamaha
MotoX: Com o calendário mais enxuto sua equipe planeja a participação em mais provas estaduais?
Campano: O que eu mais gosto é competir. Sempre que for possível e não for prejudicial para os objetivos principais estaremos nas corridas.

MotoX: Você conquistou o título Mundial de Motocross MX3 em 2010, um campeonato que os pilotos usam como vitrine para ter uma chance nas grandes equipes. Como foi esse período, você tinha uma boa condição e boa estrutura para correr?
Campano: Foi uma grande experiência. Era uma estrutura própria e pequena, mas por ser minha própria equipe, eu tinha muito claro do que necessitávamos e tudo foi perfeito. Corremos com equipes com as mesmas possibilidades que as nossas, conseguimos ganhar e demonstrar que meu nível era muito bom.
 
MotoX: No ano seguinte, quando David Philippaerts se machucou, você teve a oportunidade de competir na MX1 pela equipe de fábrica da Yamaha em três etapas. Como foi a experiência?
Campano: Foi incrível. Realmente não esperava que uma equipe oficial fosse tão diferente e que a moto fosse tão rápida. Na primeira corrida, eu estava no pódio quando foi dada bandeira vermelha (NDR: interrompendo a prova) por uma queda. Depois de retornar à corrida, terminei em sexto, e vi que com uma moto oficial tinha chances de pódio, o que foi uma grande alegria depois de lutar todo o ano para estar entre os dez primeiros.

MotoX: Depois disso surgiram convites para permanecer no Mundial de Motocross? Você teve propostas interessantes além da que teve para vir para o Brasil?
Campano: Tinha opções de correr na MX1, mas não tinha opção para uma moto oficial. Eu quero ganhar e na MX1 o nível é tão alto que sem uma moto oficial não se chega aos oito primeiros. No Brasil todas as motos estão no mesmo nível e o que diferencia é a marca e o piloto, por isso decidi vir à Yamaha Brasil.


"Não esperava que uma equipe oficial fosse tão diferente e que a moto fosse tão rápida".


"Em Florianópolis fiz bons amigos e amo minha vida no Brasil".
MotoX: Sua Yamaha aqui no Brasil tinha peças especiais. Ela era próxima a da equipe oficial do mundial? Quais as diferenças?
Campano: Minha Yamaha 2012 tinha um kit Rinaldi que se pode comprar, comando de válvulas e CDI. Meu mecânico trabalhou nas minhas suspensões RG3, e algumas peças de patrocinadores como LCM, Circuit, Yoshimura, Vaz... Quem quiser ter uma moto como a minha é fácil.

MotoX: Seu irmão e sua namorada lhe acompanharam em algumas provas no ano passado, mesmo assim você está em outro país e longe da família. Como tem sido a vida no Brasil?
Campano: Minha namorada e meu irmão me ajudaram muito, pois não estou sozinho tão longe da família. Sinto saudades dos meus pais e dos amigos, mas em Florianópolis fiz bons amigos e amo minha vida no Brasil. Posso me concentrar nos treinamentos e correr, a equipe é uma parte da família que eu queria.

MotoX: E o motocross na Espanha, como anda? Você tem acompanhado a modalidade no seu país?
Campano: Na Europa e ainda mais na Espanha, a situação é ruim. Há pouquíssimas equipes e é muito difícil competir em boas condições. Acompanho os resultados, pois tenho muitos amigos de vários anos, mas não sinto falta do campeonato.






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