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Pilotos, público e industria analisam o GP Brasil de Motocross
Publicado em: 23/09/2009
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Opiniões sobre o Honda GP Brasil de Motocross em Canelinha
Redação MotoX.com.br - Lucídio Arruda - fotos: Maurício Arruda


O Grande Prêmio Brasil de Motocross, disputado há exatos dez dias em Canelinha, SC, já é considerado por muitos como o maior evento da história esportiva no motociclismo brasileiro.

Veja também:
- Galeria 1 - Imagens das motos do mundial e os bastidores do GP
- Galeria 2 - Imagens dos treinos
- Galeria 3 - Imagens das primeiras baterias
- Galeria 4 - Imagens das baterias finais
- Os vídeos da etapa na MotoX TV
 

Sim, já tivemos outras etapas do Mundial de Motocross e eventos de grande tradição como o Six Days de Enduro em Fortaleza, o Mundial de Motovelocidade no Rio de Janeiro e até mesmo o Motocross das Nações em Indaiatuba. Mas o evento em Canelinha foi especial, principalmente pela atmosfera gerada com a presença maciça do público. Pudemos também presenciar o quanto evoluiu o Mundial de Motocross em termos de organização, cenografia, construção de pista e esportivamente após esses quase dez anos de ausência em nosso país.


 Nível técnico da pista estava muito acima das etapas do Brasileiro

Porém um evento deste porte também tem seus pontos negativos. Para a torcida o principal foi a falta de competitividade dos pilotos brasileiros frente aos pilotos regulares do Mundial, a excessão Antônio Jorge Balbi que já compete há cinco anos no exterior.

Outro foi o acesso confuso ao evento, causado principalmente pelo despreparo da polícia local, que em vez de orientar parecia que estava alí para causar mais confusão. Alguns colegas da imprensa, mesmo credenciados, tiveram que carregar seus equipamentos por mais de 2 quilômetros até o portão de entrada do motódromo. Também houve muita reclamação de quem comprou o ingresso vip (de R$ 400,00 a R$ 700,00) e não teve o serviço conforme o prometido.

Abaixo algumas das opiniões.


Pilotos analisam participação brasileira no Mundial de Motocross
Colaboração e fotos: Gerson Coas / Reportagem FCM


João Paulino Marronzinho

Grandes nomes do motociclismo nacional como Antonio Jorge Balbi Jr., Swian Zanoni, Wellington Garcia, João “Marronzinho” Júnior, Cristopher “Pipo” Castro, Leandro Silva, Gabriel Gentil, Jean Ramos, Roosevelt Assunção, Rafael Zenni, Rafael Faria, Gustavo Takahashi, Thales Vilardi, Rodrigo Rodrigues, Hector Assunção, Mariana Balbi, Marcello e Dudu Lima tiveram a oportunidade de disputar uma prova ao lado de campeões mundiais como Antonio Cairolli e Marvin Musquin, nesse final de semana, 12 e 13 de setembro, durante a grande final do Campeonato Mundial de Motocross 2009, o Honda GP Brasil, em Canelinha.


Swian Zanoni
Com a sua experiência Balbi conseguiu um histórico 10º lugar no geral, a melhor colocação de um piloto brasileiro em provas do campeonato mundial.

Para os demais os resultados não foram tão expressivos, mas a oportunidade e a experiência adquirida aliadas ao carinho do público tornaram o final de semana dos pilotos nacionais inesquecível, como disse Marronzinho. “Na primeira bateria eu andei bem e terminei na 16ª colocação. Na segunda estava em 14º, quando sofri uma queda forte, e cai para as últimas colocações, mas ainda consegui chegar na 21ª colocação, terminando a etapa na 20ª posição no geral. Andei na frente de grandes pilotos em alguns momentos, mas infelizmente houve esse imprevisto. Espero ter outras oportunidades como esta e a cada uma delas crescer dentro da pista”, comentou o tricampeão brasileiro, João Marronzinho Júnior.

Gabriel Gentil terminou a etapa na 32ª colocação, mas para ele, a experiência conquistada nesses dois dias valeu mais do que qualquer resultado. “O que estou levando daqui não são os resultados, mas sim a experiência e o convívio com campeões mundiais. Mesmo eu não tendo um bom resultado a energia do público berrando nas arquibancadas a cada volta que eu completava foi incrível. Agora espero colocar em prática tudo o que aprendi com eles (pilotos) e melhorar cada vez mais meu desempenho dentro das pistas”, disse. 


Pipo Castro

O atual vice-campeão brasileiro das categorias MX1 e MX2, Pipo Castro, lamentou ser apenas o 20º colocado no geral, mas destacou a oportunidade e o contato que teve com os grandes pilotos e suas equipes. “Eu posso dizer que eu não tive o resultado que eu queria. Na primeira bateria tive um resultado muito bom, 16º, por pouco não fui o melhor brasileiro, fiquei como segundo melhor brasileiro. Me poupei um pouco na primeira para apostar todas as fichas na segunda bateria, eu estava muito confiante, mas acabou não dando muito certo. Na primeira volta eu tive um tombo um pouco forte, acabei ficando sem ar, a moto demorou pra pegar, acabei perdendo muito tempo, mas consegui recuperar e chegar na 22ª posição. Um resultado razoável, mas eu estou saindo daqui muito feliz e satisfeito porque não é sempre que temos uma oportunidade dessa de estar podendo alinhar junto com os melhores pilotos do mundo”, analisou.


Gabriel Gentil
Swian Zanoni foi o melhor brasileiro na MX2. Nos treinos livres foi o mais rápido e nas provas oficiais só confirmou o resultado, terminando a etapa como o melhor brasileiro da categoria, com um 14º e um 15º lugar nas baterias, e o 14º lugar no geral. “Eu queria ficar de qualquer jeito entre os 15. Na primeira volta tomei uma queda, mas consegui uma recuperação e na última curva bati o pé com muita força que me prejudicou um pouco na segunda bateria. Nessa tive que andar com muito cuidado para chegar até o final”, contou.

Com sua experiência nas temporadas do AMA, é natural perceber que dentre os brasileiros Balbi é quem possui a pilotagem mais próxima à dos pilotos do circuito mundial. Porém, também foi fácil identificar que ele não estava totalmente a vontade com a moto que utilizava na pista de Canelinha. “Lá fora a gente anda em pista com mais velocidade, mas com mais saltos, canaletas, terreno mais solto. Aqui por ser uma pista mais travada mas muito técnica, realmente eu tive problemas no acerto com a moto. O principal é que ela não tinha a saída de curvas, faltava torque”.

Balbi esperava ficar entre os 10 da prova e ficou feliz por ter conseguido seu objetivo. “Acho que andei num ritmo muito bom. Estava brigando com pilotos europeus e motos de fábrica. Mas o público tem uma parcela desse sucesso. O público gritou muito, era grande a emoção, sentia que o público gritava a cada passagem”.

Desabafo 


Antônio Jorge Balbi Jr.

Durante a coletiva de imprensa Balbi fez um verdadeiro desabafo, e enquanto pedia desculpas por tê-lo feito, era aplaudido, o que o incentivou a continuar.


Balbi
“Nós precisamos ter condições de pista como essas. Para eles (os estrangeiros) a pista não é dificuldade nenhuma. Para nós brasileiros, além da concentração da corrida, a maior parte tem que se preocupar com as dificuldades do traçado. Eu me formei em pistas muito diferente dessas, e sei do que estou falando. Temos que dar os parabéns para os organizadores, aqui para a Federação Catarinense, por que agora o Brasil tem pelo menos uma pista nos padrões internacionais. Porém, espero que a CBM finalmente acorde para o que aconteceu hoje. Os nossos melhores pilotos ficaram muito para trás. Temos que separar as categorias amadoras das profissionais. Parem com isso!”, desabafou.

“Piloto bons nós temos, falta a CBM, os patrocinadores, darem condições para a evolução dos pilotos. Temos que ter mais pilotos brasileiros correndo lá fora. O Swian que foi o nosso melhor piloto da MX2, já conhecia alguns pilotos como Musquin, de provas na Alemanha, Suíça e Áustria numa pós-temporada que ele fez em 2007. E hoje o Musquin se tornou campeão mundial! O público estava vibrando tanto hoje com a participação dos brasileiros. Imagine se tivéssemos pilotos brasileiros andando entre os cinco. Eles iriam pular tanto que desmontariam as arquibancadas!”, observou.


Problemas na área VIP
E-mail recebido do leitor Marcelo Eliseu


Srs(as),

Gostaria de informar minha DECEPÇÃO em relação a organização do Mundial de Motocross realizado em Canelinha:
 
- confusão na entrada da area VIP e arquibancana coberta, principalmente no sábado. Aglomeração de um monte de pessoas, amadorismo na organização da entrada e estacionamentos. 

- pura enganação no setor supostamente chamado de "AREA VIP do LANCENET" que foi vendido de 400 a 750 REAIS oferecendo serviço de "cathering" ou "alimentação". Despreparo total no atendimento e serviço de buffet. No sábado informaram que não haveria nada (o que não estava divulgado/explicito no site). Extrema falta de simpatia da pessoa responsável pela area VIP.

No domingo não havia lugar para todo mundo sentar e muito menos para ver a corrida de modo decente ou digamos de modo VIP. A alimentacão era insuficiente para todo mundo, mais de 300 pessoas no local e quando chegava algo, era para 20 pessoas no máximo, conclusão: em menos de 1 minuto acabava tudo e a próxima somente horas depois. Todos se sentiam enganados e muito frustados. Infelizmente este tipo de situação empobrece o evento e nos faz refletir sobre futuros eventos.

Abraços,
___________
Marcelo Eliseu 


Opinião de Luiz Philippe - Diretor IKAT do Brasil

Como tenho assistido pessoalmente a vários eventos de motocross e supercross internacionais, o meu primeiro evento GP Brasil de Motocross, realizado este final de semana, foi sem dúvida uns dos melhores eventos que já assisti. No entanto algumas coisas me alertaram que estamos ainda vulneráveis. Abaixo resumo o que achei bom e ruim.

BOM:


1- Organização: comparado com eventos em outros paises a organização estava impecável: horário de prova, organização de box, áreas VIP´s banheiros.

2- Pista: Sem dúvida a grande surpresa. Esperava uma pista típica tupiniquim mas fiquei surpreso com uma pista técnica, segura e espetacular. Esperamos que os projetistas de pistas possam incorporar aspectos desta pista nos campeonatos regionais e no Brasileiro de motocross para aumentar o nível de nossos pilotos.

3- Patrocinadores: Fiquei com muita inveja de quem investiu nesse evento. Ter sua marca associada a esse tipo de evento é realmente invejável; para qualquer empresário. Parabéns a todos que investiram e ajudaram a realizar esse evento.

4- Público: Não conhecia o público do Sul e se o que vi é o "normal" então o Brasil tem muito a aprender com a paixão deles por esse tipo de competição. Também recebi muito bons comentários da Federação de Motociclismo de Santa Catarina e prefeitura. Agradeço a janela de oportunidade que vocês criaram para esse esporte.

RUIM:


1- Pilotos Brasileiros: À exceção dos irmãos Balbi, o Brasil não tem pilotos a altura de um mundial. Os demais pilotos brasileiros tomaram volta dos 10 primeiros europeus nas duas baterias das duas categorias! Gostaria de lembrar que Marvin Musquin, o campeão MX2, não recebia salário há um ano e meio anos antes da KTM contratá-lo. Vários outros pilotos estrangeiros têm uma estrutura semi-privada, semelhante a do Balbi nos EUA (portanto inferior a que a maioria dos pilotos de fábrica do Brasil tem).

Nossos pilotos de fábrica e competindo em casa não tem mais desculpas. Podemos até especular quais outras desculpas ainda são válidas para preservá-los: i.e. falta de acompanhamento técnico especializado ou pistas de treino brasileiras com nível baixo. Mas na verdade, seja qual for a nova desculpa, junto com vários outros brasileiros assistindo, fiquei desapontado.

2- Estacionamento: Acomodar milhares de veículos em campos de grama com lama com certeza tira um pouco do brilho e sofisticação do evento e organizadores.

Enfim, no meu boletim de ocorrência vou dar nota 9 para esse evento. Nota 10 se os pilotos brazucas tivessem representado nosso grande país de acordo com nossas esperanças. Independente dos percalços já gostaria de reservar o meu ticket de entrada para o GP Brasil de Motocross 2010! Quem quizer acrescentar, concordar, discordar, ou mesmo insultar fiquem á vontade de me enviar um email: campanha@boostermotorsports.com.br.








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