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Teste Honda CRF250R 2010
Publicado em: 15/05/2010

Modelo passou por reformulação geral
Redação MotoX.com.br - Texto e fotos: Lucídio Arruda


Honda CRF250R 2010

Ela chegou no modelo 2010 injetada e com o visual reformulado, mas não foi só isso. A Honda CRF 250R recebeu um motor completamente novo, além de um quadro redesenhado que herda as dimensões de sua irmã maior de 450cc.

Novo Motor


Assista ao vídeo da CRF250R em ação
As novidades da Honda CRF 250R 2010 vão bem além do que se pode imaginar a primeira vista. O motor por exemplo, pouco compartilha com o anterior. Com a remodelação perdeu peso, ficou mais compacto e teve o centro de gravidade rebaixado.

- Veja também: 
- Assista ao vídeo da CRF250R em ação
- Assista a animação do sistema de injeção eletrônica em funcionamento

- Confira mais fotos na galeria ao lado

A fábrica manteve o o cabeçote com comando de válvulas único, que aciona diretamente as válvulas de admissão e por meio de braços as de escape. Solução que por sí só já ajuda a economizar peso e espaço. As molas de válvulas são feitas de um novo material super rígido desenvolvido na Moto GP e promete maior resistência à fadiga e durabilidade prolongada.



O novo motor ficou mais compacto e com centro de gravidade reposicionado

Já dentro do cilindro o principal item trabalhado foi o pistão que tem as paredes superiores mais finas. Segundo a fábrica ganhou-se peso significativo sem comprometer a vida útil da peça. O eixo do virabrequim foi levemente deslocado em relação ao pino do pistão. O que significa isso? Quando o pistão chega ao ponto morto superior, o eixo da biela já está iniciando o movimento descendente. Tal procedimento aproveita melhor as explosões facilitando as acelerações. A mesma solução foi adotada na nova Yamaha YZ 450F e deve a cada dia tornar-se mais popular.

Já no carter a válvula de alívio foi reposicionada e permitiu baixar a altura do virabrequim em 1 cm. As carcaças do motor também foram redesenhadas para refletir o novo design mais compacto e ganhar peso. O sistema de descompressor automático também foi aprimorado para facilitar as partidas.

Injeção Eletrônica


Novo formato do tanque melhorou mobilidade do piloto


Clique e assista a animação do sistema de injeção eletrônica em funcionamento
Antes de falar do item mais propagandeado nas motocicletas de cross das novas gerações, não posso me esquecer de mencionar que o câmbio ganhou novas engrenagens e relações de marchas, a primeira foi encurtada e a última alongada. As campanas de embreagem também recebem um novo tratamento anti-desgaste chamado "Kashima Coat".

Bom, agora vamos à injeção. Logicamente a experiência com a 450 2009 deu uma boa ajuda aos japoneses na hora de colocar o sistema na moto de 250cc. O trabalho basicamente foi calibrar o sistema para o motor de menor capacidade. Os principais sensores ficam no corpo da borboleta que mandam os sinais para a central eletrônica que comanda injeção e ignição. Os engenheiros se esforçaram bastante na capacidade de processamento para que as respostas da eletrônica fossem as mais rápidas e precisas possíveis.


Sistema de refrigeração também foi aprimorado
Com o prometido melhor aproveitamento do combustível o tanque teve sua capacidade reduzida em 1,7 litro. Agora o volume comporta apenas 5,7 litros. Além da maior precisão no gerenciamento do combustível injetado na câmara de combustão a eletrônica elimina completamente o desperdícios da era dos carburadores, que jogam combustível pelos respiros durantes as recepções de saltos e impactos mais exigentes. Dentro do tanque fica uma compacta bomba de combustível.

Caixa, filtro e dutos de ar também foram "atualizados" para a nova configuração de motor. O novo desenho da caixa também promete facilitar o trabalho de remoção e colocação do filtro.


A ponteira de saída dupla foi abandonada em favor da mais sensata e convencional ponteira simples

Quadro e ciclística


Balança traseira ficou 2 centímetros mais longa


Garrafa do reservatório do amortecedor também foi modificada
O quadro replicou as mesmas dimensões da irmã maior de 450cc. Na realidade ficou mais difícil diferenciar um modelo do outro a primeira vista. O que mais salta aos olhos são as curvas da saida de escape, mais pronunciadas na motocicleta maior, de resto, um leigo teria dificuldade para identificar o modelo sem o adesivo "dedo-duro" original.

A balança traseira foi levemente alongada, o que melhora a tração e dificulta a dianteira perder contato com o chão. Já a ponteira de escape abandonou a infeliz idéia dos silenciosos duplos voltando ao padrão de uma peça só. Essa modificação sozinha diminuiu 850 gramas no peso final da moto.

A suspensão dianteira teve os tubos ampliados de 47mm para 48mm. Os tubos internos dos componentes hidráulicos também cresceram na mesma medida. O curso permanece em 310mm. No amortecedor traseiro o reservatório de nitrogênio foi redesenhado, ficando mais bojudo. O circuito interno foi recalibrado para acompanhar a mudança de comprimento da balança. O curso no eixo traseiro é de 320mm.

Na pista

Experimentamos a motocicleta na famosa pista do CETH em Indaiatuba. O piso tinha sido tratado recentemente e não apresentava grandes dificuldades em termos de buracos ou canaletas, mas um pequena camada de terra solta sobre o chão mais compacto dificultava a aderência. Vamos aos comentários de nosso piloto de testes.


Opinião do Piloto: Maurício Arruda



Quando uma motocicleta passa por tantas mudanças gera também muita expectativa e, de fato, aguardava uma motocicleta melhor que a versão 2009. Mesmo assim a CRF 250R 2010 me surpreendeu o bastante pra acreditar que esta é a melhor motocicleta já produzida pela Honda para esta categoria. Um conjunto que brilha pelo bom acerto.

A sensação de leveza ao pilotá-la é o primeiro ponto a destacar. Todas as mudanças de geometria, baixando o centro de gravidade e concentrando as massas, somadas ao novo chassi surtiram efeito. Ela caminha suave e a sensação foi a mesma que tive quando andei pela primeira vez com a nova geração 450 da marca, no ano passado: como ela "deita" fácil! A ciclistica é um ponto forte da moto, que contorna curvas muito bem, com um acerto bastante equilibrado.

A boa notícia é que isso vem acompanhado de um motor "liso" e forte, que na prática está mais elástico - graças ao acerto de relação, mais longo - algo que até então eu não tinha encontrado na Honda 250cc. Realmente a injeção eletrônica casou muito bem com o modelo, as respostas são imediatas, precisas ao menor giro do acelerador e o funcionamento do motor ocorre sem um "buraco" sequer, coisa difícil de conseguir em uma carburada. A faixa de giro, comparando com a moto equipada com carburador, impulsiona mais na média rotação, mas o desempenho agrada em todos os regimes, apesar de já ter experimentado motores mais "vivos" em altos giros em motocicletas de outras marcas. 



foto: Caio Mattos
O que mais gostei é que, mesmo standart, ela não é uma 250cc que exige uma troca de marcha atrás da outra. Durante o teste contornei algumas vezes a mesma curva em 2ª ou 3ª marcha, e senti que poderia fazê-la com eficiência em qualquer uma das duas. Talvez isso seja, mais do que resultado da força do motor, resultado do acerto, do casamento do motor com a nova relação, com o menor peso e sua distribuição.

A "turbinada" na suspensão dianteira, que ganhou garfos de maior diâmetro, é facilmente percebida na prática, o comportamento ficou mais suave diante de grandes impactos. O acerto no amortecedor traseiro também pareceu muito bom durante as voltas que dei, resultando em um conjunto que transmite muita segurança. No geral a moto mostrou-se de fácil condução, divertida e eficiente. 


foto: Caio Mattos



Honda CRF250R 2010

Ficha Técnica

Motor
Motor 249cc refrigerado a água, 4 tempos
Diâmetro X Curso 76.8mm x 53.8mm
Taxa de compressão 13.2:1
Comando Unicam®, f4 válvulas; 30.5mm admissão, Titânio; 25mm escape, aço
Alimentação Injeção eletrônica (PGM-FI), corpo do acelerador 50mm
Ignição Eletrônica
Drive Train
Transmissão 5 Marchas
Transmissão Final #520; 13T/48T
Chassis / Suspension / Brakes
Suspensão Dianteira 48mm invertida Showa com 16 ajustes de compressão e de retorno. Curso 310mm
Suspensão traseira Pro-Link Showa monoamortecida, 17 posições no retorno e 13 na compressão "low-speed" e 3,5 voltas na compresão "high speed". Curso 320mm
Freio dianteiro Disco 240mm com pinça de duplo pistão
Freio traseiro Disco 240mm
Pneu dianteiro 80/100-21
Pneu Traseiro 100/90-19
Entre-eixos 1493mm
Caster :27.15 graus
Trail 116 mm
Altura do banco 955mm
Altura livre do solo 325mm
Peso 102,5 Quilos em ordem de marcha
Tanque 5,7 Litros
Imagens Relacionadas:
Suspensão dianteira recebeu tubos da maior diâmetro
Posto de pilotagem
Amortecedor traseiro - foto Caio Mattos / Honda
Novo tanque comporta apenas 5,7 litros - foto Caio Mattos / Honda
Amortecedor de direção - foto Caio Mattos / Honda
Ferramenta de ajuste da injeção - foto Caio Mattos / Honda
Nova caixa do filtro de ar - foto Caio Mattos / Honda
Corpo da injeção eletrônica - foto Caio Mattos / Honda
Honda CRF250R 2010 - foto Caio Mattos / Honda
Honda CRF250R 2010 - foto Caio Mattos / Honda
Honda CRF250R 2010 - foto Caio Mattos / Honda





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