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Copa Street Crosser busca novos pilotos para o Supermotard
Publicado em: 12/08/2008
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Novo campeonato apresenta soluções para o Supermotard
Por Jean Pierre Colinvaux - Fotos: Arquivo Circuit


O Supermotard (ou Supermoto) é disputado em circuito misto com trechos de asfalto e trechos de terra

Após a publicação de nossa mais recente Coluna de Supermoto que debateu novas idéias para o crescimento da modalidade em nosso país, agora é a vez de Jean Pierre Colinvaux, que implantou o esporte no Brasil e promove um novo campeonato nesta temporada, dar sua opinião sobre os caminhos para desenvolver a competição. 

Colinvaux, engenheiro mecânico, respira Supermotard há 19 anos, sendo que mais da metade deste tempo no berço da categoria, na França e Europa. A modalidade
implantada por ele por aqui em 2001, após um início com crescimento, vem mostrando sinais de estagnação.


"Na Europa e Estados Unidos muitos pilotos off-road praticam o Supermotard por diversão."
Confira abaixo as idéias de Colinvaux para reverter a situação e que ele pretende colocar em prática na Copa Street Crosser 2008 de Supermotard, evento que tem sua prova de abertura nos dias 16 e 17 de agosto, no Kartódromo Toca da Coruja em Bauru, SP.

"Temos que corrigir alguns elementos da equação para desatar o nó do crescimento. Os custos das categorias atuais desencorajam a maioria dos pilotos em 3 setores. O esporte tem tudo para ser um sucesso, interessa muitos, mas não cresce. Com conhecimento, experiência e bom senso podemos revolucionar o crescimento da modalidade. 

Problema número 1: custo das rodas

O problema número 1, que praticamente impede o acesso da modalidade aos pilotos que já tem a moto indicada, a moto off-road: cross, enduro, rali, trilha, trail. Nas motos especiais, para quem quer utilizar a moto no off-road e no Supermotard, existe um investimento em um par adicional de rodas 17 que custa acima de R$ 3.000. Para aquele piloto que gostaria de experimentar o novo esporte, este custo inicial já é um grande desestímulo. 

O piloto pensa: vou gastar R$ 3.000 em um par de rodas + R$ 1.000 de pneus... e se eu não gostar da modalidade? Por causa deste primeiro obstáculo: custo, o piloto off-road, embora tenha a moto adequada, acaba protelando o seu primeiro contato com a modalidade, as vezes por anos. 

Mal sabe ele que a estatistica é que 95% dos pilotos off-road que experimentam o Supermotard, ficam entusiasmados e gostam da modalidade. Na Europa e Estados Unidos muitos pilotos off-road praticam o Supermotard por diversão. Lá o cara pensa: é para acelerar? Então 'é com nóis'! É terra, é asfalto? Tem duas rodas? Então acelera "mermão"! 

Solução do problema número 1

Se o piloto de off-road puder ingressar no mundo do Supermotard sem precisar gastar com um par de rodas 17”, ele vai simplesmente trocar os seus pneus cravos por pneus street (existem varias opções no mercado) e fazer um teste. Basta ir a um local adequado, um kartódromo e ver se gosta! Certamente ele vai achar a brincadeira 'muuuito' gostosa! Basta perguntar ao Marcel Sona, bicampeão Brasileiro de Supermotard, Rafael Fonseca Campeão Brasileiro de Supermotard, Romulo Bottrel... todos eméritos pilotos de motocross.
 
Depois desta experiência positiva vai chover piloto de off-road nas provas de Supermotard. Eis a solução do problema 1. Por isto criamos as categorias SMX: motos off-road, com rodas originais e pneus trail, SMX 2, SMX 3 e SMX 4. Não estamos inventando nada pois existem várias categorias parecidas na Europa e Estados Unidos. 

Em 2003 quando realizamos o primeiro campeonato Supermotard no Brasil, várias motos eram trail ou de enduro: XTZ125 com rodas originais, Tornado original, DR400 com rodas originais!

Problema número 2: os pneus nas categorias SM1 e SM2
 
Hoje um piloto de SM1 ou SM2 gasta em torno de 5 a 7 vezes mais em pneus que um piloto pró de off-road, Motocross, Cross County, Enduro. Ninguém está aguentando. No andar desta carruagem melhor ficar no off-road mesmo. 

Os melhores campeonatos no Brasil hoje adotaram os melhores pneus, os slicks. E também são os mais caros por serem importados e de construção mais complexas que os pneus diagonais DOT. Esta foi a escolha mais errada que poderia ter sido feita. Estes pneus são caros e tem vida útil muito pequena. Por serem muito macios, o grip é fantástico, mas gastam a uma velocidade incrível, obrigando um piloto a comprar muitos pares por prova. Consequência: custos insuportáveis. 

Solução do problema número 2 

As motos de Supermotard são motos leves comparadas com as motos de rua, esportivas e superesportivas. São menos potentes e circulam em velocidades bem inferiores as motos speed. Uma moto de Supermotard em um kartódromo dificilmente ultrapassa 120 km/h. Portanto os pneus diagonais (fabricados no Brasil e exportados) são mais do que suficientes para a prática totalmente segura do Supermotard. Fizemos testes, com o apoio do Alemão Pneus e do piloto Rafael Paschoalin que comprovam nossos dizeres. Estes pneus custam em média 50% de seus correspondentes radiais (100% deles importados). 

Segundo engenheiros da Pirelli, um pneu radial começa a se tornar superior à um pneu diagonal no caso de motos pesadas, potentes e em altas velocidades, o oposto das caracteristicas das Supermotard. 

Um pneu destes é perigoso, ouvimos a torto e direito. Basta lembrar que durante muitos anos as CB500 rodavam o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, no Autódromo de Interlagos inclusive, chagando a velocidades da ordem de 210 km/h, com motores mais potentes que as Supermotard (uns 10 HP), e mais pesadas (uns 50 kg), com parcos pneus diagonais, com medida traseira de 130. E montamos hoje nas Supermotard, pneus traseiros de até 150. 

Este pneu vai ser perigoso... mas nas CB500 não eram? Pergunte aos pilotos que corriam de CB500. E se ao invês de fazer uma curva a 80 km/h com um pneu chiclete, o piloto faz a mesma curva no limite a 76 km/h, isto é perigoso? E quando um piloto passa naquela mesma curva a 90 km/h com o pneu chiclete e vai para o chão. O pneu é perigoso? Não, o piloto passou do limite! A Formula 1 colocou sulcos nos pneus para diminuir a aderência e baixar as velocidades em curva e aumentar a segurança. São loucos? É perigoso? 

Tiraram o controle de tração na Formula 1 para colocar em evidência a habilidade dos pilotos. Se todos tem o mesmo tipo de pneu, vai ganhar o melhor piloto. E não é isto que todos queremos ver no esporte que amamos? Os melhores pilotos? Os especialistas são unânimes: quem derruba a moto é o piloto, não são os pneus. Se o pneu custa 50% e dura 3 vezes mais (e vai durar 5 vezes mais) então o custo diminui em 6 vezes. Está resolvido o problema número 2.

Problema número 3: preparação das motos nacionais 

A única categoria de motos nacionais SM3 - que deveria ser a porta de entrada para o esporte - exige que o piloto, para ser competitivo, coloque um kit aumentando em até 75% a cilindrada original de sua moto. As 250cc estão com kits que vão até 440cc. O custo inicial desta transformação e a sua vida útil tornam a categoria muito cara. Ora se esta categoria deveria estimular jovens e novos participantes ela deve ser barata e equilibrada, para premiar a habilidade do piloto, e não seu poderio econômico. 

Solução do problema número 3 

Queremos incentivar a entrada de novos e jovens talentos no esporte Supermotard. Basta criar categorias baratas. Para tal, vamos utilizar as motos nacionais de custo de aquisição e manutenção mais baixos limitando drásticamente as opções de preparação, portanto contendo os custos e igualando performances. 


Competição terá todas etapas disputadas no Estado de São Paulo

As motos deverão ter motores com peças originais de fábrica e modificações extremamente limitadas. Isto será a categoria SMX4, até 250 cilindradas e rodas originais e a SM4 até 250 cilindradas e rodas 17”. E assim resolvemos o problema número 3! 

Você piloto de off-road que quer provar o Supermotard (ou Supermoto) venha na 1ª Etapa da Copa Street Crosser, dias 16 e 17 de agosto em Baurú (SP), onde aplicamos todas as soluções propostas. Venha descobrir esta modalidade 'Funtástica' sem gastar fortunas. Depois quero saber se o vírus pegou você! 

Para detalhes a respeito das novas categorias, vejam no site www.stXer.com.br, Street Crosser! 

Piloto sempre equipado, seu corpo merece!" 

Jean Pierre Colinvaux
Informações: (11) 5051 3257 ou (11) 9218 3496.
E-mail: falecom@supermotard.com.br  
Site: www.stXer.com.br






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