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> Competição > Brasileiro de Motocross

1ª etapa - Indaiatuba - Mais detalhes do evento
Publicado em: 11/03

Abertura com recorde de inscritos em Indaiatuba
Texto e fotos: Lucídio Arruda


E começou a temporada 2005 do Brasileiro de Motocross. E para receber mais de 330 pilotos e suas estruturas nada melhor do que o tradicional e manjado circuito de Indaiatuba.

Se a pista não empolga muito os pilotos e tão pouco oferece a melhor visão para o público, por outro lado a estrutura é de fazer inveja a muitos circuitos pelo mundo e uma das poucas no Brasil a suportar a quantidade de participantes da primeira etapa.

A traçado deste ano foi exatamente o mesmo do ano passado quando choveu muito deixando a pista quase impraticável. Desta vez até a categoria sessentinha usou a descida da mata, um dos trechos mais desafiadores da pista.

Novidades nas equipes


Wellinton Garcia
Como todo início de temporada, está todo mundo com novos números, novos uniformes, novas motos e equipes. Nos primeiros treinos ficamos perdidos tentando identificar os principais pilotos.

A Honda, principal equipe do país, apresentou Roosevelt Assunção e Massoud Nassar (MX1), Leandro Silva, Rafael Zenni e Wllington Garcia (MX2), Chumbinho, Cássio Garcia e Ric Raspa (MX3), Thales Vilardi, Lucas Cattoni e Anderson Cidade (85)

A Yamaha trouxe Kristofer Florenzano, Rafael Ramos e Eduardo Saçaki (MX1), Marcello "Ratinho" Lima e Rodrigo Selhorst (MX2).

A Suzuki contratou João Paulino "Marronzinho" para correr ao lado de Rodrigo Siqueira e Nielsen Bueno na MX1. Na MX2 competem Lucas Moraes, João Toledo e Luciano Pinto.

São essas três fábricas que estão presentes oficialmente no campeonato. Alô KTM, Kawasaki e Husqvarna, cadê vocês? 


Durante os treinos de sábado:
-E aí Florenzano, o que achou da pista?
-Bah, Siqueira, vai esburacar até amanhã, mas com a minha suspensão não vou sentir nada.


Provas


Roosevelt Assunção
Depois da mudança de Jorge Balbi para o exterior as oportunidades se abriram para muitos pilotos na MX1. João Marronzinho e Roosevelt Assunção são os favoritos do público, como demonstrou nossa enquete na semana passada. Kristofer Florenzano, que subiu de categoria este ano, foi um dos destaques nos treinos marcando voltas muito rápidas. Já na corrida quem surpreendeu foi o piloto de São José do Rio Pardo (SP), Rodrigo Siqueira, que largou mal, mas acelerou forte até o final conquistando a terceira posição. Foi um excelente início de campeonato para a equipe Suzuki que colocou dois pilotos no pódio, na primeira e terceira posições.

Durante a prova a disputa entre Marronzinho e Roosevelt levantou o público até que na fase final da prova o piloto catarinense tirou umas cartas extras das mangas a tomou conta da primeira posição.

Douglas Parise escoltou Florenzano durante as 18 voltas da prova. Nesta temporada o piloto gaúcho compete com esquema particular e fez por merecer um degrau no pódio.

Tombos e quedas prejudicaram a performance de vários pilotos entre eles Rodrigo Zen, Marcos Cordeiro e Eduardo Saçaki. Já o desempenho abaixo do esperado de Massoud Nassar, sétimo na etapa, foi resultado dos problemas de saúde que o piloto sofreu durante a semana.

MX2


Marcello Ratinho Lima
Quem, como eu, é fã dos motores dois tempos certamente ficou decepcionado com o gate da prova somente com 250Fs. Agora aquele maravilhoso som da largada com o qual me apaixonei desde a adolescência (no final da década de 80 he he he...) só nas categorias 85 e 65. Nas outras parece que um pelotão de Opalas com o escapamento aberto invadiu a pista...

Ok, posso estar exagerando um pouco na questão do som, mas o fato é que o sumiço dos 2 tempos no circuito profissional só vai servir para elitizar ainda mais o esporte, encarecendo a participação dos pilotos privados ou "paitrocinados", ou seja a grande maioria. É preciso que se faça alguma coisa com as regras para equilibrar novamente as coisas.

Bom, mas vamos à prova. Leandro Silva tomou o controle da bateria no início e passada metade da prova tinha uma vantagem tranquila quando sua moto o deixou na mão. Rafael Zenni fez apenas o quarto tempo em sua tomada de treinos, mas se superou na corrida para vencer mais uma. Rodrigo Selhorst largou na ponta, mas sentiu o peso da liderança nos ombros e na entrevista após o pódio disse que "travou" nas primeiras voltas.

Marcello Ratinho poderia ter participado da briga na liderança não fosse a queda na disputa com Cristiano Lopes. Destaque para Wellington Garcia, quarto colocado em sua estréia na categoria e para Davis Guimarães, que este ano com um esquema privado, a exemplo de Parise, brigou com a garotada e conquistou um lugar no pódio.

Renan Bunij participou com uma moto da Dunas Race e conquistou o sexto lugar numa excelente prova de recuperação.

MX3, 85 e 65


Rogério Nogueira e Cássio Garcia
Na prova dos veteranos Chumbinho despachou todo mundo nas três primeiras voltas. Seus adversários terão de suar a camisa para tirar o título do catarinense. A surpresa da etapa foi o bom retorno do piloto local Rogério Nogueira que protagonizou uma bela disputa com Cássio Garcia na briga pela segunda posição.


Na 85 o grande destaque foi Thales Vilardi que venceu com 23 segundos de vantagem para Lucas Cattonni. Muitos pilotos que subiram da sessentinha já começam a dar trabalho, como é o caso de Deni Abreu que beliscou a quinta posição.

Já na 65 Hector Assunção mostrou que tem tudo para conquistar o campeonato ao vencer com nada menos que 1 minuto de vantagem. Nesta categoria que a cada ano revela novos valores o estreante Gustavo Takahashi roubou a cena com a segunda posição logo em sua prova de estréia no Campeonato Brasileiro.

Paulinho Stédile


Paulinho Stédile
Foi bom ver Paulo César Stédile circulando pelos boxes. Depois do gravíssimo acidente no ano passado o piloto paranaense surpreende os médicos com sua recuperação.

Paulinho já anda de muletas e também já dirige um carro com câmbio automático. Sua progressão tem sido bem mais rápida que as primeiras previsões. O piloto ainda tem pela frente um longo caminho até a completa recuperação que inclui de três a cinco horas diárias de fisioterapia, mas está encarando tudo com um espírito positivo.

Ele aproveitou para agradecer a família, a todos que enviaram mensagens e também a Pro Tork, seu patrocinador de longa data que continua o apoiando, dentro e fora das pistas.










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