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Título escapa, mas brasileiros terminam Dakar 2019 com saldo positivo nos UTVs
Publicado em: 18/01/2019

Brasil fecha Rally Dakar com dobradinha, pódio e sete brasileiros no top 10 da categoria
Redação MotoX.com.br - Fotos: Vinícius Branca/photosdakar.com


Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin

Não foi um Rally Dakar fácil para os brasileiros, mas a edição de 2019 ficará gravada na memória da maioria por muito tempo. Histórias não faltaram: os atuais campeões superando as piores quebras para terminarem em um honroso pódio, uma dupla estreante que terminou o evento em alta, outra sofrendo com os perigos do Dakar e um par de "anjos" que, de tão prejudicados na competição por conta de quebras, resolveu parar para ajudar quem precisasse - e, por ironia do destino, não conseguiu ser salva das armadilhas no penúltimo dia.

+ Disputada 100% no Peru, 41ª edição do Rally Dakar percorreu 5.600 quilômetros em 10 dias consagrando um novo bicampeão nas motos

Depois de assumirem a liderança por duas vezes e perderem na mesma velocidade por conta de problemas, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin não conseguiram manter a faixa de campeões por mais um ano, mas carimbaram a dos novos detentores do título, Chaleco Lopez e Alvaro Quintanilla, com uma vitória na décima e última etapa, trazendo junto os destaques deste fim de rali, Cristian Baumgart e Beco Andreotti, que encerram sua primeira participação em um honroso nono lugar, enquanto Varela e Gugelmin garantiram de forma suada um terceiro lugar no pódio.


Cristian Baumgart e Beco Andreotti

"Fomos bem. Perdemos para nós mesmos. Quebrei o carro, furei pneu, mas nosso UTV em si não teve problema nenhum, foi até o fim. Hoje eu andei realmente forte e foi tudo maravilhoso. Terceiro lugar depois de tudo está justo. Vamos agora pensar em 2020 e refletir onde erramos para melhorar e vencer no ano que vem", destaca Varela. "Foi um rali inesquecível, é emocionante estar aqui. A vontade de voltar já é grande e quem sabe eu volte melhor preparado. Quero fazer mais etapas do Mundial para aprender mais. Depois desse rali eu agora tenho prazer em andar na areia", resume Cristian. "Completar o primeiro Dakar entre os dez foi maravilhoso.Foi melhor que esperava. Fica de aprendizado, mais bagagem, e essa última etapa foi demais. Se o Cristian animar estamos de volta ano que vem", afirma Andreotti.

Já Marcos Baumgart e Kleber Cíncea terminaram em sexto na tabela geral após sofrerem com os perigos do Dakar - UTV tombada e atolada, além de quebras consideradas normais dadas as exigências do rali, os impediram de evoluírem ainda mais na tabela de classificação. "Dakar é Dakar, não tem preço completar. Só aqui para saber. Largar já é uma vitória, chegar é um sonho que conseguimos realizar, meu irmão e eu, na nossa estreia nos UTVs. Aprendemos muito e perto do que esperávamos fomos muito bem", relata Marcos. "Cumprimos a nossa meta", celebra Cincea.


Marcos Baumgart e Kleber Cincea

Por outro lado, quetinho, na dele, Lourival Roldan, do alto de seus 60 anos, navegou o português Miguel Jordão até a sétima posição na classificação geral de 2019. "Completo meu oitavo de dez. Hora de agradecer. Meu piloto e as pessoas que me permitiram estar aqui, pois ninguém vem sozinho para aqui, tem uma legião de pessoas apoiando e motivando. Foi um Dakar divertido e o Peru é um paraíso para fazer o rali", comenta Lourival.

Por fim, Bruno Varela e Maykel Justo podem não ter ganhado nenhum troféu, mas levariam com sobra o prêmio de dupla mais solidária do rali. Apelidados internamente de "Madre Tereza de Calcutá", a dupla ajudou praticamente todos os compatriotas quebrados na competição e tiveram seus planos arruinados pelas arapucas do Dakar no penúltimo dia - e as ajudas recebidas não impediram o abandono no finalzinho. Além de Bruno e Maykel,  duas baixas da caravana brasileira: os representantes (e estreantes) das motos Marcos Colvero e Lincoln Berrocal - o mais velho entre os competidores das duas rodas, com 60 anos -, que não fizeram feio enquanto estiveram em ação.


Bruno Varela e Maykel Justo

No total, foram dez dias de competição e 5.603 quilômetros percorridos dentro do Peru, passando pelas cidades de Lima, Pisco, Arequipa, Tacna, Moquegua e San Juan de Marcona.

Resultados da 10ª etapa (extraoficiais)
1. #340 - Reinaldo Varela / Gustavo Gugelmin (BRA) - 1:25:09 - Can-Am
2. #398 - Cristian Baumgart / Alberto Andreotti (BRA) - 1:28:48 - Can-Am
3. #360 - Francisco Contardo / Álvaro Quintanilla (CHI) - 1:31:19 - Can-Am
4. #378 - Ricardo Porém / Jorge Monteiro (POR) - 1:31:34 - Can-Am
5. #358 - Gerard Guel / Daniel Carreras (ESP) - 1:34:08 - Can-Am
6. #421 - Rodrigo Piazzoli / Jorge Diaz (CHI) - 1:36:22 - Can-Am
7. #343 - Casey Currie (EUA) / Rafael Córdoba (ESP) - 1:37:28 - Can-Am
8. #427 - Michelangelo Bertolla / Paolo Boggioni (CHI) - 1:38:06 - Can-Am
9. #372 - Miguel Jordão (POR) / Lourival Justo (BRA) - 1:39:24 - Can-Am
10. #342 - Juan Vallejo (CHI) / Leonardo Baronio (PER) - 1:40:05 - Can-Am

Classificação final (resultados extraoficiais)
1. #360 - Francisco Contardo / Álvaro Quintanilla (CHI) - 42:19:05 - Can-Am
2. #358 - Gerard Guel / Daniel Carreras (ESP) - 43:21:40 - Can-Am
3. #340 - Reinaldo Varela / Gustavo Gugelmin (BRA) - 43:24:24 - Can-Am
4. #343 - Casey Currie (EUA) / Rafael Córdoba (ESP) - 44:51:56 - Can-Am
5. #421 - Rodrigo Piazzoli / Jorge Diaz (CHI) - 45:29:30 - Can-Am
6. #412 - Marcos Baumgart / Kleber Cincea (BRA) - 46:07:07 - Can-Am
7. #372 - Miguel Jordão (POR) / Lourival Justo (BRA) - 47:01:02 - Can-Am
8. #418 - José Hinojo Lopes / Javier Blaco (ESP) - 47:25:01 - Can-Am
9. #398 - Cristian Baumgart / Alberto Andreotti (BRA) - 47:41:33 - Can-Am
10. #344 - Sergei Kariakin (RUS) / Anton Vlasiuk (LET) - 50:44:58 - Can-Am




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