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Reativando as motos
Publicado em: 07/04/2018

Religando os motores e voltando às competições!
Redação MotoX.com.br - Por Maurício Arruda - Fotos: Arquivo MotoX, Luís Bueno, Lucídio Arruda e Leandro Souza


Lucídio e eu durante um dos Cursos de Pilotagem MotoX

Estamos reativando as motos na redação do MotoX! Muitos de nossos leitores talvez não saibam, mas a origem do site, há 18 anos, tem a ver, antes de tudo, com o fato dos dois editores serem pilotos de motocross. Tanto eu, Maurício Arruda, quanto meu irmão, Lucídio, estamos envolvidos com o motociclismo off-road há mais de três décadas.

Ainda na adolescência, no final da década de 1980, entramos no mundo das competições. Era um momento especial do motocross no país e assim vivenciamos campeonatos históricos como o Skol e o Hollywood Supercross, incluindo a inesquecível corrida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde meu irmão inclusive competiu. Sim senhores, por mais inacreditável que isto possa parecer hoje em dia, esta prova aconteceu e foi um sucesso!
 

Parei de competir durante a temporada 2006. Esse registro é do ano anterior

Anos depois, em 1999, quando a internet ainda engatinhava, o Lucídio criou um site com informações das corridas que participávamos, além de alguns resultados internacionais do esporte. Resumindo a história: a grande repercussão deste site pessoal deu origem ao MotoX no ano seguinte e, depois de algum tempo, passamos a nos dedicar integralmente ao novo negócio.

Com o crescimento do MotoX, o tempo para andar de moto foi ficando cada vez mais escasso. O ano de 2004 foi o último em que competimos juntos, disputando o Arena Cross, além de provas do Campeonato Paulista de Motocross - quando esta ainda era uma competição de destaque do cenário nacional - e algumas do circuito brasileiro. O Lucídio parou primeiro, mas eu, mesmo sem tempo para treinar, continuei por mais um ano e pouco disputando provas profissionais até encerrar o ciclo em 2006.


Lucídio em uma de suas últimas corridas no Arena Cross

Depois continuamos 100% envolvidos com o esporte, mas focados na produção de conteúdo, o que inclui os fins de semana que é quando a maioria dos pilotos tem a chance de acelerar. Desta forma, nossas motos passaram a ficar mais encostadas do que gostaríamos. Ainda assim, mesmo após mais de uma década sem participar de corridas profissionais, a paixão pela competição permanece. Quem sofre do mesmo "mal" sabe do que estou falando.

Assim, voltar as nossas raízes reativando as motos tem sido um dos nossos objetivos nos últimos tempos e esta coluna será um canal para comunicar as novidades que, por sinal, já começaram.


Eu enfrentando a lama em uma prova noturna durante o Salão Duas Rodas em São Paulo

Participação na final da Copa EFX Brasil 2017

Depois de tanto tempo sem competir, em outubro do ano passado tive a chance de participar pela primeira vez de uma prova de Enduro FIM, a grande final da Copa EFX Brasil 2017 (campeonato que abre nova temporada neste domingo, 8 de abril). A oportunidade de conhecer a competição por um outro lado, após sete anos acompanhando o evento como fotógrafo e responsável pelos releases de divulgação, surgiu de uma conversa na penúltima etapa da temporada.


Experimentando os desafios do enduro na final da Copa EFX Brasil no ano passado

Na quinta prova do ano, em Mogi das Cruzes (SP), o organizador Fabião Simões e o chefe da equipe Motofield, Henrique Nagao, sugeriram que eu disputasse a última rodada do campeonato, que seria realizada algumas semanas depois em Guararema (SP). Em um primeiro momento declinei do convite para andar com a moto pessoal do Henrique, afinal, apesar da ideia me agradar, não teria tempo para me preparar, principalmente pela minha condição física bastante longe do ideal. No entanto, depois de alguns dias, decidi que sim, seria legal participar sem tentar ser rápido ou buscar um resultado relevante, focado apenas em completar a prova.


Chuva deixou trilhas escorregadias em Guararema (SP)
Quando o fim de semana da corrida chegou, meu primeiro compromisso foi ir ao encontro do Henrique conhecer o Cross Teste da corrida que seria disputada no dia seguinte. Percorrer o trajeto da prova a pé é uma das atividades que os profissionais cumprem no sábado anterior a prova, afinal não existe treino com moto, por isso encontrei vários dos principais pilotos observando o circuito.

Atleta oficial da equipe Motofield, Júlio Zavatti, o Bissinho, também estava lá e, bastante atencioso, me deu dicas e esclareceu minhas dúvidas sobre o cronograma da prova. Aproveitamos o período da tarde para ir treinar na Fazenda ASW Off Road Park, em Mogi das Cruzes, cidade que faz divisa com Guararema, e conta com circuitos de motocross, cross country e velocross, ou seja, um espaço perfeito para ter ao menos algum contato com a Honda CRF 250X da Motofield antes da competição.

Chegando lá andei por todas as pistas e achei a moto bem acertada, necessitando de poucos ajustes. Mexemos um pouco no posicionamento dos comandos e aproveitei para trocar as manoplas por um par novo com os parceiros da Edgers Racing - que também treinavam no local - uma medida que mostrou seu valor durante a prova. Andar em uma competição com um par de manoplas desgastado, especialmente se ele tiver algum corte, por mínimo que seja, pode ser desastroso. Mais adiante volto ao assunto.

O dia da prova amanheceu com chuva intensa, que já vinha rolando desde a madrugada. As trilhas encharcadas e lisas foram o tempero especial para minha estreia na modalidade. Com o trajeto ficando muito mais difícil, a prova acabou reduzida de quatro para três voltas. As especiais eram três: além do Cross Teste de dois quilômetros, dois Enduro Testes somavam aproximadamente 10 quilômetros de trilhas em meio aos pinheiros.


Cross Teste da prova

O Cross Teste abriu a prova e foi o único trecho cronometrado do giro inicial. A primeira passagem pelas trilhas foi de reconhecimento. Tudo funcionou bem, exceto em um das curvas onde me confundi com a marcação, virei para o lado errado (que vacilo!) e perdi um bom tempo para conseguir voltar ao traçado.


A Honda CRF 250X da equipe Motofield
Na trilha não tive grandes surpresas, encontrei exatamente o que os pilotos que andaram antes a pé pelo percurso relataram: muito single track num longo sobe e desce pela mata. Divertido, mas, com a chuva, muito exigente para quem tinha que andar rápido! Depois de alguns quilômetros pensei comigo: "que bom não ter compromisso com resultado"! Quem estava ali para decidir o campeonato - e era o caso de muitos, afinal era a corrida final da temporada - tinha pouca margem de erro e certamente um dilema na cabeça: andar no modo de segurança evitando uma queda ou arriscar tudo em busca de alguns segundos?

Tentei acelerar mais forte em alguns momentos, mas não estava fácil. Com um pneu novo na roda dianteira, a frente da moto se comportava bem, no entanto, o pneu da traseira estava meia vida, o que complicava a tração nos trechos mais lisos. Ao escorregar na transposição de um tronco (vacilo número 2), sofri uma queda e percebi que o melhor era segurar o ímpeto competitivo mantendo o plano inicial de apenas completar a prova - principalmente porque no final do dia teria que me concentrar em escrever o artigo e não em ficar cuidando de hematomas.

Completada a primeira volta, tive tempo para um breve descanso no box da Motofield, de bater um papo com o Lucídio - que me substituia na produção das fotos - e comer parte do kit de alimentos energéticos da Honey Stinger, fornecido pela equipe. Fui surpreendido pela praticidade, sabor e facilidade de digestão dos produtos. Em pouco tempo me senti abastecido com a energia necessária para completar a prova.

Larguei pra segunda volta animado e completando o Cross Teste sem erros. Infelizmente a história mudou rapidamente ao perceber logo na entrada da trilha o meu pneu traseiro furado. Que frustração! Ainda tive que percorrer o primeiro Enduro Teste antes de abortar a volta e seguir para o box na esperança de conseguir fazer a troca a tempo de largar para a terceira e última volta.


Cheguei na concentração e os mecânicos da Motofield trabalharam rápido. O pneu, que havia rodado bastante tempo furado, estourou a banda lateral, assim foi preciso pegar outro que estava em uma roda reserva e tinha um desgaste similar ao que foi perdido. Graças ao suporte da equipe - valeu pessoal! - a moto ficou pronta e consegui partir para a parte final da corrida.

Sem dúvida a última volta foi também a mais difícil. O terreno estava mais compactado e escorregadio com a passagem de tantas motos. No Cross Teste, fugir da linha principal buscando tração nas beiradas do percurso virou uma boa estratégia. Mesmo assim não escapei de uma rodopiada por lá (vacilo número 3, e contando).


Pneu furado me fez perder parte da segunda volta sofrendo uma penalização

Nas trilhas também errei e acabei comprando um terreno (vacilo número 4) e desta vez literalmente enfiei as mãos no barro. Todo trilheiro sabe o quanto é difícil continuar com uma boa pegada depois de sujar as luvas, mas mesmo com a queda não tive problemas. Hora de voltar ao assunto das manoplas que foram trocadas no dia anterior. O Reinaldo, diretor da Edgers Racing e piloto campeão da E6, já havia comentado comigo que o desenho da manopla A1, além de oferecer muito grip, evitava que a sujeira ficasse impregnada graças ao exclusivo design direcional. São detalhes de desenvolvimento que muitas vezes não damos atenção, mas neste caso testei e conferi na prática a eficiência do produto. A lama não impediu que eu mantivesse as mãos firmes no guidão no restante da volta.


Apesar do imprevisto deu tempo de fazer a troca e completar a última volta

Recomposto do tombo, continuei até o final sem maiores problemas e completei o desafio feliz por não ter mais uma volta pela frente, afinal já estava cansado e era hora de começar a pensar na matéria que precisava escrever sobre a prova.

Acelerar nas trilhas de Guararema foi uma experiência divertida, desafiadora e que reacendeu meu espírito competitivo. Quero parabenizar o Fabião e toda a equipe do Adrenatrilha Trail Club pelo excelente evento e pela marcação precisa do percurso. Também tenho que agradecer ao Henrique Nagao pela oportunidade de competir, além de toda a equipe Motofield, em especial aos pilotos Bissinho e Renan Bueno que foram receptivos e atenciosos.


Foram ótimos momentos ao lado de todos e uma experiência única acelerar na Copa EFX Brasil! Agradeço aos meus apoios pessoais: ASW, Edgers Racing, RX Graphics, JPS Racing e MX Box 45 Racing Team; e aos patrocinadores da equipe Motofield na temporada 2017: Honda, IMS, Kenda e Honey Stinger. Obrigado pela oportunidade!


Eu com a equipe Motofield e o chefe Henrique Nagao, abaixado de boné Honda preto, que me deram todo o suporte para participar da prova





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