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Publicado em: Fevereiro 2006

Honda CRF 250R e Kawasaki KXF 250 2006

As representantes 4T da Honda e Kawasaki na classe MX2 
Texto: Maurício Arruda  Fotos: Flávio de Oliveira e Lucídio Arruda

Galeria de Imagens


Honda  CRF 250 e Kawasaki KXF 250 em suas novas versões


A nova ponteira dupla chama atenção na CRF
Duas das principais opções na classe MX2 atualmente, as novas CRF e KXF 250 em suas versões 2006 mostraram que a briga pelo título de melhor moto da categoria será muito acirrada.

Para este duplo teste fomos até a pista do Horto, na cidade de Limeira, um circuito de motocross interessante, com uma boa quantidade de saltos, curvas
e com piso duro quase em toda sua extensão, característica presente na maioria das pistas brasileiras. Um pequeno trecho arenoso permitiu que pudessemos sentir as reações dos dois modelos também neste tipo de terreno.

Antes de experimentar as motos porém, estivemos na vizinha Americana, onde o pessoal da Duboy Racing e o piloto Theo Trevisani já nos aguardavam com as motocicletas. Na loja tivemos o primeiro contato visual com os novos modelos antes de partir para pista.  


Na KXF além do quadro de alumínio os destaques são os novos discos de freio
A Honda visualmente causa sensações e chama atenção nas pistas com sua nova ponteira dupla, pois é a única motocicleta que vem de fábrica com este tipo de silencioso, uma inovação. As novidades identificáveis a olho nu da vermelhinha param por aí.  

As outras alterações são internas ou quase imperceptíveis como a nova posição dos radiadores (5mm mais baixos) medida que visou baixar o centro de gravidade. Internamente  o motor passou por modificações (alterações no pistão e anéis, aumentando a taxa de compressão) assim como a suspensão dianteira que foi revalvulada. Outra novidade importante é o novo carburador de 40mm, ante os 37mm da versão anterior.

Já a KXF vem com visual inteiramente novo e, marcando a nova fase sem a parceria com a Suzuki, tem no novo quadro de alumínio o grande atrativo de sua nova versão. Neste ponto ela equivale-se a concorrente (assim como a Yamaha, que também está de chassi novo), afinal hoje o consumidor deseja a mais alta tecnologia e o impacto visual deste tipo de quadro é inegável. 


O kit plástico da KXF também foi reformulado
Além disso a verdinha destaca-se com os plásticos renovados e peças com um acabamento diferenciado como os novos discos de freio em formato de 'flor' e a mesa. A marca seguiu a concorrência e agora também já vem equipada com guidão Renthal. 

As novidades no motor também foram muitas. Virabrequim, pistão, válvulas, câmara de combustão, bomba de óleo, radiadores e câmbio passaram por alterações. A promessa é de um motor mais confiável e durável.

Esperamos em breve trazer também nossas impressões sobre os modelos da KTM (SXF), Suzuki (RMZ) e sobre a nova versão da atual campeã brasileira na categoria, a Yamaha YZF 250, motocicleta com a qual o paulista Marcello "Ratinho" Lima lutará para manter o título nacional.

Mas, antes disso, vamos ver o que sentimos das novas armas da poderosa equipe Honda e da recém criada equipe Pro Tork que (ainda extra oficialmente, mas o "fofocross" já dá como certo) estará competindo com as verdinhas e promete entrar forte na disputa.


O motor é o ponto alto da nova Honda
Na pista

Já havíamos experimentado estes dois modelos em suas versões 2005 e, como na ocasião elas agradaram bastante, a expectativa era das melhores com as novas 2006. Hoje as motocross 250 4 tempos são motos extremamente estáveis e sem dúvida as mais fáceis de se pilotar da modalidade, por isso a classe atrai tantos praticantes e a competitividade entre as fábricas é cada vez mais alta.  

Com as duas motos foi muito simples adaptar-se, rapidamente se está a vontade. As sensações e os desempenhos são próximos... mas claro, existem diferenças! A CRF mostrou um motor forte em altas rotações e mais elástico que o de sua concorrente. Por sua vez a Kawasaki agrada pelo desempenho em baixas e médias rotações, onde a situação se inverte e a KXF mostra mais força que a Honda. 

No geral o motor da Honda  agradou mais, a elasticidade foi o ponto forte e houve uma melhora sensível em relação a versão 2005. Na Kawasaki a maior preocupação da fábrica neste ano foi investir na confiabilidade do motor e não sentimos a mesma evolução comparando-se com a moto de 2005.


A KXF tem muita força em baixa e média rotações. Ficou devendo em alta se comparada à sua concorrente


O carburador de 40mm deu mais fôlego à CRF
Na ciclística a CRF continuou mostrando que seu terreno predileto são as grandes pistas de motocross, e os trechos de maior velocidade. Empurrada pelo bom motor, era diversão garantida nas grandes retas (hora que o novo carburador de 40mm faz a diferença). Curvas de alta são as mais agradáveis para o modelo da Honda que, se não é ruim nas curvas mais lentas, também não foi tão eficiente quanto a KXF. 

Já a Kawasaki parece ter uma legítima vocação para o supercross,  com o desempenho de seu novo chassi casando muito bem com as características do motor o resultado 
é invejável em curvas de baixa e nos trechos mais travados da pista. Curvas fechadas são mais fáceis de se contornar com a verdinha, ainda mais com colaboração do motor, bom de baixa e média rotação.

Nos saltos as duas motos tiveram ótimo comportamento, muito parecido. Mesmo assim confesso que nos pulos me senti um pouco mais a vontade com a KXF. Isto é fruto da tradicional excelência ciclística da marca. Com o chassi de alumínio ela continua transmitindo muita segurança, é realmente fantástica e preservou as características do modelo com quadro de aço. 


Nos saltos a Honda vai muito bem, mas a...


...Kawasaki transmitiu ainda mais segurança
A CRF já havia evoluído muito na versão anterior e a nova versão, praticamente sem alterações nesta área, continua com um comportamento exemplar. Assim ela pode encarar uma rival 
praticamente perfeita neste ponto...   

Freiando a KXF leva ligeira vantagem.
Além do disco dianteiro um pouco maior o novo desenho dos deles já somam pontos a favor da verdinha. A CRF permanece com o mesmo bom conjunto da versão passada.

A Kawasaki agora vem equipada com suspensões Showa na frente e atrás - antes elas eram Kayaba -similares as utilizadas no modelo da Honda. As duas também possuem chassi de alumínio (muito parecidos). São detalhes que explicam  porquê em diversas situações elas tem o comportamento muito parecido...

Conclusão
 
Fica cada vez mais claro: hoje a escolha por um modelo ou outro é uma questão de gosto pessoal. Cada vez mais avançadas e com desempenho muito próximos as novas gerações de motocross saem das fábricas 
atendendo as necessidades da maioria dos pilotos amadores e precisando de cada vez menos modificações para os profissionais.
 
Não acho que exista uma vantagem clara para uma ou outra motocicleta, mas características que agradem mais um estilo de pilotagem ou outro. As duas motos tem uma excelente ciclística e os motores também agradam. Acho que a Honda casa bem com um estilo mais agressivo enquanto a Kawasaki, pode-se dizer, é perfeita para um estilo mais suave. Analise o seu e faça a sua opção!   

Ficha Técnica Kawasaki KXF250 2006

Motor:
Quatro tempos, quatro válvulas.
Cilindrada: 249cc
Diâmetro: 77.0 x 53.6
Carburador: Keihin FCR37mm 
Taxa de Compressão: 13.5:1
Ignição: Multi-Map Digital CDI
Câmbio: Cinco marchas
Quadro: Alumínio. 
Suspensão Dianteira: Showa 47mm invertida tipo cartucho
Ajustes: 16 posições compressão e retorno
Suspensão Traseira: Showa monoamortecida
Ajustes: 17 posições compressão e retorno e carga da mola.
Curso Dianteiro: 315mm.
Curso Traseiro: 310mm.
Freio Dianteiro: Disco flutuante 250mm. Pinça com pistão duplo.
Freio Traseiro: Disco 240mm disc, Pinça com pistão único.
Peso: 92.5 kg.
Tanque: 7.2 litros.

Ficha Técnica Honda CRF250 2006

Motor:
Quatro tempos, quatro válvulas.
Cilindrada: 249cc
Diâmetro: 78.0 x 52.2
Carburador: Keihin 40.0mm 
Taxa de Compressão: 12.9:1
Ignição: CDI
Câmbio: Cinco marchas
Quadro: Alumínio. 
Suspensão Dianteira: Showa 47mm invertida tipo cartucho
Ajustes: 16 posições compressão e retorno
Suspensão Traseira: Showa monoamortecida
Ajustes: 17 posições compressão e retorno e carga da mola.
Curso Dianteiro: 315mm.
Curso Traseiro: 310mm.
Freio Dianteiro: Disco flutuante 240mm. Pinça com pistão duplo.
Freio Traseiro: Disco 240mm disc, Pinça com pistão único.
Peso: 91.8 kg.
Tanque: 7.5 litros.


Teste realizado na pista do Horto em Limeira - SP.

Agradecimentos: 
Theo Racing
(19) 9151-0121 e Duboy Racing (19) 3468-7341

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