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Publicado em:
04/08/2011
Apresentação KTM 450 Rally Réplica

A exclusivíssima KTM construída especialmente para o Rally Dakar chegou primeiro no Brasil
Redação MotoX.com.br - Lucídio Arruda - Fotos: Maurício Arruda / Lucídio Arruda

Modelo feito sob encomenda vem pronto para largar no rali


KTM 450 Rally Réplica 


Dima Mattos apresenta a KTM 450 Rally Réplica na MotoX TV
As boas lembranças da infância a gente nunca esquece. Principalmente aquele Natal em que ganhamos o brinquedo sonhado durante o ano todo. São dias onde o sorriso de orelha à orelha não sai de nosso rosto.

Era assim que estava Dimas Mattos, co-fundador da ASW Silva Mattos, quando finalmente colocou as mãos na moto desejada por 9 entre 10 competidores de rali. Dimas já deixou a infância faz tempo, mas tudo bem, o brinquedo também não é coisa de criança. A exclusivíssima KTM 450 Rally Réplica é um projeto da fábrica que vem dominando o Rally Dakar há mais de uma década e possivelmente a melhor arma para os pilotos privados encararem a competição.

- Veja também: Conheça mais sobre a motocicleta na MotoX TV

Tivemos o privilégio de conhecer e colocar as mãos na primeira, e ainda única, unidade do modelo entregue no Mundo. Dimas encomendou nada menos que 20 KTMs 450 EXC de Enduro para a Brasil Moto Tour, sua empresa de turismo de aventura especializada em passeios fora de estrada nos lençóis maranhenses. E uma das exigências do piloto e empresário para fechar o negócio foi receber uma Rally Réplica a tempo de competir no Rally Internacional dos Sertões.


Por sair da linha de produção antes da hora,
a unidade não recebeu as cores e adesivos finais


 
A motocicleta é feita sob encomenda especialmente para clientes que vão competir no Dakar. Por conta disso, a entrega de todas as unidades encomendadas no início do ano é programada para setembro. Para que fosse possível competir no Sertões com a novidade, a KTM tirou a unidade de Dimas da linha de produção e mandou para o departamento de competições para ser finalizado.

A KTM 450 Rally Réplica

A não ser que você seja piloto de fábrica (da KTM de preferência), correr um rali exige uma grande preparação e investimento não só financeiro, como de tempo, na preparação da motocicleta. Geralmente parte-se de uma moto de enduro onde é necessário adaptar quase tudo. Tanques, carenagens, sistemas de navegação, iluminação, suspensões... e a lista vai longe.

A KTM resolveu mudar isso e oferecer ao público uma moto cujos os primeiros traços na prancheta já tinham o destino certo. Entenda por público os competidores do Rally Dakar. Não espere encontrar o modelo nas concessionárias em nenhuma parte do Mundo, a compra deve ser feita diretamente com a fábrica. Geralmente os clientes já compram também o pacote de apoio do Dakar que inclui assistência e a venda de peças a preços camaradas durante a competição.


Reparem na profusão de comandos no punho esquerdo. As tampas dos tanques em alumínio são exemplos do nível de acabamento das peças.


 
O preço da motocicleta? 25.000 Euros + impostos (o VAT, no caso, da Europa). A unidade do Dimas veio ao Brasil via importação temporária e retorna para a Áustria após o Rally dos Sertões. Ao final do ano ela vem de novo para a América do Sul para a largada do Dakar em Buenos Aires.

Novidades

Por nascer exclusivamente para o rali, a motocicleta adotou soluções únicas e compartilha pouquíssimas peças com as irmãs (enduro) de produção normal. Na verdade, ela tem muito mais em comum com as atuais motos de fábrica dos campeões Marc Coma e Cyril Despres.


Sem o banco, nota-se o enorme filtro de ar montado o mais alto possível

O que mais chama a atenção no modelo é o quadro formado por uma dupla trave superior formada por uma treliça em tubos de cromo-molibdênio. E só. Não há berço inferior nem subquadro. O responsável pela estrutura traseira é o tanque posterior, moldado em composto plástico, que comporta 16 litros.

Os dois tanques dianteiros carregam 8 litros cada um e ocupam basicamente as laterais da motocicleta. A parte central ficou reservada para o filtro de ar, em local bem elevado, o mais longe possível das águas de riachos.

Boa parte da moto pode ser desmontada somente com as mãos, ou com pouquíssimas ferramentas se tem acesso às partes vitais em pouco tempo. O banco, por exemplo, pode ser retirado em cerca de dois segundos. Muitas das peças exclusivas do modelo são feitas à mão, em alumínio, com uma qualidade de acabamento indiscutível.


O quadro específico para rali trouxe soluções inovadoras em relação às motos de enduro, como a fixação da balança traseira. A ausência do berço inferior liberou espaço para o reservatório de água de emergência e uma caixa de ferramentas. 

As suspensões são WP, com tubos de 48mm na frente e amortecedor único com links atrás. No amortecedor traseiro o reservatório de expansão do nitrôgênio fica na horizontal, embaixo do banco. Obviamente tudo já preparado de acordo com o peso da motocicleta, que pode ultrapassar os 170 quilos com todos os reservatórios cheios.


 
Motor

Basicamente a engenharia pegou o motor de cross e modificou para as exigências do rali. Além das faixas de potência e torque otimizadas, trabalhou-se na durabilidade que uma competição de vários dias e dezenas de milhares de quilômetros exige.

A capacidade de óleo subiu para mais de 2 litros. São duas bombas de óleo para a lubrificação, mais uma terceira que envia o lubrificante para um radiador logo abaixo dos faróis. O radiador de água é "king size", uma única peça maior que os dois normalmente encontrados nas motos Enduro. A relação de marchas é bem longa, o que possibilita ultrapassar os 170km/h nos retões. O escapamento é um belo Akrapovic.


 

Pilotando


Não foi exatamente um teste, foi uma voltinha com a máquina num espaço inverso ao tamanho do ciúme do Dimas, que não esquecia de nos lembrar: "Ela só tem 30 quilômetros!"

O banco é alto e com a espuma extra firme. Nosso piloto com 1,85m de altura não conseguiu apoiar os dois pés no chão ao mesmo tempo com a moto parada. Os baixinhos podem passar um certo apuro nas saídas e paradas se não programarem bem suas ações. As pedaleiras são extra largas, proporcionando uma ótima base da apoio, mas ao acionar os comandos, de câmbio e freio traseiro, é preciso se lembrar que eles ficam bem para dentro, quase escondidos debaixo do motor.

Andando a moto mostra a que veio. Com os tanques praticamente cheios dá para notar que trechos travados não são sua especialidade, a sensação é de entrar em uma loja de cristais montado num cavalo. Mas conforme a velocidade aumenta a KTM entra em seu habitat. Claro, não chegamos nem perto dos 150km/h de um retão de rali, mas deu para perceber que a estabilidade e a firmeza nas retas são seus grandes atributos.

Comparando com a KTM 700cc de Jean Azevedo que pilotamos há alguns anos, ela tem na leveza e facilidade de condução as principais vantagens. Claro que o torque e potência das 450cc não se comparam com a antiga 700cc, e a diferença em velocidade final deve ser considerável. Por outro lado a 450 mostrou-se bem mais estável, sem a tendência de sair de traseira da 700, que mesmo em altas velocidades dava suas sambadinhas.


Dimas Mattos

Dimas nos contou também que na areia fofa, onde é fácil atolar, é bem melhor estar montado na 450 do que na antiga 690 que já utilizou no Dakar. "Numa competição como o Dakar a 690 levaria vantagem" - hoje o regulamento limitou os motores em 450cc - "mas no Sertões, que tem mais trechos técnicos, a agilidade da 450 deve trazer melhores resultados."


Essas são as cores e adesivos de quem vai receber a moto em setembro
foto: H. Mitterbauer / KTM

Ficha Técnica

Motor   Chassis  
Tipo Monocilíndrico 4 tempos Quadro Cromo molibdênio
Capacidade 449 cc Subquadro Tanque plástico autosuportado
Diâmetro e Curso 97 / 60,8 mm Suspensão dianteira WP-USD 48
Partida/bateria Elétrica / 12 V 8,6 Ah Suspensão Traseira WP-Monoshock c/ Pro-Lever linkage
Transmissão 5 Marchas Curso 300 / 310 mm
Carburador Keihin FCR-MX 41 Freios Disco 300 / 240 mm
Comando 4V / DOHC Aros 1,6 x 21“ / 2,50 x 18“
Lubrificação Por Pressão com 3 bombas Altura do banco 980 mm
Embreagem Hinson Multidisco acion. hidráulico Capacidade combustível aprocimadamente 35 litros
Ignição Keihin DC ECU Peso 145 kg (a seco)